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Reinvenção poderosa

Da magricela que começou nos musicais da Brodway, Sarah Jessica Parker se transformou em ícone fashion


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

08/06/2008 | 07:01


Sarah Jessica Parker é exemplo de o quanto uma atriz pode se reinventar ao longo dos anos e ocupar posto quase permanente em Hollywood. Da menina magricela que começou nos musicais da Broadway - protagonizou Annie nos anos 1970 - SJP se transformou na mulher, não menos magrela, que detém o título de ícone de moda da indústria audiovisual.

A responsável pela guinada foi uma jornalista, trinta-e-poucos, loura, da mesma altura e, por certo tempo, de currículo amoroso tão complicado quanto o de Sarah. Nome? Carrie Bradshaw. Personagem central que a atriz interpretou na comédia Sex and the City, produzida pela HBO entre 1998 e 2004 e que inspirou a principal estréia dos cinemas.

Carrie escrevia uma coluna homônima à série e se vestia como se o guarda-roupas de seu pequeno apartamento em Manhattan fosse uma passagem secreta para as lojas das principais grifes. Os sapatos, então, viraram fetiche.

Hoje, imagens de personagem e atriz se confundem. Quem vê Sarah encarapitada sobre os saltos Manolo Blahnick de Carrie, se esquece que ela, cabelo armado e escuro, foi figurante em Footlose - Ritmo Louco (1984) e uma garota de bermuda ciclista que chamava a atenção de Steve Martin em L.A. Story (1991). O tempo só lhe fez bem.

Sarah Jéssica Parker veste estilo rentável

Embora o visual de Carrie Bradshaw encha os olhos de quem gosta de moda, nem todo especialista compra a idéia de que a atriz Sarah Jessica Parker, 43 anos, tenha incorporado integralmente o gosto irreverente e por vezes extravagante que a figurinista Patricia Field bolou para a protagonista de Sex and the City.

"Quem é fashion é a Carrie. A Sarah Jessica se tornou ao longo dos anos. E, mesmo assim, vejo isso mais nas estréias que ela participa, produzida. Fotos feitas por paparazzi mostram que ela é super básica quando está à vontade", aposta a editora do site especializado Chic, Milene Chaves.

Para a jornalista, a atriz não foi criada nesse contexto de ser referência de moda. "É diferente de atrizes como Mischa Barton e as gêmeas Mary Kate e Ashley Olsen", explica. "E é algo que não precisa ser magérrima para ser. A Julianne Moore, por exemplo, ficou com o quadril largo depois de ter filho e a Tilda Swinton tem um ombro largo. Mas sabem utilizar os recursos", aposta.

Mas se o gosto por inovar o vestuário não é inato, a estrutura física de Sarah Jessica Parker é sem dúvida um ponto a favor. "Ela é baixinha (tem 1,63 metro), mas é magérrima. Qualquer roupa fica bem nela. As demais atrizes, maiores, não são tão livres. Também por não interpretarem papéis com a profissão de Carrie", aponta Milene. Os belos olhos azuis e o cabelo com volume atualmente domado também contam pontos. Que o digam seus namorados famosos, como Robert Downey Jr. (com quem viveu de 1984 a 1991) e John Kennedy Jr.. É casada com Matthew Broderick, com quem tem um filho.

Ícone com pés de barro ou não, Sarah Jessica Parker tem faturado alto por conta da personagem - e isso não tem a ver somente com seu papel de produtora - da série e do longa-metragem. Terminada a sexta e última temporada, assinou contrato com a marca jovem GAP. O impressionante foi que, durante a série, ela não usou uma roupa sequer da loja. Tem um perfume, Lovely.

O designer Manolo Blahnick, que virou emblema de calçados-fetiche até para as mais simples depois da série, criou SJP, um par em homenagem à loura. Ela, por sua vez, que passou dificuldade na infância ao lado dos sete irmãos, não esconde que esse é seu fraco e tem um armário só para sapatos. Fez ‘negócio' até no Brasil: é garota-propaganda de um novo shopping em São Paulo.

Os acessórios que utiliza em cena também se transformam em objetos de desejo. Exemplo é a bolsa em formato de torre Eiffel desenvolvida por Timmy Woods, que está no longa. Preço? De US$ 450 a US$ 3.000 (versão com cristais Swarovski). Com a gorda conta bancária, a atriz tem se dado ao luxo de trabalhar em filmes de menor orçamento ou com perfis opostos aos da saltitante Carrie.

Enquanto Cynthia Nixon, que faz a advogada Miranda Hobbes, e Kim Cattrall, a devoradora Samantha Jones, embarcam em novos projetos na TV e no cinema, Kristin Davis, a marchand Charlotte York, vai de carona na onda fashion. Em conjunto com a loja de departamentos Belk, a atriz lançou a The Kristin Davis Collection. As peças estão à venda na versão on-line da loja.

A figurinista Patricia Field, também responsável por O Diabo Veste Prada - outro filme fashion, levou o seu com a coleção para loja Marks & Spencer. Se a outras atrizes quiserem, também poderiam investir: se Carrie é extravagante e Charlotte, romântica, nada impede uma linha sexy à la Samantha ou uma própria para o escritório, como os terninhos de Miranda.



