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TVs reagem às cotas



08/06/2008 | 07:02


É difícil encontrar quem goste do sistema de cotas para o conteúdo nacional contido na proposta que abre o mercado de TV a cabo às concessionárias de telefonia local, em discussão na Câmara. "Nunca vai haver consenso entre as empresas", afirmou o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), relator do projeto.

Segundo ele, a posição contrária às cotas reflete a posição de um grupo dominante. "Que se chama Organizações Globo", afirmou. O deputado disse que espera votar o projeto na próxima semana. "Eu sempre espero, toda semana." A votação foi adiada a pedido do governo.

O Grupo Bandeirantes também não está satisfeito com as cotas, mas por motivo contrário. "O projeto propõe uma mudança para daqui a quatro anos, o que pode consolidar uma situação nefasta", disse Walter Vieira Ceneviva, vice-presidente executivo do Grupo Bandeirantes. Ele considera a proposta tímida ao oferecer quatro anos para que as companhias de TV paga distribuam pelo menos três canais nacionais que não sejam produzidos por empresas do mesmo grupo. "Nós, sozinhos, temos três canais. A Abril também tem três canais."

Para Ceneviva, o projeto deveria exigir que as empresas de TV paga se adequassem imediatamente às cotas, o que iria impor o limite de 50% aos canais nacionais produzidos por empresas do mesmo grupo.

"O projeto precisa reafirmar o acesso às redes e ser punitivo com o porteiro de boate", disse, referindo-se à posição da Globo, que tem participação na Net e Sky, as duas maiores empresas de TV paga do País.

Bittar admitiu que pode reduzir o prazo de transição ou aumentar a participação de produtores independentes, mas não retirar as cotas.
As operadoras de telecomunicações acham que o melhor seria tirar a discussão de conteúdo do projeto.

"Isso só resolveria o problema das teles", afirmou Ceneviva. "Seria como se o Congresso Nacional trabalhasse pelos interesses do México e
da Espanha", afirmou.

A operadora mexicana Telmex está no controle da Net e a espanhola Telefónica, no da TVA.

   



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TVs reagem às cotas


08/06/2008 | 07:02


É difícil encontrar quem goste do sistema de cotas para o conteúdo nacional contido na proposta que abre o mercado de TV a cabo às concessionárias de telefonia local, em discussão na Câmara. "Nunca vai haver consenso entre as empresas", afirmou o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), relator do projeto.

Segundo ele, a posição contrária às cotas reflete a posição de um grupo dominante. "Que se chama Organizações Globo", afirmou. O deputado disse que espera votar o projeto na próxima semana. "Eu sempre espero, toda semana." A votação foi adiada a pedido do governo.

O Grupo Bandeirantes também não está satisfeito com as cotas, mas por motivo contrário. "O projeto propõe uma mudança para daqui a quatro anos, o que pode consolidar uma situação nefasta", disse Walter Vieira Ceneviva, vice-presidente executivo do Grupo Bandeirantes. Ele considera a proposta tímida ao oferecer quatro anos para que as companhias de TV paga distribuam pelo menos três canais nacionais que não sejam produzidos por empresas do mesmo grupo. "Nós, sozinhos, temos três canais. A Abril também tem três canais."

Para Ceneviva, o projeto deveria exigir que as empresas de TV paga se adequassem imediatamente às cotas, o que iria impor o limite de 50% aos canais nacionais produzidos por empresas do mesmo grupo.

"O projeto precisa reafirmar o acesso às redes e ser punitivo com o porteiro de boate", disse, referindo-se à posição da Globo, que tem participação na Net e Sky, as duas maiores empresas de TV paga do País.

Bittar admitiu que pode reduzir o prazo de transição ou aumentar a participação de produtores independentes, mas não retirar as cotas.
As operadoras de telecomunicações acham que o melhor seria tirar a discussão de conteúdo do projeto.

"Isso só resolveria o problema das teles", afirmou Ceneviva. "Seria como se o Congresso Nacional trabalhasse pelos interesses do México e
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A operadora mexicana Telmex está no controle da Net e a espanhola Telefónica, no da TVA.

   

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