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GM lança plano de demissão voluntária


Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC

07/11/2008 | 07:01


A GM (General Motors) abriu o PDV (Programa de Demissões Voluntárias) nas fábricas de São José dos Campos e São Caetano. O plano estará aberto até o dia 28 e a empresa não informa as metas que pretende atingir. A GM apontou a necessidade de ajustar o ritmo de produção ao nível de estoques de carros e de vendas, afetadas pelo aperto no crédito.

O anúncio chega apenas quatro dias depois da empresa ter anunciado o segundo período de férias coletivas, nas unidades de São José dos Campos, São Caetano e Gravataí (RS), e pouco mais de um mês depois do fechamento do último PDV, que foi aberto no dia 17 de setembro.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, as condições para quem aderir variam com o tempo de casa. Vão de três salários nominais (quem tem menos de cinco anos de emprego) a seis salários (23 anos em diante). Para aposentados, o incentivo acrescenta três salários nominais ao valor total. Já para os empregados que, a critério da empresa, forem considerados "detentores de restrição médico-ocupacional com garantia de emprego", o incentivo acima será multiplicado por três.

O PDV também oferece a manutenção da assistência médica para os trabalhadores que resolverem aderir ao programa, por período determinado. Serão quatro meses de plano de saúde para funcionários não-aposentados, 24 meses para aposentados ou com tempo para aposentar-se e 36 meses para os ‘restritos' (lesionados com estabilidade de emprego).

Na opinião do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, esse PDV é uma maneira de pressionar psicologicamente os funcionários. "Os trabalhadores ficarão com medo de demissão", afirma.

Para José Caporal Filho, consultor da Megadealer (consultoria especializada em montadoras), essas medidas tomadas pelas montadoras são normais. Segundo ele, o mercado automotivo estava num crescimento muito acelerado e, com a crise, vai voltar ao normal.

Eduardo Becker, professor da Esags, também acredita que o mercado automotivo não será afetado já que o governo agiu rápido ao disponibilizar dinheiro em linhas de crédito.



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GM lança plano de demissão voluntária

Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC

07/11/2008 | 07:01


A GM (General Motors) abriu o PDV (Programa de Demissões Voluntárias) nas fábricas de São José dos Campos e São Caetano. O plano estará aberto até o dia 28 e a empresa não informa as metas que pretende atingir. A GM apontou a necessidade de ajustar o ritmo de produção ao nível de estoques de carros e de vendas, afetadas pelo aperto no crédito.

O anúncio chega apenas quatro dias depois da empresa ter anunciado o segundo período de férias coletivas, nas unidades de São José dos Campos, São Caetano e Gravataí (RS), e pouco mais de um mês depois do fechamento do último PDV, que foi aberto no dia 17 de setembro.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, as condições para quem aderir variam com o tempo de casa. Vão de três salários nominais (quem tem menos de cinco anos de emprego) a seis salários (23 anos em diante). Para aposentados, o incentivo acrescenta três salários nominais ao valor total. Já para os empregados que, a critério da empresa, forem considerados "detentores de restrição médico-ocupacional com garantia de emprego", o incentivo acima será multiplicado por três.

O PDV também oferece a manutenção da assistência médica para os trabalhadores que resolverem aderir ao programa, por período determinado. Serão quatro meses de plano de saúde para funcionários não-aposentados, 24 meses para aposentados ou com tempo para aposentar-se e 36 meses para os ‘restritos' (lesionados com estabilidade de emprego).

Na opinião do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, esse PDV é uma maneira de pressionar psicologicamente os funcionários. "Os trabalhadores ficarão com medo de demissão", afirma.

Para José Caporal Filho, consultor da Megadealer (consultoria especializada em montadoras), essas medidas tomadas pelas montadoras são normais. Segundo ele, o mercado automotivo estava num crescimento muito acelerado e, com a crise, vai voltar ao normal.

Eduardo Becker, professor da Esags, também acredita que o mercado automotivo não será afetado já que o governo agiu rápido ao disponibilizar dinheiro em linhas de crédito.

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