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Preço do pão francês continua estável


Verônica Lima
Do Diário do Grande ABC

08/06/2008 | 07:00


As medidas provisórias anunciadas pelo governo, na segunda quinzena de maio, para conter a alta de preço do trigo e reverter o nível baixo dos estoques, evitaram que o pão francês voltasse a provocar alta da inflação. E as padarias do Grande ABC também absorveram parte do aumento de custos para manter o volume comercializado.

Com o impacto do reajuste de 7,8% do dissídio salarial dos padeiros e o repasse de cerca de 40% para o consumidor final, a maioria dos comerciantes do ramo no Grande ABC afirmou que a queda na cotação da farinha é insuficiente para provocar mudanças expressivas de preço.

"Com a crise do mercado abastecedor desde o começo do ano, o preço da farinha dobrou para as padarias, no entanto o repasse para o consumidor final foi de 30%", explicou o sócio-proprietário da Panificadora ServPão, de Diadema, Anderson Scarelli, que cobra R$ 4 o quilo.

O dono da Padaria Ki Pão, de Mauá, Yoshio Fujishige, constatou ao término da cotação que fez, no início deste mês, a redução de 3% no preço da saca de farinha de trigo de 50 quilos da empresa Bunge Alimentos - principal fornecedora da unidade.

"Antes da crise, o quilo do pão custava R$ 4,90, hoje o cliente da nossa padaria desembolsa R$ 6,30. O leve recuo no valor da farinha contribui apenas para manter o preço estável, mesmo com o aumento do salário da categoria", relatou Fujishige.

Para um dos sócios da Padaria Brasileira, de Santo André, Antonio Henrique Afonso Júnior, não existem perspectivas imediatas para mexer novamente no custo do pão francês, tanto para baixo quanto para cima.

"Enquanto as padarias da região incrementaram até 40%, nós subimos 8%. Absorvemos uma parte do custo para não perder no volume de venda, que normalmente recua até 10% com os aumentos excessivos", explicou Afonso Júnior.

Queda - Para o presidente do Sinpan Santo André (Sindicato da Industria de Panificação e Confeitaria de Santo André), Antonio Carlos Henriques, a farinha de trigo deverá chegar às padarias das sete cidades ainda mais em conta nas próximas semanas. "Se o valor da matéria-prima continuar caindo, é possível que o preço do pãozinho francês recue entre 5% e 10% na segunda quinzena de junho", diz Henriques.



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Preço do pão francês continua estável

Verônica Lima
Do Diário do Grande ABC

08/06/2008 | 07:00


As medidas provisórias anunciadas pelo governo, na segunda quinzena de maio, para conter a alta de preço do trigo e reverter o nível baixo dos estoques, evitaram que o pão francês voltasse a provocar alta da inflação. E as padarias do Grande ABC também absorveram parte do aumento de custos para manter o volume comercializado.

Com o impacto do reajuste de 7,8% do dissídio salarial dos padeiros e o repasse de cerca de 40% para o consumidor final, a maioria dos comerciantes do ramo no Grande ABC afirmou que a queda na cotação da farinha é insuficiente para provocar mudanças expressivas de preço.

"Com a crise do mercado abastecedor desde o começo do ano, o preço da farinha dobrou para as padarias, no entanto o repasse para o consumidor final foi de 30%", explicou o sócio-proprietário da Panificadora ServPão, de Diadema, Anderson Scarelli, que cobra R$ 4 o quilo.

O dono da Padaria Ki Pão, de Mauá, Yoshio Fujishige, constatou ao término da cotação que fez, no início deste mês, a redução de 3% no preço da saca de farinha de trigo de 50 quilos da empresa Bunge Alimentos - principal fornecedora da unidade.

"Antes da crise, o quilo do pão custava R$ 4,90, hoje o cliente da nossa padaria desembolsa R$ 6,30. O leve recuo no valor da farinha contribui apenas para manter o preço estável, mesmo com o aumento do salário da categoria", relatou Fujishige.

Para um dos sócios da Padaria Brasileira, de Santo André, Antonio Henrique Afonso Júnior, não existem perspectivas imediatas para mexer novamente no custo do pão francês, tanto para baixo quanto para cima.

"Enquanto as padarias da região incrementaram até 40%, nós subimos 8%. Absorvemos uma parte do custo para não perder no volume de venda, que normalmente recua até 10% com os aumentos excessivos", explicou Afonso Júnior.

Queda - Para o presidente do Sinpan Santo André (Sindicato da Industria de Panificação e Confeitaria de Santo André), Antonio Carlos Henriques, a farinha de trigo deverá chegar às padarias das sete cidades ainda mais em conta nas próximas semanas. "Se o valor da matéria-prima continuar caindo, é possível que o preço do pãozinho francês recue entre 5% e 10% na segunda quinzena de junho", diz Henriques.

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