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Cultura no ABC é inacessível para deficientes


Nelson Albuquerque
Do Diário do Grande ABC

30/06/2001 | 15:05


Os equipamentos culturais do Grande ABC estão deficientes. Poucos são os bons exemplos de respeito e atenção às pessoas portadoras de deficiência física, acidentados com limitação temporária e até mesmo idosos. Ao longo da semana passada, a reportagem do Diário visitou 14 locais em seis cidades da região.

Os problemas começam no estacionamento, onde deveria existir vagas reservadas e sinalizadas. As barreiras arquitetônicas incluem desde escadarias até banheiros não adaptados. Não falta, ainda, uma escada caracol, único – e absurdo – acesso para a platéia do Teatro Euclides Menato, em Ribeirão Pires. “O que vem sendo mais respeitado são os banheiros, mas ainda estamos muito longe do ideal”, afirma o psicólogo Flávio Gonzales, da Avape (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais), de Santo André.

Lugares específicos e sinalizados também são exceções nos espaços culturais da região. Normalmente, o corredor no fundo dos teatros é o local que abriga as cadeiras de roda. “A gente fica isolada lá atrás”, afirma a auxiliar administrativa Fátima Inácio Fermino de Oliveira, 41 anos, de Santo André.

Em geral, a culpa é jogada para o passado. Uma resposta comum entre os responsáveis por museus, cinemas e teatros é que os prédios são antigos, de uma época em que não existia tal preocupação. Sempre surge, também, a promessa de que existe um projeto de reforma que contemplará a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência.

Quando saem do papel, esses planos fazem do espaço cultural um lugar que, sobretudo, respeita o direito de ir e vir dessas pessoas. É o caso dos teatros Elis Regina e Lauro Gomes, em São Bernardo, e do Teatro Paulo Machado de Carvalho, em São Caetano.

Em Santo André, o Museu da cidade não oferece nenhum acesso que não seja por escada, não há banheiros adequados e, portanto, falta sinalização específica. “O prédio é tombado, tem seu valor histórico, e por isso é preciso contratar uma empresa especializada para fazer as reformas sem descaracterizar a arquitetura”, diz o gerente do museu, Nilo Mattos de Almeida. Segundo ele, já existe uma proposta que está prevista no orçamento municipal deste ano.

O Museu Histórico de São Caetano fez, em fevereiro, uma rampa lateral para permitir a entrada de pessoas em cadeira de rodas. “Foi minha primeira ação, quando assumi o museu”, diz o diretor Humberto Domingos Pastore. Essa adequação se somou ao banheiro adaptado, instalado durante uma reforma feita em 1999, e ao fato de o espaço permitir que cegos toquem nos objetos em exposição. O local, no entanto, falha no que diz respeito à sinalização.



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Cultura no ABC é inacessível para deficientes

Nelson Albuquerque
Do Diário do Grande ABC

30/06/2001 | 15:05


Os equipamentos culturais do Grande ABC estão deficientes. Poucos são os bons exemplos de respeito e atenção às pessoas portadoras de deficiência física, acidentados com limitação temporária e até mesmo idosos. Ao longo da semana passada, a reportagem do Diário visitou 14 locais em seis cidades da região.

Os problemas começam no estacionamento, onde deveria existir vagas reservadas e sinalizadas. As barreiras arquitetônicas incluem desde escadarias até banheiros não adaptados. Não falta, ainda, uma escada caracol, único – e absurdo – acesso para a platéia do Teatro Euclides Menato, em Ribeirão Pires. “O que vem sendo mais respeitado são os banheiros, mas ainda estamos muito longe do ideal”, afirma o psicólogo Flávio Gonzales, da Avape (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais), de Santo André.

Lugares específicos e sinalizados também são exceções nos espaços culturais da região. Normalmente, o corredor no fundo dos teatros é o local que abriga as cadeiras de roda. “A gente fica isolada lá atrás”, afirma a auxiliar administrativa Fátima Inácio Fermino de Oliveira, 41 anos, de Santo André.

Em geral, a culpa é jogada para o passado. Uma resposta comum entre os responsáveis por museus, cinemas e teatros é que os prédios são antigos, de uma época em que não existia tal preocupação. Sempre surge, também, a promessa de que existe um projeto de reforma que contemplará a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência.

Quando saem do papel, esses planos fazem do espaço cultural um lugar que, sobretudo, respeita o direito de ir e vir dessas pessoas. É o caso dos teatros Elis Regina e Lauro Gomes, em São Bernardo, e do Teatro Paulo Machado de Carvalho, em São Caetano.

Em Santo André, o Museu da cidade não oferece nenhum acesso que não seja por escada, não há banheiros adequados e, portanto, falta sinalização específica. “O prédio é tombado, tem seu valor histórico, e por isso é preciso contratar uma empresa especializada para fazer as reformas sem descaracterizar a arquitetura”, diz o gerente do museu, Nilo Mattos de Almeida. Segundo ele, já existe uma proposta que está prevista no orçamento municipal deste ano.

O Museu Histórico de São Caetano fez, em fevereiro, uma rampa lateral para permitir a entrada de pessoas em cadeira de rodas. “Foi minha primeira ação, quando assumi o museu”, diz o diretor Humberto Domingos Pastore. Essa adequação se somou ao banheiro adaptado, instalado durante uma reforma feita em 1999, e ao fato de o espaço permitir que cegos toquem nos objetos em exposição. O local, no entanto, falha no que diz respeito à sinalização.

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