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Escândalos ficam fora de debate

Mensalão, aeroporto em fazenda de família e suposto caixa dois em uso de jatinho não são citados por presidenciáveis em primeiro embate


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

27/08/2014 | 07:00


Escândalos envolvendo os três principais candidatos à Presidência da República não foram trazidos à tona no primeiro debate eleitoral com sete dos 11 presidenciáveis. Mensalão, construção de aeroporto particular em fazenda de familiar e suposto caixa dois em aeronave utilizada em campanha ficaram de fora do evento organizado ontem à noite pela Rede Bandeirantes.

Embora a presidente Dilma Rousseff (PT), a ex-senadora Marina Silva (PSB) e o senador Aécio Neves (PSDB) tenham trocado críticas durante as duas horas de debate, o tom amistoso ficou evidente. Todos evitaram tocar em assuntos delicados das candidaturas – priorizando questionamentos de políticas públicas. O tema Mensalão no governo Lula, por exemplo, foi pautado por jornalista convidado e a pergunta direcionada a Eduardo Jorge (PV), que não atacou os petistas.

A exceção foi quando Aécio pediu para que Dilma pedisse desculpas à sociedade brasileira pela compra da Refinaria de Pasadena, no Texas, nos Estados Unidos – a aquisição, autorizada pela petista enquanto ministra-chefe da Casa Civil, teve prejuízo comprovado de R$ 1,7 bilhão.

O crescimento na pesquisa Ibope, publicada ontem, fez com que Marina virasse alvo de Dilma, de Aécio e dos nanicos presentes ao debate – Luciana Genro (Psol), Levy Fidelix (PRTB), Pastor Everaldo Pereira (PSC) e Eduardo Jorge. Fidelix questionou a socialista sobre sua amizade com Neca Setubal, herdeira do Banco Itaú, e Guilherme Leal, fundador da Natura, adicionando que ambos são sonegadores de impostos. “Só me resta bombardeá-la”, avisou o republicano-trabalhista. A ex-senadora respondeu que problemas pessoais de Neca e Leal têm de ser resolvidos por eles.

Dilma e Aécio não fugiram ao embate direto. Na primeira oportunidade, a petista confrontou o tucano a respeito de medidas impopulares que o senador mineiro já anunciou se for eleito, caso de possível corte no valor do salário mínimo. “O governo de vocês (PSDB) quebrou o Brasil três vezes. Só no meu governo foram criados mais postos de trabalho do que em oito anos do governo de vocês”, sublinhou. “Quem fala sempre olhando para trás tem receio de olhar para frente ou não tem nada para apresentar no presente. O PT surfou nas reformas do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).”

Atuais líderes nos levantamentos de intenções de voto, Dilma e Marina protagonizaram debate sobre as manifestações de junho de 2013. “A senhora anunciou série de medidas naquela época. O que aconteceu que nada deu certo?”, indagou a socialista. “Eu considero que tudo deu certo”, retrucou Dilma. Na tréplica, Marina disparou: “Esse Brasil quase cinematográfico para o PT não existe na vida das pessoas.”

Aécio contestou discurso da nova política que Marina tenta se apropriar, lembrando que ela já disse que, se eleita, quer contar com apoio de José Serra (PSDB). “Reconheço que existem pessoas boas em todos os partidos, o problema é que a maioria está no banco de reserva”, replicou a ex-senadora.

Aliados rechaçam mudança na tática e confiam em evolução

Fábio Martins

Líderes das principais campanhas presidenciais descartaram alteração na estratégia por conta dos números da pesquisa Ibope, confiando em evolução do índice de intenções de voto até o dia 5 de outubro, data do primeiro turno do pleito. Por outro lado, a postura dos presidenciáveis durante o debate da Rede Bandeirantes mostrou o contrário. Isso porque houve esforço concentrado dos candidatos do PT, PSB e PSDB no ataque direto aos adversários.

Mandatário nacional do PT, Rui Falcão afirmou que a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) continuará “mostrando o que foi feito em 12 anos” nas gestões petistas ao mencionar que a cúpula tenta colar a imagem que o partido representa a mudança que a população pede nas ruas. “Sabemos que muda mais quem já tem feito mudanças significativas. A Dilma é a que mais tem condições de liderar o País.”

Novo coordenador financeiro da campanha de Marina Silva, o deputado federal Márcio França (PSB) avaliou que o crescimento da ex-senadora nas pesquisas “é surpresa zero”. “Na classe há nitidamente sensação de voto em Marina. Por isso há curva ascendente. Ela fez o primeiro up com o que ela tinha de prestígio e o Eduardo (Campos, então postulante e morto em acidente aéreo no dia 13) está fazendo o restante. Ele furou o teto que ela própria tinha (em referência à eleição de 2010) e abriu caminho.”

Suplente ao Senado, José Anibal (PSDB) negou que patamar de 19% de Aécio Neves (PSDB) esteja desconfortável, com a ultrapassagem de Marina. “É situação de momento, tendo a presidente Dilma com alto grau de rejeição e pouca credibilidade, entrando numa condição difícil da economia. Estamos confiante no segundo turno.”



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