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Mauá aponta rombo nos repasses à Fundação

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Valor é referente a deficit no orçamento para este ano somado a dívidas de 2020


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

06/02/2021 | 00:20


O governo do prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), acusa a gestão do antecessor, Atila Jacomussi (PSB), de deixar rombo de R$ 49,1 milhões em recursos que deveriam ser destinados para o pagamento da FUABC (Fundação do ABC), que gerencia os equipamentos de saúde da cidade.

Desse total, a gestão aponta a fatia de R$ 34 milhões referente a deficit orçamentário. Ou seja, a gestão Atila reservou menos do que deveria para a FUABC – o governo petista fala que o governo anterior provisionou R$ 154 milhões, quando, na verdade, deveria ter fixado repasse de R$ 188 milhões.

Além disso, somam-se a esse rombo contabilizado pelo governo Marcelo R$ 15,1 milhões oriundos do repasse não feito do mês de novembro e que, segundo a atual gestão, comprometeria a prestação de serviços de saúde na cidade, já que o montante é destinado ao pagamento de salários dos funcionários terceirizados e repasses a fornecedores. A FUABC, por outro lado, informou que o calote de dezembro foi bem menor: R$ 300 mil. “Para evitar ainda mais prejuízos ao município e garantir a continuidade do trabalho na área da saúde, o governo atual saldou a dívida salarial de dezembro com os funcionários, no valor de R$ 15,1 milhões. Agora, iniciará ainda esta semana o pagamento referente a janeiro”, informou o governo Marcelo. A parcela, segundo a FUABC, foi quitada.

Após passar parte do início do mandato ameaçando tirar a FUABC do comando da saúde na cidade, Atila dedicou o último ano da gestão para manter a entidade. Em fevereiro de 2020, assinou acordo judicial para formalizar a permanência da FUABC na gestão do setor por até dois anos. No mês seguinte, a Justiça de Mauá rejeitou homologar o acordo porque, no passado, já havia determinado a realização de nova licitação para contratação de OSS (Organização Social de Saúde). O revés, porém, foi revertido pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em razão da então recém-chegada pandemia de Covid-19. Meses depois, em agosto, o Tribunal, enfim, homologou o acordo que, dentre outras coisas, previa o repasse de R$ 15,1 milhões mensais.

Ao Diário, Atila contestou as acusações e garantiu que sua gestão deixou recursos empenhados para o pagamento do mês de dezembro e que havia recursos necessários aos repasses de 2021. “Ele (Marcelo) precisa aprender a governar e eu vou ter de ensinar. O pagamento que foi feito em janeiro foi provisionado em dezembro. Para ser prefeito, tem que gostar e saber. Prefeitura não é lugar para prestar vestibular.” 



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