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Flamengo ignora Brasileiro e crê na conquista da Copa


Anderson Rodrigues
Enviado ao Rio

27/06/2004 | 21:22


Quem vê cara, não vê coração. O antigo ditado reflete a atual realidade vivida pelo Flamengo, adversário do Santo André na final da Copa do Brasil. Aparentemente, o time não consegue se olhar no espelho. A campanha no Campeonato Brasileiro é assustadora. A equipe ocupa a terrível zona de rebaixamento e tem vergonha de falar sobre o assunto. Para desviar a atenção, prioriza o jogo desta quarta-feira, no Maracanã. “Esses resultados ruins não vão interferir na final da Copa do Brasil. A torcida vai lotar o Maracanã para apoiar o nosso time. Por isso, não podemos deixar a moral cair e jogar tudo fora. Temos de manter a cabeça no lugar para conquistarmos o bicampeonato (campeão em 1990) e, assim, voltarmos a uma Libertadores da América”, explica o goleiro Júlio César.

Mas e o coração? Bem, a emoção, a garra e o amor da fanática torcida rubro-negra não têm tamanho, apesar de todos saberem que o futebol do Flamengo seja limitado. “A energia vinda das arquibancadas vai nos ajudar, mas precisamos de seriedade e caráter para chegar ao título. Isso só depende de nós, comissão técnica e jogadores”, avisa o técnico Abel Braga, que faz questão de completar: “Vamos ter de jogar diferente da primeira partida, em São Paulo (empate 2 a 2, no Parque Antártica). Demos muito espaço ao Santo André. Agora, com a pressão da camisa e da torcida, temos tudo a perder. E eles? Não têm nada!”.

Para evitar uma catástrofe diante do Santo André, Abel confia na experiência de Felipe, Júlio César e Zinho para explodir o clima de alegria e levantar poeira no Maracanã, que receberá 72 mil flamenguistas. Dos mais jovens, ele cobra tranqüilidade. “Sabemos que essa equipe tem muitos jovens. Mas são jogadores acostumados a jogar sob pressão”, disse. Esta pressão, sem dúvida, trata-se de uma autocobrança, que virá do alto das arquibancadas. “Não podemos ficar refletindo as derrotas do Campeonato Brasileiro (se referindo a última, contra o Figueirense, por 3 a 0, em casa) nesse momento que antecede uma decisão tão importante. Acho até melhor esquecermos desses jogos que tornam nosso passado triste. Agora, é bola pra frente. Temos de nos preparar para vencer o Santo André, que já conhecemos melhor depois da primeira final. A torcida pode comparecer na quarta-feira que vamos retribuir o apoio com o título”, espera o zagueiro Fabiano Eller.



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Flamengo ignora Brasileiro e crê na conquista da Copa

Anderson Rodrigues
Enviado ao Rio

27/06/2004 | 21:22


Quem vê cara, não vê coração. O antigo ditado reflete a atual realidade vivida pelo Flamengo, adversário do Santo André na final da Copa do Brasil. Aparentemente, o time não consegue se olhar no espelho. A campanha no Campeonato Brasileiro é assustadora. A equipe ocupa a terrível zona de rebaixamento e tem vergonha de falar sobre o assunto. Para desviar a atenção, prioriza o jogo desta quarta-feira, no Maracanã. “Esses resultados ruins não vão interferir na final da Copa do Brasil. A torcida vai lotar o Maracanã para apoiar o nosso time. Por isso, não podemos deixar a moral cair e jogar tudo fora. Temos de manter a cabeça no lugar para conquistarmos o bicampeonato (campeão em 1990) e, assim, voltarmos a uma Libertadores da América”, explica o goleiro Júlio César.

Mas e o coração? Bem, a emoção, a garra e o amor da fanática torcida rubro-negra não têm tamanho, apesar de todos saberem que o futebol do Flamengo seja limitado. “A energia vinda das arquibancadas vai nos ajudar, mas precisamos de seriedade e caráter para chegar ao título. Isso só depende de nós, comissão técnica e jogadores”, avisa o técnico Abel Braga, que faz questão de completar: “Vamos ter de jogar diferente da primeira partida, em São Paulo (empate 2 a 2, no Parque Antártica). Demos muito espaço ao Santo André. Agora, com a pressão da camisa e da torcida, temos tudo a perder. E eles? Não têm nada!”.

Para evitar uma catástrofe diante do Santo André, Abel confia na experiência de Felipe, Júlio César e Zinho para explodir o clima de alegria e levantar poeira no Maracanã, que receberá 72 mil flamenguistas. Dos mais jovens, ele cobra tranqüilidade. “Sabemos que essa equipe tem muitos jovens. Mas são jogadores acostumados a jogar sob pressão”, disse. Esta pressão, sem dúvida, trata-se de uma autocobrança, que virá do alto das arquibancadas. “Não podemos ficar refletindo as derrotas do Campeonato Brasileiro (se referindo a última, contra o Figueirense, por 3 a 0, em casa) nesse momento que antecede uma decisão tão importante. Acho até melhor esquecermos desses jogos que tornam nosso passado triste. Agora, é bola pra frente. Temos de nos preparar para vencer o Santo André, que já conhecemos melhor depois da primeira final. A torcida pode comparecer na quarta-feira que vamos retribuir o apoio com o título”, espera o zagueiro Fabiano Eller.

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