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Namorada de Ubiratan volta a negar participação no assassinato


Do Diário OnLine

13/09/2006 | 07:38


A advogada Carla Cepollina, namorada de Ubiratan Guimarães, prestará novo depoimento na tarde desta quarta-feira, na sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), em São Paulo, sobre a morte do deputado estadual e coronel reformado da PM (Polícia Militar). Nesta manhã, outras três pessoas prestarão esclarecimentos.

Na segunda-feira, Carla falou aproximadamente 13 horas aos delegados e investigadores. Ela voltou a negar participação no assassinato de Ubiratan, encontrado morto em seu apartamento, no último domingo, com uma perfuração de bala na região do abdômen. Ela disse que não tinha motivos para matá-lo e que o amava.

Carla é apontada pela polícia como chave para elucidação do caso,  pois teria sido a última a ver o coronel, na noite de sábado. Os dois teriam discutido horas antes do crime, depois que a advogada encontrou no celular do namorado uma mensagem de uma outra mulher.

De acordo com informações do Bom Dia Brasil (Rede Globo), ela entregou as roupas que utilizava na noite de sábado. A calça, no entanto, teria sido lavada. Carla também entregou aos investigadores uma lista com os nomes de alguns dos inimigos do coronel.

A polícia quer saber ainda quem foi a pessoa que teria ligado no celular de Ubiratan horas antes do crime. Para isso, já foi solicitada à Justiça a quebra do sigilo telefônico do coronel, de Carla e também da mãe dela, a advogada Liliana Prinzivalli.

Segundo as equipes de investigação, a cada momento a hipótese de crime encomendada fica mais distante. No apartamento de Ubiratan não havia sinais de arrombamento e nada foi roubado, o que rechaça quase que por completa a hipótese de latrocínio (assalto seguido de morte).


 Crime - Ubiratan, responsável por comandar em 1992 a operação que resultou na morte de 111 presos na Casa de Detenção do Carandiru, foi encontrado morto em sua residência nos Jardins, Zona Sul de São Paulo. Ele, que teve sua candidatura à reeleição impugnada pela Justiça Eleitoral, foi encontrado por um de seus assessores. O corpo estava jogado no chão, enrolado em uma toalha e com uma perfuração de bala na região do abdômen. Aparentemente nada foi levado do local.

Segundo o delegado do DHPP, na residência de Ubiratan estavam quatro revólveres calibre 38, uma pistola automática 765 e uma escopeta calibre 12. No entanto, outro revólver calibre 38 está desaparecido.

Não havia sinais de luta ou arrombamento na residência. No entanto, a porta dos fundos estaria destrancada. Os indícios levam a crer que o assassinato tenha ocorrido no sábado, já que o jornal de domingo não havia sido retirado da porta.

Em 2001, Ubiratan chegou a ser condenado a 632 anos de prisão pelo massacre no Carandiru. No entanto, no início deste ano, o Tribunal de Justiça anulou o julgamento e absolveu o coronel. Ele nunca chegou a ser preso.

O corpo de Ubiratan Guimarães foi velado no Regimento de Cavalaria da PM, em São Paulo, e enterrado no final desta tarde no Cemitério do Horto, Zona Norte da capital.

Ligação – A polícia deve investigar se a morte do coronel tem alguma relação com o assassinato do diretor do Carandiru na época do massacre, José Ismael Pedrosa, ocorrido em outubro do ano passado, no município de Taubaté, interior do Estado. A facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) é acusada de comandar a execução.



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