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Bancos antecipam 13° salário, mas
cliente deve ficar atento às taxas

A modalidade já está disponível por meio do Banco do Brasil,
Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander


Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

05/06/2012 | 07:00


Os bancos varejistas já estão oferecendo crédito aos clientes que desejam antecipar o 13° salário. A modalidade já está disponível por meio do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander. As taxas de juros variam entre 2,3% e 3,54% (veja tabela ao lado). Portanto, antes de pedir dinheiro o cliente precisa fazer as contas. Para o educador financeiro do Dsop, empresa de educação financeira, Edward Junior, o salário a mais deveria ser usado para a realização de sonhos no fim do ano. "Mas se o trabalhador já tiver dívidas no cartão de crédito ou cheque especial vale a pena pedir", comentou.

Isso significa que só vale a pena pegar o dinheiro emprestado se o objetivo é substituir uma dívida cara por outra que onere menos as finanças pessoais. Ao deixar de pagar o cartão de crédito ou o cheque especial, o consumidor precisa arcar com as taxas de juros mais altas do mercado - de 10,69% e 8,28% ao mês respectivamente, de acordo com pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) referente ao mês de abril. No entanto, nada de solicitar empréstimos para fazer compras ou programar uma viagem.

"Por outro lado, se o funcionário tiver a oportunidade de antecipar esse salário pela empresa (sem pagar juros) poderá administrar e aplicar os recursos para resgatar valor maior no fim do ano", comentou o professor de Economia da ESPM José Eduardo Amato Balian.

TAXAS - É importante comparar a modalidade com outros empréstimos disponíveis. Quem deve R$ 1.500 para o banco e contrata um consignado com juros de 2,1% ao mês, por exemplo, pagará R$ 234 de juros após sete meses (entre junho a dezembro, mês limite para o recebimento da renda extra). Caso prefira a antecipação do 13° salário de instituição que cobre 3% de juros, o valor devido será de R$ 280. Ou seja, na comparação, o crédito que antecipa o salário não é vantajoso.

Junior lembra que para o empréstimo valer a pena será preciso anotar a entrada de despesas durante 30 dias e identificar quais estão pesando mais no orçamento. "Se não mudar os hábitos de consumo, o consumidor estará endividado de novo no fim do ano e ainda sem poder usar o 13º", comentou.

CONDIÇÕES -  O montante emprestado varia entre os bancos, mas em geral corresponde a, no máximo, 80% do valor que será recebido. Além disso, o cliente precisa receber o salário por meio da instituição para ter acesso ao crédito. O prazo do pagamento do saldo devedor também varia, mas o limite é a data de recebimento do 13°, que é pago pelas empresas até o dia 20 de dezembro.



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Bancos antecipam 13° salário, mas
cliente deve ficar atento às taxas

A modalidade já está disponível por meio do Banco do Brasil,
Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander

Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

05/06/2012 | 07:00


Os bancos varejistas já estão oferecendo crédito aos clientes que desejam antecipar o 13° salário. A modalidade já está disponível por meio do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander. As taxas de juros variam entre 2,3% e 3,54% (veja tabela ao lado). Portanto, antes de pedir dinheiro o cliente precisa fazer as contas. Para o educador financeiro do Dsop, empresa de educação financeira, Edward Junior, o salário a mais deveria ser usado para a realização de sonhos no fim do ano. "Mas se o trabalhador já tiver dívidas no cartão de crédito ou cheque especial vale a pena pedir", comentou.

Isso significa que só vale a pena pegar o dinheiro emprestado se o objetivo é substituir uma dívida cara por outra que onere menos as finanças pessoais. Ao deixar de pagar o cartão de crédito ou o cheque especial, o consumidor precisa arcar com as taxas de juros mais altas do mercado - de 10,69% e 8,28% ao mês respectivamente, de acordo com pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) referente ao mês de abril. No entanto, nada de solicitar empréstimos para fazer compras ou programar uma viagem.

"Por outro lado, se o funcionário tiver a oportunidade de antecipar esse salário pela empresa (sem pagar juros) poderá administrar e aplicar os recursos para resgatar valor maior no fim do ano", comentou o professor de Economia da ESPM José Eduardo Amato Balian.

TAXAS - É importante comparar a modalidade com outros empréstimos disponíveis. Quem deve R$ 1.500 para o banco e contrata um consignado com juros de 2,1% ao mês, por exemplo, pagará R$ 234 de juros após sete meses (entre junho a dezembro, mês limite para o recebimento da renda extra). Caso prefira a antecipação do 13° salário de instituição que cobre 3% de juros, o valor devido será de R$ 280. Ou seja, na comparação, o crédito que antecipa o salário não é vantajoso.

Junior lembra que para o empréstimo valer a pena será preciso anotar a entrada de despesas durante 30 dias e identificar quais estão pesando mais no orçamento. "Se não mudar os hábitos de consumo, o consumidor estará endividado de novo no fim do ano e ainda sem poder usar o 13º", comentou.

CONDIÇÕES -  O montante emprestado varia entre os bancos, mas em geral corresponde a, no máximo, 80% do valor que será recebido. Além disso, o cliente precisa receber o salário por meio da instituição para ter acesso ao crédito. O prazo do pagamento do saldo devedor também varia, mas o limite é a data de recebimento do 13°, que é pago pelas empresas até o dia 20 de dezembro.

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