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Adeus ao gênio


Rosângela Espinossi
Do Diário do Grande ABC

08/06/2008 | 07:02


O estilista Yves Saint Laurent, que morreu há uma semana, deixou mais do que uma história de moda para contar. Ele fez e participou ativamente da própria história da moda, da sociedade e da mulher.

A emblemática foto de Helmut Newton, de 1975, em que a modelo aparece vestida com um terno risca-de-giz mostra uma das genialidades do estilista, que nasceu em 1936. Desde 1966, ele já havia transformado o smoking em roupa feminina, normal e usável. Naquele ano, abriu sua loja de prêt-à-porter, sendo o primeiro profissional que dava esse passo.

Já surgiu no mundo fashion quebrando paradigmas. Substituiu Christian Dior, aos 21 anos, quando este morreu em 1957 e, no ano seguinte, apresentou a coleção Trapézio. Até então, o Look Dior, com saias amplas e cintura fina, dominava o gosto feminino.

Os vestidos do tipo trapézio fizeram parte da moda por anos a fio, entrando nos anos 1960. A primeira coleção de alta-costura com seu nome foi apresentada em 1962, tendo ao lado o sócio e companheiro Pierre Bergé, quem anunciou no último domingo sua morte.

Um admirador implacável das artes, aproximou a moda dessa paixão. Criou peças inspiradas em grandes pintores, tendo como uma das imagens mais conhecidas o vestido Mondrian. E vestiu atrizes, como Catherine Deneuve em A Bela da Tarde (Luis Buñuel, em 1967). Foi também retratado por artistas, como no colorido trabalho que Andy Wharol, um dos papas da pop art, realizava com famosos. E posou nu, só de óculos, para promover seu perfume em 1971.

Ao anunciar sua aposentadoria em 2002, já havia deixado um legado ímpar. Com sua morte, junta-se a outros estilistas, como Chanel e Dior, que mais do que cortar e costurar, simplesmente atuavam como sujeitos da história.



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Adeus ao gênio

Rosângela Espinossi
Do Diário do Grande ABC

08/06/2008 | 07:02


O estilista Yves Saint Laurent, que morreu há uma semana, deixou mais do que uma história de moda para contar. Ele fez e participou ativamente da própria história da moda, da sociedade e da mulher.

A emblemática foto de Helmut Newton, de 1975, em que a modelo aparece vestida com um terno risca-de-giz mostra uma das genialidades do estilista, que nasceu em 1936. Desde 1966, ele já havia transformado o smoking em roupa feminina, normal e usável. Naquele ano, abriu sua loja de prêt-à-porter, sendo o primeiro profissional que dava esse passo.

Já surgiu no mundo fashion quebrando paradigmas. Substituiu Christian Dior, aos 21 anos, quando este morreu em 1957 e, no ano seguinte, apresentou a coleção Trapézio. Até então, o Look Dior, com saias amplas e cintura fina, dominava o gosto feminino.

Os vestidos do tipo trapézio fizeram parte da moda por anos a fio, entrando nos anos 1960. A primeira coleção de alta-costura com seu nome foi apresentada em 1962, tendo ao lado o sócio e companheiro Pierre Bergé, quem anunciou no último domingo sua morte.

Um admirador implacável das artes, aproximou a moda dessa paixão. Criou peças inspiradas em grandes pintores, tendo como uma das imagens mais conhecidas o vestido Mondrian. E vestiu atrizes, como Catherine Deneuve em A Bela da Tarde (Luis Buñuel, em 1967). Foi também retratado por artistas, como no colorido trabalho que Andy Wharol, um dos papas da pop art, realizava com famosos. E posou nu, só de óculos, para promover seu perfume em 1971.

Ao anunciar sua aposentadoria em 2002, já havia deixado um legado ímpar. Com sua morte, junta-se a outros estilistas, como Chanel e Dior, que mais do que cortar e costurar, simplesmente atuavam como sujeitos da história.

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