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Tigre inicia disputa das finais da A-3

O São Bernardo inicia hoje a decisão do Paulista da Série A-3 contra o Flamengo, às 10h (Rede Vida e Rede Família), no estádio 1º de Maio


Dérek Bittencourt
Especial para o Diário

08/06/2008 | 07:02


O São Bernardo inicia hoje a decisão do Paulista da Série A-3 contra o Flamengo, às 10h (Rede Vida e Rede Família), no estádio 1º de Maio.

Em busca do primeiro título em pouco mais de três anos de existência, o Tigre carrega a responsabilidade de garantir a primeira conquista desse porte à cidade. "Se Deus quiser vamos trazer o primeiro título da história do clube e de São Bernardo", disse o presidente Edgard Montemor. O time da região, porém, precisa reverter a vantagem da equipe de Guarulhos, que joga por dois empates - hoje e na finalíssima do próximo domingo - por ter feito melhor campanha nas fases iniciais.

O São Bernardo tenta esquecer a derrota do último domingo (5 a 0) para o Votoraty e terá também de superar os desfalques do zagueiro Éder e do meia Léo, suspensos. As opções são Melika na zaga e Juninho no meio-campo. O técnico Lelo ainda pode optar por uma mudança tática, do 3-5-2 para o 4-4-2, o que só será confirmado na hora da partida.

Segundo Lelo, as variações na forma de arrumar a equipe vão acontecer de acordo com a postura do Flamengo em campo. "Vi alguns jogos deles. É uma equipe bem armada. A princípio, joga com três zagueiros e dois alas de muita velocidade. Precisamos ter cuidado com o meia Clayton e o atacante Tom", explicou o treinador. "Por isso, vamos ver se entramos com jogadores mais velozes na frente ou com um jogador de área", disse Lelo, indicando que Raul pode assumir o lugar de Rafael.

O ala-esquerdo Renato Peixe destaca que o Flamengo não chegou à toa à decisão. E pede atenção. "Eles têm um contra-ataque forte, jogadores de potencial e, se não entrarmos concentrados, podemos ser surpreendidos."

Para Peixe, a goleada para o Votoraty é passado. "Aquele resultado foi atípico pela campanha que fizemos. O time está muito concentrado e sabe da importância do jogo."

Lelo segue em busca do status de ‘Rei do Acesso'

Quatro anos e quatro acessos. Desde 2005, o técnico Lelo mantém a média de subir de divisão no Campeonato Paulista com o clube que comanda. No primeiro ano, levou a Santacruzense da Segunda Divisão para a Série A-3, mesmo feito alcançado com o Linense em 2006, e com o Penapolense, em 2007. Neste ano, colocou o São Bernardo pela primeira vez na Série A-2 do Estadual. Em entrevista ao Diário, o treinador fala sobre a carreira e a fama que aos poucos vem recebendo de ‘Rei do Acesso'.

DIÁRIO - Por causa do sucesso ao subir quatro equipes nos últimos quatro anos, você ganhou o rótulo de ‘Rei do Acesso'. O que acha disso?

LELO - Fico feliz por ter esse reconhecimento por um trabalho que faço, mas não deixo isso me empolgar. Acho que quatro é um bom número, mas temos que continuar o trabalho para que se consiga ainda mais.

DIÁRIO - Qual é o segredo dos seguidos acessos?

LELO - São quatro os fatores que julgo importantes. Primeiro, a fé em Deus, porque é Ele quem dá a direção para as decisões. Segundo, compromisso com o trabalho. Terceiro, todos os jogadores com quem atuo têm que ter qualidade, mas acima disso têm de ser de confiança e ter caráter. Quarto, ter um bom relacionamento com a diretoria, o que dá maior tranqüilidade para trabalhar. Tudo isso aconteceu em Lins, em Penápolis, em Santa Cruz do Rio Pardo e agora no São Bernardo.

DIÁRIO - Falando sobre sua carreira, você foi jogador antes de ser treinador?

LELO - Fui apenas jogador nas categorias de base da Portuguesa Santista, mas não passei do amador. Achei que não tinha muita qualidade e me empenhei nos estudos. Cursei a faculdade de Educação Física e, em 1987, aos 20 anos, tive a oportunidade de trabalhar no dente- de-leite da Portuguesa Santista. Em 1988, fui convidado para comandar o infantil do Santos.

DIÁRIO - Quais times dirigiu?

LELO - Depois da Portuguesa Santista, fiquei dez anos na base do Santos, depois quatro anos e meio na base do Corinthians e dirigi profissionalmente o Jabaquara, o Barueri, o Tanabi, o Olímpia, a Santacruzense, o Linense e o Penapolense, antes de chegar ao São Bernardo.

DIÁRIO - Por ter comandado Santos e Corinthians, apesar de ser na base, você conseguiu adquirir experiência?

LELO - Foram experiências que me ensinaram muito e me fortaleceram. No Corinthians, principalmente, por causa da pressão, aprendi a conviver com diretoria, comissão técnica e imprensa, e com isso dirigir o profissional sem receio de comando.

DIÁRIO - Qual foi o melhor momento da carreira até hoje?

