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Auricchio: credibilidade intacta

Arquivo/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Beto Silva
Gustavo Pinchiaro

23/10/2012 | 07:00


A declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o "PT venceu em São Caetano com o PMDB", não passou em branco pelo prefeito José Auricchio Júnior (PTB).

O petebista ressaltou que o petista disse apenas o que afirmou durante os 90 dias da campanha. "Pelo menos o presidente corroborou com o que a gente vinha dizendo. Foi o presidente que disse. Não sei avaliar. Prefiro me limitar à constatação. Mostra que a credibilidade da gente está intacta. Como que gente já sabia", destacou Auricchio, sem, no entanto, se aprofundar muito no assunto.

Ao defender a candidatura da governista Regina Maura Zetone (PTB) ao Palácio da Cerâmica, a qual ele foi o fiador, o chefe do Executivo dizia que o PMDB de Paulo Pinheiro, prefeito eleito no dia 7, era afiançado pelo PT.

Havia indícios de que o articulador do PT no Grande ABC, Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo, teria dado suporte à empreitada peemedebista na cidade. Auricchio chegou a apontar o comandante da cidade vizinha como organizador da campanha adversária em São Caetano.

Marinho sempre negou a acusação. Mas Lula fez questão de reavivar a polêmica em discurso em Diadema, anteontem, fortalecendo a teoria petebista. "Quando a elite brasileira imaginou em derrotar o PT, saímos como partido mais bem votado (foram 628 prefeitos eleitos no primeiro turno e 17,2 milhões de votos no País). Estamos no segundo turno em Diadema, em Mauá e em Santo André. Já ganhamos São Caetano com o PMDB e ganhamos São Bernardo no primeiro turno com o PT", discursou Lula na ocasião.

A tentativa dos discursos governistas era pregar a histórica rejeição do PT na cidade no nome de Paulo Pinheiro - inclusive, é a única cidade do Grande ABC que o petismo nunca governou e a maioria dos caciques da sigla evita pisar no município em eleições municipais.

Mas a estratégia não surtiu efeito, já que Pinheiro sagrou-se prefeito eleito com 61.136 votos (63,35% dos válidos), contra 33.5944 sufrágios (34,81% dos válidos) de Regina Maura. Com isso, o peemedebista quebrou hegemonia de 30 anos do PTB na cidade. O partido venceu as sete eleições ao Paço desde 1982.

Recém-empossada presidente do PMDB de São Caetano, Gica Pinheiro, filha do futuro prefeito, não foi encontrada para comentar o assunto. Outros dirigentes da sigla também evitam falar sobre o tema, que, mesmo após o pleito, se mostra incômodo para o grupo.

Quem teve a missão de manifestar foi Octávio Kahn, presidente municipal do PPL, uma das três agremiações aliadas do PMDB são-caetanense na corrida pelo Executivo, neste ano. "Lula não quis dizer que foi apoio político, mas que o PMDB faz parte da aliança nacional (do PT) em algumas regiões. Foi essa a intenção. Ele nunca apoiou (a candidatura de Pinheiro). Acho que ele nem sabe onde fica São Caetano. Ele falou que é oposição. Não teve nada disso (apoio do PT). O Marinho não mandou nada de dinheiro. O senhor Lula fala muito. Sabíamos da rejeição do PT, por isso não teve coligação com eles", discorreu, Octávio, ao relembrar tentativa naufragada de aproximação do PT junto ao PMDB, antes do início das campanhas, em 6 de julho.



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