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Sharon não mataria Arafat porque seria guerra total, diz Saramago


Das Agências

02/04/2002 | 10:45


O escritor português José Saramago, prêmio Nobel de Literatura, disse, nesta terça-feira, que o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon "não mataria (Yasser) Arafat porque significaria a guerra total".

Saramago referiu-se à incapacidade dos Estados Unidos, da União Européia e da Organização das Nações Unidas (ONU) ao declarar que “o conflito ocorre devido à incapacidade da comunidade internacional de obrigar o cumprimento das resoluções das Nações Unidas”.

O escritor mostrou-se convencido de que a origem do problema é o grande número de colônias judias em territórios palestinos. "As colônias estão ali e precisam do exército para defender-se, mas por sua vez o exército precisa dos colonos para justificar sua presença ali. Como se pode sair desta lógica? Renunciaria Israel aos investimentos feitos? Porque não são tendas de campanha, mas comunidades inteiras", disse.

Saramago, que há uns dias suscitou uma dura polêmica ao comparar as ações israelenses contra os palestinos com o Holocausto nazista contra os judeus, afirmou que "os seis milhões de judeus dos campos de concentração lhes estão servindo de uma forma muito inteligente e muito sutil".



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Sharon não mataria Arafat porque seria guerra total, diz Saramago

Das Agências

02/04/2002 | 10:45


O escritor português José Saramago, prêmio Nobel de Literatura, disse, nesta terça-feira, que o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon "não mataria (Yasser) Arafat porque significaria a guerra total".

Saramago referiu-se à incapacidade dos Estados Unidos, da União Européia e da Organização das Nações Unidas (ONU) ao declarar que “o conflito ocorre devido à incapacidade da comunidade internacional de obrigar o cumprimento das resoluções das Nações Unidas”.

O escritor mostrou-se convencido de que a origem do problema é o grande número de colônias judias em territórios palestinos. "As colônias estão ali e precisam do exército para defender-se, mas por sua vez o exército precisa dos colonos para justificar sua presença ali. Como se pode sair desta lógica? Renunciaria Israel aos investimentos feitos? Porque não são tendas de campanha, mas comunidades inteiras", disse.

Saramago, que há uns dias suscitou uma dura polêmica ao comparar as ações israelenses contra os palestinos com o Holocausto nazista contra os judeus, afirmou que "os seis milhões de judeus dos campos de concentração lhes estão servindo de uma forma muito inteligente e muito sutil".

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