Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 24 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

esportes@dgabc.com.br | 4435-8384

Mais longevo da região, Corintinha celebra 109 anos

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Adversário do primeiro gol profissional de Pelé, Galo Preto da Vila Alzira festeja aniversário vivo e sem dívidas; presidente brada: ‘não está à venda’


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

15/08/2021 | 00:01


Fundado em 15 de agosto de 1912, o Corinthians de Santo André completa hoje 109 anos como o mais longevo em atividade no Grande ABC. E justamente o fato de seguir vivo é o principal motivo a celebrar mais um aniversário. Afinal, os últimos tempos foram de incerteza para o clube. Isso porque com a pandemia da Covid, as fontes de renda cessaram. Elas eram, respectivamente, aluguel das quadras, locação do salão social e mensalidade de associados. De repente, o Galo Preto viu a receita cair a zero. Inicialmente, com a perspectiva de que logo encontrariam solução para o novo coronavírus, a ideia era retomar gradualmente as atividades. Porém, com o agravamento da doença pelo País e a permanência do clube fechado por um ano e meio fez com que as dívidas se acumulassem.

O presidente José Orlando de Moura, o Jarrão, conta que fez de tudo para manter o pagamento dos funcionários em dia. Outros prestadores de serviço tiveram contratos suspensos com auxílio do governo. Porém, sem atividades durante 14 meses, por muito pouco o clube não faliu, admite o mandatário. “Foi difícil para o mundo todo, passamos muita dificuldade também, mas com muito trabalho e fé, o clube sobreviveu e está cada vez mais vivo. Tivemos que cortar na carne, nos desfizemos de parte útil do clube, mas o importante é que o Corinthians de Santo André segue vivo, na ativa. (leia mais ao lado)”, explica Jarrão, que viu os demais integrantes da diretoria e do conselho deliberativo virarem as costas, preocupados com os próprios negócios, e teve poucas mãos estendidas para manter o clube vivo. Resultado: foi hospitalizado e ficou três dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) após uma arritmia cardíaca.

“Quem assina e responde pelo clube sou eu, então acabou respingando na minha vida pessoal. Tive cartão bloqueado, CPF negativado, coisas que nunca tinham acontecido antes na minha vida. E isso mexe com a gente. É banco ligando, todo mundo se afastando e você se sentindo sozinho, então fiquei um período hospitalizado, mas agora estou firme e forte para seguir o trabalho, com toda a determinação que sempre tive”, exclama.

Adversário do primeiro gol profissional de Pelé pelo Santos, em 7 de setembro de 1956, no antigo Estádio Américo Guazelli, onde hoje é a sede social do clube, o Corinthians de Santo André não explora tal fato. “Enquanto existir o Corinthians vai existir essa história, porque é um marco para o clube e para a cidade, porque o jogador que se tornou o Rei do Futebol fez o primeiro gol aqui. Como explorar? Não sei. Vou conversar com pessoas ligadas ao esporte para fazer alguma coisa também mas a história ninguém apaga”, finaliza.

Comercialização de 8% da sede social salvou o clube

Quem passa pelos arredores do Corinthians, localizado no tradicional bairro da Vila Alzira, se depara com obras no terreno do clube. A área que abrigava a antiga quadra coberta, que tinha ao lado uma churrasqueira, banheiros e vestiários, foi a salvação do clube nestes tempos de pandemia. Isso porque este setor, que corresponde aproximadamente a 8% da área da sede social do Galo Preto, foi vendida. Assim, as telhas que cobriam a estrutura foram retiradas e colocadas em outras áreas da agremiação. Em breve, tudo será demolido e, nos bastidores, fala-se que serão construídas casas de alto padrão, bem de frente com o parque Ipiranguinha.

“Ficar um ano e cinco meses sem receita, gera dívida. Essa parte que nos desfizemos, salvou o clube e permitiu que fizéssemos algumas melhorias, mas com muito cuidado, porque ainda não voltamos 100%”, explica o presidente Jarrão. “Quando tira parte do patrimônio é perda, mas foi para a sobrevivência do clube, não por má administração. Tem pessoas maldosas que falam que estamos vendendo todo o clube, mas não tem nada disso.”

Em 2020, quando o Diário publicou a possibilidade de venda do espaço, especialista apontou que valesse R$ 2,8 milhões. O presidente Jarrão, entretanto, disse que o valor pago foi muito inferior, ainda mais em tempos de pandemia, mas preferiu manter em sigilo. 



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;