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Uma orquestra de Jaú na formatura do Bonifácio de Carvalho

São Caetano, 1961. No ano da Passeata do Silêncio, a cidade explodia em eventos sociais


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

05/04/2011 | 00:00


São Caetano, 1961. No ano da Passeata do Silêncio, a cidade explodia em eventos sociais. Cursar Científico no Coronel Bonifácio de Carvalho era o máximo. Esperar pelo baile de formatura do ginásio no salão do Clube Comercial, ao som da Orquestra Continental, de Jaú, era o que era. Preparar o traje a rigor, preto ou azul-marinho, se constituía num quase ato litúrgico.

Dos 13 jovens senhores que gravaram conosco notícias da Passeata do Silêncio, abrimos espaço hoje para o acervo de Odair Vituri. Há 50 anos, aos 18 anos, Vituri trabalhava na Texaco Brasil, da Rua Heloísa Pamplona. Sua função era a de escriturário na área de vendas e faturamento. Chegou a ser vice-campeão dos Jogos Operários do Sesi, em São Caetano, jogando futebol de salão pelo Texaco Clube.

legenda da foto: Odair Vituri no baile daquele ano emblemático de 1961, o ano da Passeata do Silêncio

Velas acesas nos muros da cidade
Depoimento: Odair Vituri

Nunca tive cargo no Grêmio Estudantil do Colégio Bonifácio de Carvalho, mas sempre fui pau pra toda obra. Ajudava o pessoal. Éramos formiguinhas, por exemplo, na organização dos bailes. E nesta condição participei da Passeata do Silêncio, seguindo, principalmente, a orientação dos irmãos Sayar (Fuad e Ramis).

Minha mãe e família eram muito religiosas. Sobravam, em casa, do Dia de Finados anterior, velas soltas dos pacotes que eram levadas ao cemitério. As sobras eram guardadas num armário para uso em caso de falta de luz. Como se falou que iria ter uma Passeata do Silêncio, e o objetivo era ‘enterrar' vereadores, peguei aquelas velas, sem que meus pais soubessem, e segui para a passeata, imaginando que elas poderiam ser usadas.

A passeata passava pela Rua João Pessoa, perto do Banco São Caetano, e as pessoas perguntavam o que acontecia. Comecei a explicar e a me destacar. Passando pelos muros das casas, convidava os moradores a participar. De que forma? Colocando velas acesas nos muros. Quem não tinha vela, eu arranjava. E várias velas apareceram na Rua João Pessoa durante a passeata, sobre os pilares.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Doming, 5 de abril de 1981

Manchete - I Exército nega envolvimento nos atentados a bomba no Rio

Especial (Cida Flosi Barbosa) - Feministas ou não, mulheres unem-se contra a violência.

Movimento sindical - Redução da jornada preocupa a Anapemei (Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas).

Política (Aleksandar Jovanovic) - Indefinição de Tito Costa amarra decisões em São Bernardo.

EM 5 DE ABRIL DE...

1931 - Antonio Luiz Scimini, o Nico, nasce em Agudos (SP). É o mais antigo jornaleiro de São Caetano em atividade.

Trabalhadores

Nascem em 5 de abril:

1901 - Artur Leite Dantas, português. Mecânico da Matarazzo.

1919 - Ângelo Marchiori, espanhol. Operário da Atlantis.

1923 - Antonio Capela, de Leme (SP). Operário da companhia J. B. Duarte.

1925 - Antonio Pereira da Rocha, do Piauí. Operador da Matarazzo, admitido em 1957. Residia à Rua Ceará, 31, bairro Fundação, em São Caetano.

Fonte: 1º livro geral de registro de associados do Sindicato dos Químicos do ABC.

MUNICÍPIO PAULISTA

Mococa. Com o nome de São Sebastião da Boa Vista, é elevada a freguesia em 5 de abril de 1856. Torna-se município em 1871 e separa-se de Casa Branca.

HOJE

Dia do Propagandista Farmacêutico, Dia dos Fabricantes de Materiais de Construção e Dia das Telecomunicações.

