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Hora de reviver a música de Chico Alves

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Márcio Gomes relembra clássicos


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

15/12/2011 | 07:00


Basta fechar os olhos, ainda nos primeiros instantes de 'Boa Noite, Amor', faixa que abre nova obra do cantor carioca Márcio Gomes, para ser levado de volta à primeira metade do século 20, nos tempos áureos dos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro.

No disco 'Márcio Gomes canta Francisco Alves' (Microservice, R$ 16 em média), o jovem cantor de voz elegante e poderosa mergulha no universo musical de um conterrâneo seu, o cantor e compositor Francisco Alves, uma das mais importantes vozes àquela época.

Trabalho de um ano todo, tem produção do produtor, pesquisador e jornalista Rodrigo Faour e foi arranjado por Alfredo Del-Penho. Das mais de 1.000 canções que Chico Alves pôs voz - entre clássicos de Ary Barroso, Lamartine Babo, Herivelto Martins e Benedito Lacerda -, Márcio selecionou 13, que vão de célebres valsas a composições de Carnaval.

Inspirados arranjos de flauta, piano, contrabaixo, saxofone, trombone, bateria, percussão, cavaquinho e cordas passeiam por todo o disco. Faixas como 'Eu Sonhei que Tu Estavas Tão Linda' são carregadas de romantismo. Grata surpresa na releitura é a participação especial de Cauby Peixoto. "Cauby é o mais importante cantor vivo da Era do Rádio, além de tudo, um amigo querido. É uma honra para mim", revela Márcio.

Um dos grandes momentos fica por conta de 'A Voz do Violão', assinada por Chico ao lado de Horácio de Campos, arranjada por belíssimos e delicados acordes de violão, sempre lapidados pela voz de Márcio.
Outro ótimo momento é com 'pout-pourri' que revive compositores como Noel Rosa, Herivelto Martins e Benedito Lacerda. O apanhado bem resolvido traz 'É Bom Parar', 'Palhaço' e 'Que Rei Sou Eu'.

O que fica claro, ao se deparar com a obra, é que muito da musicalidade se perdeu com o passar dos anos. As criativas canções respiravam poesia e tinham harmonias sofisticadas. Bons tempos que voltam vez ou outra.  

Mais do disco:

Onde o Céu Azul é Mais Azul - Escrito por João de Barro, Alcyr Pires Vermelho e Alberto Ribeiro, o samba foi sucesso na voz de Chico Alves. Na releitura, arranjos animados de flauta e saxofone.

A Lapa - A voz de Márcio Gomes revive os tempos em que Chico cantou a Lapa, a boêmia carioca e os tempos em que composições saltavam das mãos dos músicos nas mesas dos botecos.

Na Virada da Montanha - De beleza peculiar, traz belas melodias de cavaquinho - carro chefe da canção - e violão. A voz do cantor, mais uma vez, remete aos temos preciosos do cancioneiro brasileiro.



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