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Municípios sugerem criação de grupo em moldes da Abrasf

Letícia Teixeira/PMSCS Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Associação reuniria cidades médias e grandes que não são capitais; objetivo é qualificar discussões de impacto financeiro


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

29/11/2018 | 07:00


O evento do último dia de reuniões da 74ª edição da FNP (Frente Nacional de Prefeitos), ocorrida ontem em São Caetano, teve concentração de temas técnicos debatidos por secretários de prefeituras espalhadas pelo País. Titulares de Finanças e da Fazenda de 30 cidades com mais de 80 mil habitantes colocaram em discussão um plano de criação de grupo colegiado para atender demandas específicas destes setores ligados a municípios médios e grandes, que não são capitais.

Para o titular da Pasta da Fazenda de São Caetano, Jefferson Cirne da Costa, a intenção não é criar um cenário de competitividade com outras entidades, como a Abrasf (Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais) e nem com a CNM (Confederação Nacional de Municípios), mas sim “atuar como complemento” destas instituições.

“A Abrasf tem uma longa história e um ambiente de muito trabalho e representa muito bem as 27 capitais. A Confederação (CNM, por sua vez) atende muito bem à situação dos pequenos municípios do Brasil. Os médios e grandes municípios, que não são capitais, também precisam de um espaço”, afirmou Jefferson. Para o secretário, o objetivo do plano é criar ambiente de permanente debate para produzir documentos técnicos e subsídios aos prefeitos para melhorarem diálogo com suas bancadas, o próprio Congresso, além de alinhar as demandas municipalistas, sobretudo na área financeira.

“Hoje nos falta uma interlocução de forma organizada. O vice-presidente da Abrasf, Caio Megale (secretário da Fazenda de São Paulo), esteve na reunião e ficou de levar o pleito e dar encaminhamento. Aqui no Grande ABC, por exemplo, todas as sete cidades poderiam fazer parte deste grupo”, argumentou.

As reformas fiscal e previdenciária, que podem ser votadas no próximo governo, de Jair Bolsonaro (PSL), tiveram destaque na discussão de formação deste grupo. Segundo interlocutores, ficaria muito mais fácil explicar o impacto destas reformas nos municípios, caso elas fossem discutidas, anteriormente, em um grupo colegiado.

“A qualidade da discussão em grupo é melhor do que aquela tratada de forma isolada. Assim, acreditamos que as prefeituras possam ter uma fala mais harmônica, mais encaminhada”, sintetizou Jefferson.

Anfitrião do encontro de prefeitos, o chefe do Executivo de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), considerou positiva a iniciativa dos secretários de Finanças e da Fazenda. “É uma forma associativa de se otimizar a discussão, mas não pode haver desentendimento entre a Abrasf e essa eventual associação. Esse novo grupo pode trazer um peso a mais na discussão, porém sempre de forma harmônica e sinérgica”, pontuou o tucano.

O ponto alto do evento se deu na terça-feira com a formalização de carta que será entregue a Jair Bolsonaro, em Brasília, contendo pleitos municipalistas. O encontro tende a acontecer na próxima semana.  



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