LELO - O mais significativo foi em 2001 quando reassumi a base do Corinthians e o técnico do time principal era o (Carlos Alberto) Parreira. Isso foi muito importante, porque ele abriu as portas para que eu acompanhasse seu trabalho e aprendi muito a trabalhar de forma simples. Mas agora estou vivendo um momento importante na minha carreira e estou muito confiante no meu trabalho.

DIÁRIO - O que você pode falar deste Paulista?

LELO - Um campeonato equlibrado desde o início e que não começamos muito bem. Perdemos em casa para o SEV na segunda rodada e algumas pessoas começaram a criticar. Mas tive o apoio da diretoria e conseguimos reverter, dar a volta por cima, classificar para a segunda fase e chegamos ao objetivo, que era o acesso. Agora vamos lutar pelo título.

DIÁRIO - Quando começam os trabalhos para a Série A-2?

LELO - Já começaram. Vamos fazer esses dois jogos finais, mas já buscamos manter o grupo para a Copa FPF. Queremos ter nessa competição uma espinha dorsal e, em novembro, apenas completar o elenco para a A-2.

Wagner dos Anjos volta à região como técnico do Flamengo

O técnico Wagner dos Anjos, 34 anos, atualmente no Flamengo de Guarulhos, retorna ao Grande ABC após passar por dois clubes da região: São Caetano, como jogador, e Palestra São Bernardo, como treinador.

"Gosto de Santo André, São Bernardo e São Caetano. Todas são cidades boas de se viver e tenho amigos por aí. É uma região que cresce cada vez mais no cenário do futebol e está de parabéns", elogiou o técnico. "O São Bernardo é a bola da vez e daqui a pouco estará na A-1", completou.

O treinador estará hoje no estádio 1º de Maio, onde seu clube enfrenta o São Bernardo na final do Campeonato Paulista da Série A-3. "Estou com o coração apertado por enfrentar um clube de uma região que gosto tanto. Mas defendo o Flamengo e vou fazer a minha parte", explicou Wagner dos Anjos,

Segundo o técnico, esta é uma final que não tem favorito. "As duas equipes merecem o título, mas vai vencer quem tiver mais vontade, mais garra e mais força."

Ainda com um futuro incerto no Rubro-Negro, o comandante manifestou sua vontade de retornar para o Grande ABC. "Acredito que estou na minha reta final. Ainda espero algum contato, mas também estou analisando outras propostas", disse. "Quem sabe um dia eu não volte para trabalhar ou para viver, já que a minha família gosta da região", concluiu Wagner dos Anjos.



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Tigre inicia disputa das finais da A-3

O São Bernardo inicia hoje a decisão do Paulista da Série A-3 contra o Flamengo, às 10h (Rede Vida e Rede Família), no estádio 1º de Maio

Dérek Bittencourt
Especial para o Diário

08/06/2008 | 07:02


O São Bernardo inicia hoje a decisão do Paulista da Série A-3 contra o Flamengo, às 10h (Rede Vida e Rede Família), no estádio 1º de Maio.

Em busca do primeiro título em pouco mais de três anos de existência, o Tigre carrega a responsabilidade de garantir a primeira conquista desse porte à cidade. "Se Deus quiser vamos trazer o primeiro título da história do clube e de São Bernardo", disse o presidente Edgard Montemor. O time da região, porém, precisa reverter a vantagem da equipe de Guarulhos, que joga por dois empates - hoje e na finalíssima do próximo domingo - por ter feito melhor campanha nas fases iniciais.

O São Bernardo tenta esquecer a derrota do último domingo (5 a 0) para o Votoraty e terá também de superar os desfalques do zagueiro Éder e do meia Léo, suspensos. As opções são Melika na zaga e Juninho no meio-campo. O técnico Lelo ainda pode optar por uma mudança tática, do 3-5-2 para o 4-4-2, o que só será confirmado na hora da partida.

Segundo Lelo, as variações na forma de arrumar a equipe vão acontecer de acordo com a postura do Flamengo em campo. "Vi alguns jogos deles. É uma equipe bem armada. A princípio, joga com três zagueiros e dois alas de muita velocidade. Precisamos ter cuidado com o meia Clayton e o atacante Tom", explicou o treinador. "Por isso, vamos ver se entramos com jogadores mais velozes na frente ou com um jogador de área", disse Lelo, indicando que Raul pode assumir o lugar de Rafael.

O ala-esquerdo Renato Peixe destaca que o Flamengo não chegou à toa à decisão. E pede atenção. "Eles têm um contra-ataque forte, jogadores de potencial e, se não entrarmos concentrados, podemos ser surpreendidos."

Para Peixe, a goleada para o Votoraty é passado. "Aquele resultado foi atípico pela campanha que fizemos. O time está muito concentrado e sabe da importância do jogo."

Lelo segue em busca do status de ‘Rei do Acesso'

Quatro anos e quatro acessos. Desde 2005, o técnico Lelo mantém a média de subir de divisão no Campeonato Paulista com o clube que comanda. No primeiro ano, levou a Santacruzense da Segunda Divisão para a Série A-3, mesmo feito alcançado com o Linense em 2006, e com o Penapolense, em 2007. Neste ano, colocou o São Bernardo pela primeira vez na Série A-2 do Estadual. Em entrevista ao Diário, o treinador fala sobre a carreira e a fama que aos poucos vem recebendo de ‘Rei do Acesso'.

