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Onda de roubos assusta moradores do bairro Taboão, em Diadema

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

População promete fazer abaixo-assinado para cobrar providências das autoridades


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

08/09/2013 | 07:00


Ruas pacatas e população majoritariamente idosa. O que era para ser o cenário de uma rotina tranquila para os moradores do bairro Taboão, em Diadema, divisa com São Bernardo, transformou-se em extrema preocupação. Isso porque há dois meses o local viu aumentar consideravelmente o número de crimes contra veículos.

No mês de agosto, a vizinhança das ruas Javari e Juruá registrou seis roubos de carro, uma tentativa de assalto e um latrocínio – quando o caso é seguido de morte.

As ocorrências não têm horário para acontecer. O simples ato de parar o carro para abrir o portão da garagem tornou-se perigoso. “Não tem como viver bem. Hoje fica todo mundo trancado em casa, acuado”, disse o funcionário público Jaílton Maciel Leme, 48 anos.

Ele foi protagonista do caso mais emblemático referente à onda de roubos. No dia 16 de julho o seu Palio prata foi levado por dois homens armados que estavam em um Meriva preto. Menos de uma semana depois, a PM (Polícia Militar) ligou e informou que o veículo havia sido encontrado junto com dois suspeitos, que faziam a troca de placas com outro automóvel levado do dono no estacionamento de um supermercado.

“Não foram os rapazes presos que me roubaram. É positivo ver a polícia agir, mas fica o receio. Estou com medo de comprar outro carro”, afirma Leme, que diariamente tem de buscar a filha de 19 anos no ponto de ônibus quando ela volta da faculdade.

Em nota, o comando da PM responsável pela área reconheceu que houve aumento no número de roubos de veículos no bairro. Por conta disso, a corporação promete reforçar o patrulhamento na região.

Na Rua Javari fica localizada uma escola infantil. Nos horários de entrada e saída dos alunos, diversos carros de pais e responsáveis ficam parados no entorno, o que atrai os criminosos.

Há 30 anos morando no bairro, o aposentado Hélio Nascimento Ferreira, 72, diz que nunca viveu situação semelhante. Há 15 dias, por volta das 19h, quando estacionou o seu Idea preto em frente de casa, ele foi abordado por dois suspeitos aparentando ser menores de idade, que estavam a pé. “Nunca precisei deixar o portão de casa trancado, mas não dá mais”, lamenta.

Para tentar se precaver, os moradores se organizam como podem. Muitos, que não têm carro, alugam a garagem. Para evitar riscos, os inquilinos passaram a ligar para os proprietários para avisar que estão chegando. O dono da casa abre o portão e observa se há alguma movimentação estranha. “O problema é que suspeitamos de tudo”, ironiza a dona de casa Vera Lúcia Silvia Santos, 59.

Nos próximos dias os moradores devem fazer abaixo-assinado exigindo providências das autoridades. A Prefeitura se colocou à disposição para ouvir as reclamações. A PM reforçou que a população deve procurar as reuniões do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) local para informar sobre características e modo de atuação dos criminosos.



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Onda de roubos assusta moradores do bairro Taboão, em Diadema

População promete fazer abaixo-assinado para cobrar providências das autoridades

Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

08/09/2013 | 07:00


Ruas pacatas e população majoritariamente idosa. O que era para ser o cenário de uma rotina tranquila para os moradores do bairro Taboão, em Diadema, divisa com São Bernardo, transformou-se em extrema preocupação. Isso porque há dois meses o local viu aumentar consideravelmente o número de crimes contra veículos.

No mês de agosto, a vizinhança das ruas Javari e Juruá registrou seis roubos de carro, uma tentativa de assalto e um latrocínio – quando o caso é seguido de morte.

As ocorrências não têm horário para acontecer. O simples ato de parar o carro para abrir o portão da garagem tornou-se perigoso. “Não tem como viver bem. Hoje fica todo mundo trancado em casa, acuado”, disse o funcionário público Jaílton Maciel Leme, 48 anos.

Ele foi protagonista do caso mais emblemático referente à onda de roubos. No dia 16 de julho o seu Palio prata foi levado por dois homens armados que estavam em um Meriva preto. Menos de uma semana depois, a PM (Polícia Militar) ligou e informou que o veículo havia sido encontrado junto com dois suspeitos, que faziam a troca de placas com outro automóvel levado do dono no estacionamento de um supermercado.

“Não foram os rapazes presos que me roubaram. É positivo ver a polícia agir, mas fica o receio. Estou com medo de comprar outro carro”, afirma Leme, que diariamente tem de buscar a filha de 19 anos no ponto de ônibus quando ela volta da faculdade.

Em nota, o comando da PM responsável pela área reconheceu que houve aumento no número de roubos de veículos no bairro. Por conta disso, a corporação promete reforçar o patrulhamento na região.

Na Rua Javari fica localizada uma escola infantil. Nos horários de entrada e saída dos alunos, diversos carros de pais e responsáveis ficam parados no entorno, o que atrai os criminosos.

Há 30 anos morando no bairro, o aposentado Hélio Nascimento Ferreira, 72, diz que nunca viveu situação semelhante. Há 15 dias, por volta das 19h, quando estacionou o seu Idea preto em frente de casa, ele foi abordado por dois suspeitos aparentando ser menores de idade, que estavam a pé. “Nunca precisei deixar o portão de casa trancado, mas não dá mais”, lamenta.

Para tentar se precaver, os moradores se organizam como podem. Muitos, que não têm carro, alugam a garagem. Para evitar riscos, os inquilinos passaram a ligar para os proprietários para avisar que estão chegando. O dono da casa abre o portão e observa se há alguma movimentação estranha. “O problema é que suspeitamos de tudo”, ironiza a dona de casa Vera Lúcia Silvia Santos, 59.

Nos próximos dias os moradores devem fazer abaixo-assinado exigindo providências das autoridades. A Prefeitura se colocou à disposição para ouvir as reclamações. A PM reforçou que a população deve procurar as reuniões do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) local para informar sobre características e modo de atuação dos criminosos.

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