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Cai a produção de lixo no Grande ABC


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

27/04/2011 | 07:01


O Grande ABC registrou queda de 12,7% no volume de lixo coletado em 2010 na comparação com o ano anterior. As informações, divulgadas ontem pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), mostram que a região segue tendência contrária à observada no Brasil, que registrou aumento de 7,7% na coleta de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) de 2009 para 2010.

Nesta categoria se encaixam apenas o lixo doméstico e o resíduo resultante da varrição de ruas. Participaram do estudo as cidades de Santo André, São Bernardo e Diadema. A justificativa da associação é de que os demais municípios não foram inclusos porque a pesquisa foi feita por amostragem.

Em números brutos, a quantidade coletada pelas empresas de lixo da região caiu de 1.985,5 toneladas por dia em 2009 para 1.733 toneladas diárias ano passado. A quantidade de lixo por habitante caiu de 1,05 quilo para 0,95 quilo. No período, a população das três cidades teve queda de 3,3%, caindo de 1,87 milhão para 1,81 milhão (queda de 3,3%).

Para o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho, a diminuição na coleta de lixo do Grande ABC pode estar relacionada à deficiência nos serviços de coleta das prefeituras. "A renda aumentou e a tendência nacional é de aumento. Essa queda pode, sim, significar falha na coleta."

Já o coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Fundação Santo André, Murilo Valle, avaliou que houve mudança nos critérios de contabilização do lixo arrecadado. "Se fosse falha do poder público, isso seria perceptível visivelmente. A diferença é muito grande, esse lixo ficaria espalhado pelas ruas."

NACIONAL
No Brasil, atualmente cada habitante produz em média um quilo de lixo diariamente. No ano passado, foram colhidas 54,1 milhões de toneladas de resíduos domiciliares. O volume representa aumento de 7,7% em relação a 2009, quando o total de lixo foi de 50,2 milhões de toneladas. No mesmo período, a população nacional teve aumento de aproximadamente 1%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) usados na pesquisa.

Para Silva Filho, outro motivo que explica o aumento na geração de resíduos é a melhora no poder aquisitivo da população. "Quando o povo ganha mais, consome mais, e aí acaba gerando mais lixo", avaliou.

Outro dado preocupante diz respeito ao destino do lixo. No ano passado, 57,6% dos resíduos tiveram destinação adequada. O índice revela estagnação, já que, em 2009, a taxa era de 56,8%. Entre os locais apontados como irregulares pela associação estão os lixões e aterros controlados. Aterros sanitários são considerados adequados. A diferença entre os dois tipos de aterros é que o sanitário possui tubulação, drenagem de chorume e controle na emissão de gases, entre outras técnicas que visam evitar a contaminação do meio ambiente. Segundo Valle, os dois aterros da região se enquadram nas normas exigidas.

 

Para especialista, índice de reciclagem é baixo

A reciclagem de resíduos na região ainda não é satisfatória. Esta é a avaliação do coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Fundação Santo André, Murilo Valle. Segundo o professor, a cadeia produtiva carece de medidas que valorizem o material coletado por catadores e cooperativas de lixo.

"Muitas vezes, o material que separamos por meio da coleta seletiva não é aproveitado pelas cooperativas por não ter valor comercial. A coleta seletiva na região até é boa, mas o processo de reciclagem ainda é fraco", avaliou o especialista. Valle acrescentou que deveria haver mais incentivo para quem comprasse materiais reciclados.

MUNDO
O Japão aparece entre os países que dão melhor destinação ao lixo. Cerca de 74% dos resíduos coletados são utilizados para recuperação energética. Os países com maior índice de reciclagem mecânica são a Suécia e a Suíça, com 33,9%. Na Noruega, a taxa é de 33,7%.

Na China, das 300 milhões de toneladas produzidas ano passado, menos da metade foi colhida pelos serviços de limpeza.



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Cai a produção de lixo no Grande ABC

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

27/04/2011 | 07:01


O Grande ABC registrou queda de 12,7% no volume de lixo coletado em 2010 na comparação com o ano anterior. As informações, divulgadas ontem pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), mostram que a região segue tendência contrária à observada no Brasil, que registrou aumento de 7,7% na coleta de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) de 2009 para 2010.

Nesta categoria se encaixam apenas o lixo doméstico e o resíduo resultante da varrição de ruas. Participaram do estudo as cidades de Santo André, São Bernardo e Diadema. A justificativa da associação é de que os demais municípios não foram inclusos porque a pesquisa foi feita por amostragem.

Em números brutos, a quantidade coletada pelas empresas de lixo da região caiu de 1.985,5 toneladas por dia em 2009 para 1.733 toneladas diárias ano passado. A quantidade de lixo por habitante caiu de 1,05 quilo para 0,95 quilo. No período, a população das três cidades teve queda de 3,3%, caindo de 1,87 milhão para 1,81 milhão (queda de 3,3%).

Para o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho, a diminuição na coleta de lixo do Grande ABC pode estar relacionada à deficiência nos serviços de coleta das prefeituras. "A renda aumentou e a tendência nacional é de aumento. Essa queda pode, sim, significar falha na coleta."

Já o coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Fundação Santo André, Murilo Valle, avaliou que houve mudança nos critérios de contabilização do lixo arrecadado. "Se fosse falha do poder público, isso seria perceptível visivelmente. A diferença é muito grande, esse lixo ficaria espalhado pelas ruas."

NACIONAL
No Brasil, atualmente cada habitante produz em média um quilo de lixo diariamente. No ano passado, foram colhidas 54,1 milhões de toneladas de resíduos domiciliares. O volume representa aumento de 7,7% em relação a 2009, quando o total de lixo foi de 50,2 milhões de toneladas. No mesmo período, a população nacional teve aumento de aproximadamente 1%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) usados na pesquisa.

Para Silva Filho, outro motivo que explica o aumento na geração de resíduos é a melhora no poder aquisitivo da população. "Quando o povo ganha mais, consome mais, e aí acaba gerando mais lixo", avaliou.

Outro dado preocupante diz respeito ao destino do lixo. No ano passado, 57,6% dos resíduos tiveram destinação adequada. O índice revela estagnação, já que, em 2009, a taxa era de 56,8%. Entre os locais apontados como irregulares pela associação estão os lixões e aterros controlados. Aterros sanitários são considerados adequados. A diferença entre os dois tipos de aterros é que o sanitário possui tubulação, drenagem de chorume e controle na emissão de gases, entre outras técnicas que visam evitar a contaminação do meio ambiente. Segundo Valle, os dois aterros da região se enquadram nas normas exigidas.

 

Para especialista, índice de reciclagem é baixo

A reciclagem de resíduos na região ainda não é satisfatória. Esta é a avaliação do coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Fundação Santo André, Murilo Valle. Segundo o professor, a cadeia produtiva carece de medidas que valorizem o material coletado por catadores e cooperativas de lixo.

"Muitas vezes, o material que separamos por meio da coleta seletiva não é aproveitado pelas cooperativas por não ter valor comercial. A coleta seletiva na região até é boa, mas o processo de reciclagem ainda é fraco", avaliou o especialista. Valle acrescentou que deveria haver mais incentivo para quem comprasse materiais reciclados.

MUNDO
O Japão aparece entre os países que dão melhor destinação ao lixo. Cerca de 74% dos resíduos coletados são utilizados para recuperação energética. Os países com maior índice de reciclagem mecânica são a Suécia e a Suíça, com 33,9%. Na Noruega, a taxa é de 33,7%.

Na China, das 300 milhões de toneladas produzidas ano passado, menos da metade foi colhida pelos serviços de limpeza.

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