DIÁRIO - Por causa do sucesso ao subir quatro equipes nos últimos quatro anos, você ganhou o rótulo de ‘Rei do Acesso'. O que acha disso?

LELO - Fico feliz por ter esse reconhecimento por um trabalho que faço, mas não deixo isso me empolgar. Acho que quatro é um bom número, mas temos que continuar o trabalho para que se consiga ainda mais.

DIÁRIO - Qual é o segredo dos seguidos acessos?

LELO - São quatro os fatores que julgo importantes. Primeiro, a fé em Deus, porque é Ele quem dá a direção para as decisões. Segundo, compromisso com o trabalho. Terceiro, todos os jogadores com quem atuo têm que ter qualidade, mas acima disso têm de ser de confiança e ter caráter. Quarto, ter um bom relacionamento com a diretoria, o que dá maior tranqüilidade para trabalhar. Tudo isso aconteceu em Lins, em Penápolis, em Santa Cruz do Rio Pardo e agora no São Bernardo.

DIÁRIO - Falando sobre sua carreira, você foi jogador antes de ser treinador?

LELO - Fui apenas jogador nas categorias de base da Portuguesa Santista, mas não passei do amador. Achei que não tinha muita qualidade e me empenhei nos estudos. Cursei a faculdade de Educação Física e, em 1987, aos 20 anos, tive a oportunidade de trabalhar no dente- de-leite da Portuguesa Santista. Em 1988, fui convidado para comandar o infantil do Santos.

DIÁRIO - Quais times dirigiu?

LELO - Depois da Portuguesa Santista, fiquei dez anos na base do Santos, depois quatro anos e meio na base do Corinthians e dirigi profissionalmente o Jabaquara, o Barueri, o Tanabi, o Olímpia, a Santacruzense, o Linense e o Penapolense, antes de chegar ao São Bernardo.

DIÁRIO - Por ter comandado Santos e Corinthians, apesar de ser na base, você conseguiu adquirir experiência?

LELO - Foram experiências que me ensinaram muito e me fortaleceram. No Corinthians, principalmente, por causa da pressão, aprendi a conviver com diretoria, comissão técnica e imprensa, e com isso dirigir o profissional sem receio de comando.

DIÁRIO - Qual foi o melhor momento da carreira até hoje?

LELO - O mais significativo foi em 2001 quando reassumi a base do Corinthians e o técnico do time principal era o (Carlos Alberto) Parreira. Isso foi muito importante, porque ele abriu as portas para que eu acompanhasse seu trabalho e aprendi muito a trabalhar de forma simples. Mas agora estou vivendo um momento importante na minha carreira e estou muito confiante no meu trabalho.

DIÁRIO - O que você pode falar deste Paulista?

LELO - Um campeonato equlibrado desde o início e que não começamos muito bem. Perdemos em casa para o SEV na segunda rodada e algumas pessoas começaram a criticar. Mas tive o apoio da diretoria e conseguimos reverter, dar a volta por cima, classificar para a segunda fase e chegamos ao objetivo, que era o acesso. Agora vamos lutar pelo título.

DIÁRIO - Quando começam os trabalhos para a Série A-2?

LELO - Já começaram. Vamos fazer esses dois jogos finais, mas já buscamos manter o grupo para a Copa FPF. Queremos ter nessa competição uma espinha dorsal e, em novembro, apenas completar o elenco para a A-2.

Wagner dos Anjos volta à região como técnico do Flamengo

O técnico Wagner dos Anjos, 34 anos, atualmente no Flamengo de Guarulhos, retorna ao Grande ABC após passar por dois clubes da região: São Caetano, como jogador, e Palestra São Bernardo, como treinador.

"Gosto de Santo André, São Bernardo e São Caetano. Todas são cidades boas de se viver e tenho amigos por aí. É uma região que cresce cada vez mais no cenário do futebol e está de parabéns", elogiou o técnico. "O São Bernardo é a bola da vez e daqui a pouco estará na A-1", completou.

O treinador estará hoje no estádio 1º de Maio, onde seu clube enfrenta o São Bernardo na final do Campeonato Paulista da Série A-3. "Estou com o coração apertado por enfrentar um clube de uma região que gosto tanto. Mas defendo o Flamengo e vou fazer a minha parte", explicou Wagner dos Anjos,

Segundo o técnico, esta é uma final que não tem favorito. "As duas equipes merecem o título, mas vai vencer quem tiver mais vontade, mais garra e mais força."

Ainda com um futuro incerto no Rubro-Negro, o comandante manifestou sua vontade de retornar para o Grande ABC. "Acredito que estou na minha reta final. Ainda espero algum contato, mas também estou analisando outras propostas", disse. "Quem sabe um dia eu não volte para trabalhar ou para viver, já que a minha família gosta da região", concluiu Wagner dos Anjos.

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