SANTOS DO DIA

Adriano, Catarina Tomás, Mariano de La Mata Aparício, Teófilo, Vicente Ferrer e Zeno.

São Vicente Ferrer (Valência, Espanha 1357 - Vannes, França 1419). Presbítero. Lutou para que a Igreja voltasse à sua primeira unidade, sob o comando do papa em Roma, quando do grande cisma do Ocidente, que dividiu os cristãos com o papa de Avignon.

Fontes: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Vozes, 2011; site: www.paulinas.org.br .

FALECIMENTOS

SANTO ANDRÉ

Maria Josefha Manta de Almeida, 74. Natural de Pradópolis (SP). Dia 1º, em São Bernardo. Cemitério Curuçá.

Leonilso Del Grego, 65. Natural de Santo André. Dia 2, em São Bernardo. Cemitério de Vila Pires.

Neide Monteiro da Silva, 49. Natural de Recife (PE). Dia 1º, em São Bernardo. Cemitério de Vila Pires.

SÃO BERNARDO

Olavo Dalecio, 73. Natural de São Bernardo. Descendente de uma das famílias fundadoras do Núcleo Colonial de São Bernardo, em 1877. Anteontem. Cemitério de Vila Euclides.

Os Dalécio pioneiros vieram da Província de Belluno, Itália. O patriarca chamava-se Pietro Dallessio (grafado com dois ‘Ss'). Ele residia no lote nº 1 da Linha Jurubatuba, situado na atual Vila Dusi.

Em 9-2-1890, Manoel José de Meirelles Freire, encarregado do Núcleo Colonial de São Bernardo, vistoriou o lote de Pietro Dalessio, fazendo o seguinte registro no livro de informações de lote concedidos, hoje arquivado no Arquivo do Estado, em São Paulo: "(lote) muito bem cuidado, com casa de moradia, onde reside o mesmo colono".

Joaquim José Martins, 97. Natural de Avaré (SP). Dia 1º. Cemitério dos Casa.

Odília Barbieri Leijoto, 88. Natural de Campinas. Dia 1º. Cemitério dos Casa.

João Fordiani, 87. Natural de Urupês (SP). Dia 2. Cemitério da Paulicéia.

Neli Henrique de Brito, 78. Natural de Assaré (CE). Anteontem. Cemitério dos Casa.

Maria Aparecida Santos Lima, 78. Natural de Paraisópolis (MG). Dia 2. Cemitério Jardim da Colina.

Maria Luiza dos Santos, 72. Natural de Ibicarai (BA). Dia 2. Cemitério dos Casa.

Gilvaldo Correia de Araújo, 71. Natural de Rio Largo (AL). Anteontem. Cemitério da Paulicéia .

Maria do Carmo Canella Gomes, 69. Natural de Casa Branca (SP). Dia 1º. Crematório de Vila Alpina, Capital.

Maria das Graças Ferraz , 63. Natural de Virginia (MG). Dia 2. Cemitério Jardim da Colina.

Sebastião Lopes dos Santos, 62. Natural de Capelinha (MG). Dia 1º. Cemitério dos Casa.

Joelson de Moura Silva, 23. Natural de Paulistana (PI). Dia 1º. Cemitério dos Casa.

SÃO CAETANO

Narcisa Santiago Martins, 95. Natural de São Paulo (SP). Dia 31. Cemitério da Cerâmica.

Leonelo de Freitas, 84. Natural de Santo André. Dia 29. Cemitério da Cerâmica.

Angelina de Campos Alcazar Micas, 82. Natural de Catanduva (SP). Dia 1º. Cemitério da Cerâmica.

Guiomar Simon Cavicchio, 82. Natural de Águas da Prata (SP). Dia 31. Cemitério da Cerâmica.

Luiz Neves de Macedo, 79. Natural de Paulistana (PI). Dia 1º. Cemitério da Cerâmica.

Lucio Mauro Alves, 38. Natural de São Paulo (SP). Anteontem, em São Bernardo. Cemitério das Lágrimas.



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