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Mortes desaceleram no Grande ABC

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No dia em que a região completa dois meses do primeiro óbito por Covid, números mostram que acréscimo semanal de perdas está diminuindo


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

24/05/2020 | 23:59


O Grande ABC alcança hoje dois meses da primeira morte confirmada por Covid-19. Foi um homem, 68 anos, que faleceu no dia 18 de março na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Sacadura Cabral, em Santo André, mas a revelação do diagnóstico só aconteceu uma semana depois, dia 25 de março. De lá para cá, o número de perdas subiu de forma desenfreada, chegando a praticamente triplicar entre o fim de abril, quando as sete cidades tinham 174 perdas, para ontem, com 484 baixas.

São vários os pontos de vistas sobre os números. Especialistas recorrem às estatísticas para projetar os dados das próximas semanas e constatar se as políticas públicas colocadas em prática estão sendo suficientes para frear as perdas, como a quarentena obrigatória em todo o Estado e a abertura de novos leitos, por exemplo. 

Apesar de as sete cidades da região informarem novas mortes todos os dias – em maio a média diária é de 13 óbitos – um recorte nos dados sugere que existe desaceleração de perdas no Grande ABC, ou seja, a proporção de óbitos atualmente está um pouco menor do que no início da pandemia, em março.

Nas duas primeiras semanas depois da perda informada no dia 25 de março, os números subiram 600% (de um para sete) e 243% (de sete para 24), respectivamente. Vale ressaltar que, neste momento da pandemia, os testes para diagnosticar a doença estavam represados porque a fila era imensa em todos os laboratórios capacitados, o que gerava atrasos de até 15 dias entre o óbito e a confirmação da causa. Mesmo assim, nas duas semanas seguintes os números seguiram alarmantes: 83% (de 24 a 44) de 8 a 15 de abril e 70% ( de 44 a 75) de acréscimo nos sete dias seguintes.

Para se ter uma ideia, em maio, o percentual de perdas caiu praticamente pela metade no mesmo período de uma semana. Do dia 29 de abril a 6 de maio foram 70 perdas (de 161 a 231), ou seja, acréscimo de 43% na conta acumulada da região. Nas semanas seguintes a desaceleração foi ainda mais acentuada, com apenas uma pequena oscilação no meio do caminho: 34% de alta de 6 a 13 de maio (de 231 a 309); 38% (de 309 a 428), de 13 a 20 de maio; e, por fim, 14% (428 a 484), de quarta-feira até ontem.

O sociólogo Marcos Soares, idealizador da plataforma ABC Dados, corrobora com a tese de que existe desaceleração no número de mortes na região passados 60 dias do primeiro caso. “Em março, o intervalo entre os óbitos estava mais acelerado do que agora. Intervalo de dias em que o número de mortes vinha dobrando. De três semanas para cá foi possível perceber que houve uma desaceleração no Grande ABC, ou seja, os números crescem menos, diferentemente do que é observado no restante do Brasil, principalmente em algumas regiões”, constatou o especialista.

Um exemplo prático da desaceleração dos óbitos pôde ser observado em Ribeirão Pires, que completou ontem oito dias sem nenhum óbito informado. A cidade acumula 11 perdas desde o sábado, dia 16.

Mesmo com os bons números, Soares diz que não é possível ainda comemorar nem projetar se essa desaceleração atual vai continuar nos próximos 30 dias. “Difícil projetar como os dados vão se comportar. As mortes continuam acontecendo. Precisa ver com as cidades vão lidar com os casos e com a questão de vagas em hospitais”, finalizou o sociólogo. 

Sete cidades têm 5.227 infectados

Em apenas 24 horas, mais 135 moradores do Grande ABC receberam o diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus. Eles ampliam a lista de 5.227 pessoas que já foram contaminadas desde o início da pandemia. Os dados não contam com informações de Diadema e Mauá, que não divulgaram boletins epidemiológicos ontem.

Sobre as mortes, foram adicionadas mais oito na lista, que chega a 484. Os novos registros foram informados por São Bernardo, que, com quatro óbitos, chegou a 181; por Santo André, que, com mais três, acumula 127; e por São Caetano, que, com mais um, alcançou 34. Os demais foram registrados em Diadema (77), Mauá (49), Ribeirão Pires (11) e Rio Grande da Serra (cinco). 

Por outro lado, mais nove pessoas se recuperaram da doença ontem no Grande ABC. Com isso, já são 2.017 moradores que receberam alta médica.

No Estado, em razão de algumas prefeituras não emitirem boletins aos domingos, o número de mortos foi menor do que o registrados nos últimos dias, com 118 perdas sendo adicionadas a conta, que chega a 6.163. No total, são 82.161 infectados em 508 dos 645 municípios de São Paulo, sendo que em 236 já teve pelo menos uma baixa.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) reservados para atendimento a Covid-19 é de 75,7% no Estado e 91,8% na Grande São Paulo.

O Brasil registrou 653 novas mortes nas últimas 24 horas, o que aumentou o total de óbitos para 22.666 no País, segundo o Ministério da Saúde. Foram 15.813 novos casos de infecção pelo novo coronavírus. Agora já são 363.211 pessoas contaminadas.

O Brasil segue na segunda posição entre as nações com mais casos da doença, atrás dos Estados Unidos, que acumulam mais de 1,6 milhão de infectados. 



