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Fed mantém política de alta gradual dos juros

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


15/10/2017 | 11:53


A presidente do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), Janet Yellen, declarou que "o fortalecimento da economia dos Estados Unidos irá garantir o incremento gradual" das taxas de juros de curto prazo, manter o nível de desemprego em patamar baixo e carregar a inflação ao alvo de 2%. A declaração foi feita em seminário em Washington que reúne autoridades como presidentes de bancos centrais e ministros das finanças de todo o mundo, além de executivos do mercado financeiro.

O avanço gradual das taxas, disse Yellen, deverá se mostrar adequado nos próximos anos para manter o crescimento econômico. Ainda assim, a presidente da autoridade monetária dos EUA afirmou que o Fed está observando de perto do efeito do aperto monetário sobre preços, já que "a grande surpresa na economia dos EUA neste ano foi a inflação". Yellen disse ainda esperar que, no segundo semestre do ano, o crescimento econômico dos EUA exceda o potencial.

O indicador de preços mais relevante para o Fed subiu 1,4% em um ano até agosto, enquanto o núcleo de inflação registrou alta de 1,3% no período, abaixo da meta anual de 2%. "Minha avaliação é de que estas leituras não devem persistir e, com o fortalecimento do mercado de trabalho, a inflação deve ficar mais forte no ano que vem", declarou Yellen, apontando que a maioria de seus colegas no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) concorda com este entendimento.

Ela alertou, entretanto, que a inflação baixa pode refletir um aspecto mais persistente no comportamento dos preços, conforme avaliam outros diretores do Fed. "O fato de outras economias desenvolvidas estarem sofrendo com a inflação persistentemente baixa também dá indícios de que está ocorrendo algo mais estrutural", explicou. Ela, inclusive, lembrou que o avanço das vendas na internet, com ganhos de eficiência das empresas, pode estar segurando os preços em níveis baixos.

Em seu discurso neste domingo, Yellen fez seus primeiros comentários sobre o mercado de trabalho desde que o Departamento de Trabalho reportou a primeira queda em sete anos do emprego não-rural em setembro, quando os EUA foram atingidos por furacões na Flórida e no Texas.

Os EUA fecharam 33 mil postos de trabalho no nono mês de 2017, encerrando a maior série de criação de vagas da história. Yellen declarou que outros pontos do relatório apresentaram números fortes. Ela ressaltou a queda da taxa de desemprego para 4,2% e disse que os rendimentos por hora se mostraram "encorajadores". "Espero uma retomada do emprego nos próximos meses, com as comunidades se recuperando e as pessoas voltando ao trabalho", comentou.

A presidente do Fed ainda disse que a política de redução do balanço patrimonial do Fed não deve ser alterada e que "não é usada como ferramenta ativa de política monetária".



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Fed mantém política de alta gradual dos juros


15/10/2017 | 11:53


A presidente do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), Janet Yellen, declarou que "o fortalecimento da economia dos Estados Unidos irá garantir o incremento gradual" das taxas de juros de curto prazo, manter o nível de desemprego em patamar baixo e carregar a inflação ao alvo de 2%. A declaração foi feita em seminário em Washington que reúne autoridades como presidentes de bancos centrais e ministros das finanças de todo o mundo, além de executivos do mercado financeiro.

O avanço gradual das taxas, disse Yellen, deverá se mostrar adequado nos próximos anos para manter o crescimento econômico. Ainda assim, a presidente da autoridade monetária dos EUA afirmou que o Fed está observando de perto do efeito do aperto monetário sobre preços, já que "a grande surpresa na economia dos EUA neste ano foi a inflação". Yellen disse ainda esperar que, no segundo semestre do ano, o crescimento econômico dos EUA exceda o potencial.

O indicador de preços mais relevante para o Fed subiu 1,4% em um ano até agosto, enquanto o núcleo de inflação registrou alta de 1,3% no período, abaixo da meta anual de 2%. "Minha avaliação é de que estas leituras não devem persistir e, com o fortalecimento do mercado de trabalho, a inflação deve ficar mais forte no ano que vem", declarou Yellen, apontando que a maioria de seus colegas no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) concorda com este entendimento.

Ela alertou, entretanto, que a inflação baixa pode refletir um aspecto mais persistente no comportamento dos preços, conforme avaliam outros diretores do Fed. "O fato de outras economias desenvolvidas estarem sofrendo com a inflação persistentemente baixa também dá indícios de que está ocorrendo algo mais estrutural", explicou. Ela, inclusive, lembrou que o avanço das vendas na internet, com ganhos de eficiência das empresas, pode estar segurando os preços em níveis baixos.

Em seu discurso neste domingo, Yellen fez seus primeiros comentários sobre o mercado de trabalho desde que o Departamento de Trabalho reportou a primeira queda em sete anos do emprego não-rural em setembro, quando os EUA foram atingidos por furacões na Flórida e no Texas.

Os EUA fecharam 33 mil postos de trabalho no nono mês de 2017, encerrando a maior série de criação de vagas da história. Yellen declarou que outros pontos do relatório apresentaram números fortes. Ela ressaltou a queda da taxa de desemprego para 4,2% e disse que os rendimentos por hora se mostraram "encorajadores". "Espero uma retomada do emprego nos próximos meses, com as comunidades se recuperando e as pessoas voltando ao trabalho", comentou.

A presidente do Fed ainda disse que a política de redução do balanço patrimonial do Fed não deve ser alterada e que "não é usada como ferramenta ativa de política monetária".

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