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Reinvenção poderosa

Da magricela que começou nos musicais da Brodway, Sarah Jessica Parker se transformou em ícone fashion

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

08/06/2008 | 07:01


Sarah Jessica Parker é exemplo de o quanto uma atriz pode se reinventar ao longo dos anos e ocupar posto quase permanente em Hollywood. Da menina magricela que começou nos musicais da Broadway - protagonizou Annie nos anos 1970 - SJP se transformou na mulher, não menos magrela, que detém o título de ícone de moda da indústria audiovisual.

A responsável pela guinada foi uma jornalista, trinta-e-poucos, loura, da mesma altura e, por certo tempo, de currículo amoroso tão complicado quanto o de Sarah. Nome? Carrie Bradshaw. Personagem central que a atriz interpretou na comédia Sex and the City, produzida pela HBO entre 1998 e 2004 e que inspirou a principal estréia dos cinemas.

Carrie escrevia uma coluna homônima à série e se vestia como se o guarda-roupas de seu pequeno apartamento em Manhattan fosse uma passagem secreta para as lojas das principais grifes. Os sapatos, então, viraram fetiche.

Hoje, imagens de personagem e atriz se confundem. Quem vê Sarah encarapitada sobre os saltos Manolo Blahnick de Carrie, se esquece que ela, cabelo armado e escuro, foi figurante em Footlose - Ritmo Louco (1984) e uma garota de bermuda ciclista que chamava a atenção de Steve Martin em L.A. Story (1991). O tempo só lhe fez bem.

Sarah Jéssica Parker veste estilo rentável

Embora o visual de Carrie Bradshaw encha os olhos de quem gosta de moda, nem todo especialista compra a idéia de que a atriz Sarah Jessica Parker, 43 anos, tenha incorporado integralmente o gosto irreverente e por vezes extravagante que a figurinista Patricia Field bolou para a protagonista de Sex and the City.

"Quem é fashion é a Carrie. A Sarah Jessica se tornou ao longo dos anos. E, mesmo assim, vejo isso mais nas estréias que ela participa, produzida. Fotos feitas por paparazzi mostram que ela é super básica quando está à vontade", aposta a editora do site especializado Chic, Milene Chaves.

Para a jornalista, a atriz não foi criada nesse contexto de ser referência de moda. "É diferente de atrizes como Mischa Barton e as gêmeas Mary Kate e Ashley Olsen", explica. "E é algo que não precisa ser magérrima para ser. A Julianne Moore, por exemplo, ficou com o quadril largo depois de ter filho e a Tilda Swinton tem um ombro largo. Mas sabem utilizar os recursos", aposta.

Mas se o gosto por inovar o vestuário não é inato, a estrutura física de Sarah Jessica Parker é sem dúvida um ponto a favor. "Ela é baixinha (tem 1,63 metro), mas é magérrima. Qualquer roupa fica bem nela. As demais atrizes, maiores, não são tão livres. Também por não interpretarem papéis com a profissão de Carrie", aponta Milene. Os belos olhos azuis e o cabelo com volume atualmente domado também contam pontos. Que o digam seus namorados famosos, como Robert Downey Jr. (com quem viveu de 1984 a 1991) e John Kennedy Jr.. É casada com Matthew Broderick, com quem tem um filho.

Ícone com pés de barro ou não, Sarah Jessica Parker tem faturado alto por conta da personagem - e isso não tem a ver somente com seu papel de produtora - da série e do longa-metragem. Terminada a sexta e última temporada, assinou contrato com a marca jovem GAP. O impressionante foi que, durante a série, ela não usou uma roupa sequer da loja. Tem um perfume, Lovely.

O designer Manolo Blahnick, que virou emblema de calçados-fetiche até para as mais simples depois da série, criou SJP, um par em homenagem à loura. Ela, por sua vez, que passou dificuldade na infância ao lado dos sete irmãos, não esconde que esse é seu fraco e tem um armário só para sapatos. Fez ‘negócio' até no Brasil: é garota-propaganda de um novo shopping em São Paulo.

Os acessórios que utiliza em cena também se transformam em objetos de desejo. Exemplo é a bolsa em formato de torre Eiffel desenvolvida por Timmy Woods, que está no longa. Preço? De US$ 450 a US$ 3.000 (versão com cristais Swarovski). Com a gorda conta bancária, a atriz tem se dado ao luxo de trabalhar em filmes de menor orçamento ou com perfis opostos aos da saltitante Carrie.

Enquanto Cynthia Nixon, que faz a advogada Miranda Hobbes, e Kim Cattrall, a devoradora Samantha Jones, embarcam em novos projetos na TV e no cinema, Kristin Davis, a marchand Charlotte York, vai de carona na onda fashion. Em conjunto com a loja de departamentos Belk, a atriz lançou a The Kristin Davis Collection. As peças estão à venda na versão on-line da loja.

A figurinista Patricia Field, também responsável por O Diabo Veste Prada - outro filme fashion, levou o seu com a coleção para loja Marks & Spencer. Se a outras atrizes quiserem, também poderiam investir: se Carrie é extravagante e Charlotte, romântica, nada impede uma linha sexy à la Samantha ou uma própria para o escritório, como os terninhos de Miranda.

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