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Cenário fabrica nomes de vice em Sto.André

Grupo governista evita antecipar processo, mas discussão de abrir posto não está descartada


Fábio Martins
do dgabc.com.br

05/04/2019 | 07:00


Diante da instabilidade do PT municipal, sucessivas frustrações eleitorais do ex-prefeito Aidan Ravin (Podemos) e abandono de Raimundo Salles (PDT) das atuações na cidade, o cenário político de Santo André tem, curiosamente, fabricado mais nomes de eventuais vice no projeto de reeleição do prefeito Paulo Serra (PSDB) do que potenciais adversários na disputa majoritária. A um ano e meio do pleito local de 2020, há pelo menos quatro figuras cogitadas na corrida pela abertura da discussão do posto de número dois da empreitada, hoje ocupado por Luiz Zacarias (PTB).

O grupo governista evita antecipar o processo sucessório do ano que vem, mas o debate sobre abrir negociação do cargo de vice não está descartado dentro do Paço, segundo fontes internas. Apesar da força eleitoral de Zacarias, a manutenção do petebista pode ser colocada em tratativas após ocorrências de desgaste.

Diante do desconforto, surgiram nomes que devem entrar na lista de possíveis alternativas. Entre os quadros cotados no rol estão o secretário de Segurança, Edson Sardano, o que manteria acordo com o PTB. Além dele, o superintendente do Semasa, Almir Cicote (Avante), o ex-deputado e presidente do Instituto de Previdência de Santo André, José Bittencourt (PRB), e o ex-secretário de Habitação Fernando Marangoni (DEM). A situação, no entanto, deve ser decidida somente entre abril e julho de 2020.

Sardano ponderou que o cargo de vice no momento, de acordo com o próprio prefeito, não está vago. “A parceria anda muito bem com o PTB”, pontuou, acrescentando, na sequência, frase comum no meio: “Como diria Ulysses (Guimarães), a política é como nuvens”. Sobre seu nome ser ventilado, ele se esquivou: “Pertenço a um grupo político. Tenho ouvido, porém, é especulação. O meu plano é ser candidato a vereador”, despistou.

Paulo Serra sintetizou que essa decisão de vice ficará apenas para 2020. Segundo o prefeito, a prioridade é tirar do papel o plano de governo. “Essa é a nossa prioridade número um. Agora, nos deixa animados o fato de muita gente se colocar como possível candidato a vice na nossa chapa. Isso mostra que estamos no caminho certo. Não existe concorrência aberta (neste sentido), até porque temos vice, o Zacarias, que nos ajuda bastante, é parceiro”, disse. “Temos atores políticos na cidade que fazem parte do governo. Essa decisão não cabe só a mim, individualmente, escolher companheiro de chapa, é toda circunstância política.”

Ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e ex-prefeiturável, Ailton Lima (PSD) constava na lista até o começo deste ano. Seu nome era colocado entre as opções, contudo, estremecimento com o prefeito azedou a parceria. Com a fissura, ele anunciou pré-candidatura a prefeito. “Percebi que (a aliança) não era para ter junto, era para abafar candidatura. Lutei, insisti, fui leal, mas não tem espaço, o centro de decisões é muito pequeno, restrito a três, quatro pessoas. Não tem a menor possibilidade, com quem quer que seja, que eu não encabece a chapa.” 



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