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Mortes desaceleram no Grande ABC

No dia em que a região completa dois meses do primeiro óbito por Covid, números mostram que acréscimo semanal de perdas está diminuindo

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

24/05/2020 | 23:59


O Grande ABC alcança hoje dois meses da primeira morte confirmada por Covid-19. Foi um homem, 68 anos, que faleceu no dia 18 de março na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Sacadura Cabral, em Santo André, mas a revelação do diagnóstico só aconteceu uma semana depois, dia 25 de março. De lá para cá, o número de perdas subiu de forma desenfreada, chegando a praticamente triplicar entre o fim de abril, quando as sete cidades tinham 174 perdas, para ontem, com 484 baixas.

São vários os pontos de vistas sobre os números. Especialistas recorrem às estatísticas para projetar os dados das próximas semanas e constatar se as políticas públicas colocadas em prática estão sendo suficientes para frear as perdas, como a quarentena obrigatória em todo o Estado e a abertura de novos leitos, por exemplo. 

Apesar de as sete cidades da região informarem novas mortes todos os dias – em maio a média diária é de 13 óbitos – um recorte nos dados sugere que existe desaceleração de perdas no Grande ABC, ou seja, a proporção de óbitos atualmente está um pouco menor do que no início da pandemia, em março.

Nas duas primeiras semanas depois da perda informada no dia 25 de março, os números subiram 600% (de um para sete) e 243% (de sete para 24), respectivamente. Vale ressaltar que, neste momento da pandemia, os testes para diagnosticar a doença estavam represados porque a fila era imensa em todos os laboratórios capacitados, o que gerava atrasos de até 15 dias entre o óbito e a confirmação da causa. Mesmo assim, nas duas semanas seguintes os números seguiram alarmantes: 83% (de 24 a 44) de 8 a 15 de abril e 70% ( de 44 a 75) de acréscimo nos sete dias seguintes.

Para se ter uma ideia, em maio, o percentual de perdas caiu praticamente pela metade no mesmo período de uma semana. Do dia 29 de abril a 6 de maio foram 70 perdas (de 161 a 231), ou seja, acréscimo de 43% na conta acumulada da região. Nas semanas seguintes a desaceleração foi ainda mais acentuada, com apenas uma pequena oscilação no meio do caminho: 34% de alta de 6 a 13 de maio (de 231 a 309); 38% (de 309 a 428), de 13 a 20 de maio; e, por fim, 14% (428 a 484), de quarta-feira até ontem.

O sociólogo Marcos Soares, idealizador da plataforma ABC Dados, corrobora com a tese de que existe desaceleração no número de mortes na região passados 60 dias do primeiro caso. “Em março, o intervalo entre os óbitos estava mais acelerado do que agora. Intervalo de dias em que o número de mortes vinha dobrando. De três semanas para cá foi possível perceber que houve uma desaceleração no Grande ABC, ou seja, os números crescem menos, diferentemente do que é observado no restante do Brasil, principalmente em algumas regiões”, constatou o especialista.

Um exemplo prático da desaceleração dos óbitos pôde ser observado em Ribeirão Pires, que completou ontem oito dias sem nenhum óbito informado. A cidade acumula 11 perdas desde o sábado, dia 16.

Mesmo com os bons números, Soares diz que não é possível ainda comemorar nem projetar se essa desaceleração atual vai continuar nos próximos 30 dias. “Difícil projetar como os dados vão se comportar. As mortes continuam acontecendo. Precisa ver com as cidades vão lidar com os casos e com a questão de vagas em hospitais”, finalizou o sociólogo. 

Sete cidades têm 5.227 infectados

Em apenas 24 horas, mais 135 moradores do Grande ABC receberam o diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus. Eles ampliam a lista de 5.227 pessoas que já foram contaminadas desde o início da pandemia. Os dados não contam com informações de Diadema e Mauá, que não divulgaram boletins epidemiológicos ontem.

Sobre as mortes, foram adicionadas mais oito na lista, que chega a 484. Os novos registros foram informados por São Bernardo, que, com quatro óbitos, chegou a 181; por Santo André, que, com mais três, acumula 127; e por São Caetano, que, com mais um, alcançou 34. Os demais foram registrados em Diadema (77), Mauá (49), Ribeirão Pires (11) e Rio Grande da Serra (cinco). 

Por outro lado, mais nove pessoas se recuperaram da doença ontem no Grande ABC. Com isso, já são 2.017 moradores que receberam alta médica.

No Estado, em razão de algumas prefeituras não emitirem boletins aos domingos, o número de mortos foi menor do que o registrados nos últimos dias, com 118 perdas sendo adicionadas a conta, que chega a 6.163. No total, são 82.161 infectados em 508 dos 645 municípios de São Paulo, sendo que em 236 já teve pelo menos uma baixa.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) reservados para atendimento a Covid-19 é de 75,7% no Estado e 91,8% na Grande São Paulo.

O Brasil registrou 653 novas mortes nas últimas 24 horas, o que aumentou o total de óbitos para 22.666 no País, segundo o Ministério da Saúde. Foram 15.813 novos casos de infecção pelo novo coronavírus. Agora já são 363.211 pessoas contaminadas.

O Brasil segue na segunda posição entre as nações com mais casos da doença, atrás dos Estados Unidos, que acumulam mais de 1,6 milhão de infectados. 

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