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Oposiçao pretende parar o país com nova greve em outubro


Do Diário do Grande ABC

23/09/1999 | 21:25


O Fórum Nacional de Luta por Trabalho, Terra e Cidadania, formado pela CUT, MST, UNE, PT, PC do B, entre outras organizaçoes, quer parar o Brasil no dia 10 de novembro. A greve geral, intitulada Dia Nacional de Paralisaçao e Protesto em Defesa do Emprego e do Brasil, faz parte de um movimento contra a "estrutura do Estado brasileiro", afirmou Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, presidente da CUT.

O movimento, iniciado com a Marcha dos 100 mil, realizada em Brasília em agosto, foi engrossado com o festival de greves pelo contrato coletivo nacional para os metalúrgicos do setor automotivo, que está sendo promovido em conjunto com a Força Sindical (a primeira greve foi realizada nessa quarta-feira na fábrica de caminhoes da Volkswagen em Resende). "Dessa vez nao serao 100 mil, serao milhoes de pessoas", acredita Vicentinho.

O calendário incluirá, ainda, a Marcha em Defesa da Educaçao Pública, no dia 6 de outubro. No dia seguinte, a Marcha dos Sem-Terra chega a Brasília. No dia 12 de outubro, o Fórum une-se a entidades de toda a América Latina no Grito Latino-americano contra a Exclusao Social, que será realizado na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu.

As propostas do Fórum incluem a moratória da dívida externa, o fim do acordo com o FMI, reduçao da jornada de trabalho para 36 horas, sem reduçao dos salários, com o objetivo de gerar 3,6 milhoes de empregos, aumento de 10% para todos os salários e salário mínimo de R$ 180, reforma agrária, instalaçao de uma CPI para apurar denúncias de favorecimento no processo de privatizaçao da Telebrás e retomada do crescimento do país.

"Quanto mais o governo continuar com essa política econômica, a cada dia faremos novas paralisaçoes", ameaça Vicentinho. Para ele, o governo está promovendo a "deterioraçao do tecido social", desmontando a produçao nacional, os serviços públicos e ameaçando a própria soberania do Brasil.

Segundo Vicentinho, todas as centrais sindicais e movimentos populares serao convidados a participar da greve geral. "Todos vao para as ruas", afirmou.

No dia da greve, o Fórum vai realizar um plebiscito sobre o governo FHC e as repercussoes de sua política econômica. A idéia, disse Vicentinho, é avaliar o impacto dessa política nas parcelas mais necessitadas da populaçao: desempregados, vítimas da seca, da violência, e os mais de 63 milhoes de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza.



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Oposiçao pretende parar o país com nova greve em outubro

Do Diário do Grande ABC

23/09/1999 | 21:25


O Fórum Nacional de Luta por Trabalho, Terra e Cidadania, formado pela CUT, MST, UNE, PT, PC do B, entre outras organizaçoes, quer parar o Brasil no dia 10 de novembro. A greve geral, intitulada Dia Nacional de Paralisaçao e Protesto em Defesa do Emprego e do Brasil, faz parte de um movimento contra a "estrutura do Estado brasileiro", afirmou Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, presidente da CUT.

O movimento, iniciado com a Marcha dos 100 mil, realizada em Brasília em agosto, foi engrossado com o festival de greves pelo contrato coletivo nacional para os metalúrgicos do setor automotivo, que está sendo promovido em conjunto com a Força Sindical (a primeira greve foi realizada nessa quarta-feira na fábrica de caminhoes da Volkswagen em Resende). "Dessa vez nao serao 100 mil, serao milhoes de pessoas", acredita Vicentinho.

O calendário incluirá, ainda, a Marcha em Defesa da Educaçao Pública, no dia 6 de outubro. No dia seguinte, a Marcha dos Sem-Terra chega a Brasília. No dia 12 de outubro, o Fórum une-se a entidades de toda a América Latina no Grito Latino-americano contra a Exclusao Social, que será realizado na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu.

As propostas do Fórum incluem a moratória da dívida externa, o fim do acordo com o FMI, reduçao da jornada de trabalho para 36 horas, sem reduçao dos salários, com o objetivo de gerar 3,6 milhoes de empregos, aumento de 10% para todos os salários e salário mínimo de R$ 180, reforma agrária, instalaçao de uma CPI para apurar denúncias de favorecimento no processo de privatizaçao da Telebrás e retomada do crescimento do país.

"Quanto mais o governo continuar com essa política econômica, a cada dia faremos novas paralisaçoes", ameaça Vicentinho. Para ele, o governo está promovendo a "deterioraçao do tecido social", desmontando a produçao nacional, os serviços públicos e ameaçando a própria soberania do Brasil.

Segundo Vicentinho, todas as centrais sindicais e movimentos populares serao convidados a participar da greve geral. "Todos vao para as ruas", afirmou.

No dia da greve, o Fórum vai realizar um plebiscito sobre o governo FHC e as repercussoes de sua política econômica. A idéia, disse Vicentinho, é avaliar o impacto dessa política nas parcelas mais necessitadas da populaçao: desempregados, vítimas da seca, da violência, e os mais de 63 milhoes de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza.

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