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Sombria natureza


Luciane Mediato
Especial para o Diário

05/04/2011 | 07:10


Para os fãs de thrillers policiais, uma boa dica, direto da Terra da Rainha para o Brasil, é o "Ritual" (Editora Record, 420 pág., preço médio R$ 45), um livro de impacto da escritora Mo Hayder.

A autora, que estreou no País neste ano, é conhecida no mundo por explorar o lado sombrio da natureza humana em suas obras. E em seu primeiro livro traduzido para o português, ela apresenta aos leitores uma história tensa e aterrorizante que passa por práticas ocultas clandestinas e o submundo das drogas, situada em um cenário urbano ameaçado pelo choque de culturas imigrantes.

O mistério da história desenvolve-se em torno de um par de mãos encontrado sem corpo. Uma das mãos num porto de Bristol, a outra, enterrada perto de um restaurante. Tudo leva a crer que se trata de um ritual africano. Jack Caffery é o inspector encarregado de desvendar o mistério com a ajuda de Pulga Marley, uma mergulhadora da polícia.

Caffery e Pulga não demoram a concluir que as mãos encontradas pertencem a um jovem viciado em heroína desaparecido há pouco tempo. Na busca pela vítima, e por aquele responsável pela violenta amputação, eles são obrigados a penetrar nos piores pontos do submundo de Bristol, área em que reinam os vícios, em que os rapazes vendem seus corpos em troca de substâncias ilegais.

Os dois investigadores têm algo em comum, estão marcados por um passado sempre presente nas suas mentes e que diz respeito às suas famílias - um passado que não fora nunca resolvido. Este aspecto comum a ambos afeta de forma positiva o seu desempenho na busca do responsável pela mutilação daqueles membros.

O que chama atenção no livro é que Mo Hayder consegue, por meio de uma escrita simples e cheia de ação, prender o leitor ao livro. Não só pelo desenvolvimento dos acontecimentos, mas também pelas informações que nos dá. Na obra os personagens vão sendo apresentados progressivamente, o que permite ao leitor fazer uma análise e construção da história, fato que só acontece devido à pesquisa da autora sobre o trabalho desenvolvido por policiais em investigações de crimes na Inglaterra.

Mesmo sendo inevitável saber quem é o culpado num determinado ponto do livro, essa conclusão só acontece muito próxima ao desfecho da história. A ficção tem uma construção sustentada e bem estruturada que dá a sensação de ter sido escrita sem pressa, mas com óbvia preocupação na consistência do enredo.



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