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PT de Ribeirão cogita adversário histórico como vice

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cynthia Tavares
Especial para o Diário

17/10/2011 | 07:04


 

Os tempos são outros e o passado ficou para trás. Pelo menos para a família Grecco e o PT de Ribeirão Pires. Mesmo se colocando como pré-candidato ao Executivo em 2012 pelo PP, Anderson Grecco, filho do ex-prefeito Luiz Carlos Grecco, vem sendo cortejado pelos petistas. A articulação gira em torno da vaga de vice na chapa de Maria Inês Soares (PT). Os Grecco e os petistas sempre foram adversários na cidade.

"Gostaríamos de tê-lo no nosso arco de aliança. É um partido que está na base de sustentação da presidente Dilma (Rousseff), mas a discussão será a partir de janeiro", destacou o presidente do diretório municipal, Antonio Carlos Pereira de Souza, o Carlão. Entretanto, o progressista não se mostrou muito aberto à negociação. "Temos um bom relacionamento, mas reitero minha posição de pré-candidato", disse Anderson.

O PT tem encontrado dificuldades em angariar adesões à coligação. A meta é um arco com, no mínimo, seis partidos. Os desentendimentos e as mudanças na articulação explicitam a dificuldade.

O diretório começa a colher frutos de suas mudanças logo na pré-campanha. Nos bastidores, o partido está divido em dois grupos. De um lado está a ala de Carlão. Do outro, pessoas ligadas a Maria Inês. As reuniões estratégicas andam cada vez mais complicadas. Em uma delas a articuladora da ex-prefeita, Clara Nabeshima, chegou a chorar durante troca de farpas com dirigente local. "Ela é uma companheira valorosa e que me agrada. O esforço dela é muito grande", desmentiu Carlão.

Por outro lado, o grupo de Maria Inês reclamou do evento organizado por Carlão. Intitulado "Resgate pelas bases", o evento causou desconforto nas outras alas petistas. De acordo com os militantes, não ficou de bom tom esse título, tendo em vista a briga instaurada desde 2008 para colocar o partido nos eixos. "Nos reunimos para confraternizar nosso grupo, assim como as outras alas também fizeram", disse. Maria Inês não foi localizada para comentar a situação.

Carlão destacou que os comentários recorrentes são para desestabilizar a legenda, que mantém liderança nas pesquisas de intenção de voto. "É picuinha, inveja de pessoas que querem desagregar."

Os problemas iniciaram quando João dos Santos Filho, o João do PT, foi afastado das articulações, dando lugar a Clara. Caciques petistas não concordaram com a medida, que culminou no distanciamento projetado ao presidente da Câmara, Gerson Constantino (PSD), apontado como vice em potencial.



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