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Artesp defende pedágio na região


Roney Domingos
Enviado especial ao Rio

27/09/2005 | 08:07


O diretor-geral da Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo), Ulysses Carraro, disse segunda-feira que a instalação de praças de pedágio no trecho de planalto das rodovias Anchieta e Imigrantes, entre o Grande ABC e a capital, ajudaria a reduzir o preço do pedágio na serra. No Grande ABC circulam 150 mil veículos/dia e de acordo com a concessionária Ecovias, operadora do sistema, apenas 80 mil usuários/dia pagam pedágio nas praças Piratininga e Riacho Grande. Como as cidades da região têm acesso às rodovias a cada 500 metros, os usuários com origem e destino no Grande ABC ficam livres do pagamento.

Carraro acredita que instituir pedágio seria uma alternativa viável para fazer cair o preço na serra. “Sem usuário não existe concessão. Em São Bernardo e em São Caetano ninguém paga. Precisamos de uma massa maior de pagantes”, disse o diretor da Artesp, para uma platéia repleta de executivos reunidos no 4º Congresso Brasileiro de Concessões de Rodovias, realizado no Rio de Janeiro.

Mais tarde, Carraro explicou que havia falado em tese, citando o caso da Anchieta-Imigrantes apenas como exemplo. Para ele, não existem estudos para a instalação de praças de pedágio ao longo das rodovias que cruzam o Grande ABC. Essa iniciativa dependeria de previsão nos contratos de concessão ou, antes disso, de ampla consulta para saber se a população concordaria com essa alternativa.

Preocupado com a repercussão de suas declarações, Carraro disse que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) jamais tocou no assunto. E que qualquer debate sobre o tema teria de ser proposto durante as eleições. “Isso teria de ser um pacto social. Não é coisa que um governo chega e vai fazer. O governador atual jamais aprovaria isso, que implica em uma mudança do sistema”, afirmou.

Mas Carraro reafirmou a tese de que novas praças ao longo da Anchieta e da Imigrantes reduziriam o custo de uso do sistema. Ele chegou a propor o preço, de R$ 1 por usuário, na área de planalto das rodovias. E disse que a tarifação teria papel educativo para a população. “Se todos contribuíssem, poderiam pagar menos. Se todo mundo paga o que usa, poderia haver mais economia. As pessoas usariam um mesmo carro para se deslocar para o trabalho, por exemplo”, afirmou.

Questionado sobre o benefício que a população teria com o pagamento, visto que a rodovia já está construída a custo de dinheiro público, Carraro afirmou: “Isso garantiria a infra-estrutura permanentemente. O contrato de concessão termina em 25 anos. E depois disso, quem vai pagar pela manutenção da rodovia? Hoje quem paga são os pedágios de Piratininga e de Riacho Grande”, afirmou.

No mesmo debate sobre o papel das agências reguladoras, Carraro fez uma crítica aos contratos de concessão vigentes, que deveriam mencionar a obrigatoriedade de um volume maior de investimentos para acompanhar a demanda das rodovias. Em alguns casos, cidades crescem no entorno das rodovias exigindo novas rodadas de investimento, explicou.



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