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As vozes dos musicais


Sara Saar
Do Diário do Grande ABC

25/06/2011 | 07:07


Saulo Vasconcelos e Kiara Sasso listam entre os mais bem-sucedidos atores de musicais no Brasil. Não é à toa que dividem superproduções como 'A Bela e a Fera' (2003), 'O Fantasma da Ópera' (2005), 'A Noviça Rebelde' (2009) e 'Mamma Mia!'. O último cumpre temporada no Teatro Abril, em São Paulo.

Para os dois, que nem sempre tiveram certeza de que seguiriam a carreira, o reconhecimento é resultado da combinação de esforço e oportunidade.

Saulo, que já foi bancário e vendedor, imaginava que seria cantor de ópera. "Em 1997, fiz a minha estreia na ópera 'Madame Butterfly', de Puccini. Também participei de 'Barbeiro de Sevilha', 'Aida' e 'La Traviata', quase todas as óperas possíveis e imagináveis", conta.

Dois anos mais tarde, mudou-se de Brasília para São Paulo. Queria fazer musical por considerar uma linguagem mais dinâmica. Para conseguir o primeiro papel em produção profissional, decidiu turbinar o currículo. "Não sei se foi a mentira ou o teste que chamou a atenção, mas é fato que eu menti. Inventei que havia feito várias coisas. Nunca fui desmascarado", conta.

Saulo estreou em solos estrangeiros. Seguiu para o México para fazer o personagem-título de 'O Fantasma da Ópera'. "Eu não falava a língua, então foi muito estranho", conta. Pedir pizza, por telefone, era uma aventura. "Ali também não tinha amigos ou família. Enfrentar a pressão de estar com essa responsabilidade nas costas foi desafiador", afirma.

Em 2001, quando voltou ao Brasil, estreou 'Os Miserables'. "Eu estava bem mais tranquilo que o elenco, afinal já tinha passado por uma experiência violenta e sobrevivido com louvor". Desde então, a sua carreira no Brasil tomou rumo. "Não saio daqui por nada", diz.

Já Kiara, que se divide entre Brasil e Estados Unidos desde os 3 anos, começou a trabalhar como atriz de televisão e cinema aos 8. "Eu descobri que cantava aos 11. Como era criança, levava tudo na brincadeira. Não pensava nisso como carreira depois de adulta".

Oriunda de família que ama musicais, Kiara cresceu assistindo aos espetáculos. Aos 11 anos, ficou tão encantada com 'Phantom of the Opera' que a mãe lhe comprou o CD. E, por cantar as partes da protagonista Christine, logo teve o talento descoberto pela avó.

O destino cuidou um pouco de Kiara, como ela mesma diz. Em férias no Brasil, conheceu pessoal que fazia o musical 'Banana Split'. Com a saída de uma atriz, Kiara fez o teste e passou. "Fui procurando lugares onde teria oportunidade. Obviamente não fiquei em casa esperando acontecer. Eu deixei a maré me levar".

Já aos 17, conseguiu o primeiro papel de destaque como Luisa na produção brasileira do musical 'Off-Broadway', 'Os Fantástikos', e não parou mais.

Em cartaz, Kiara é exigente. "Se entro em lugar onde tem ar-condicionado, tenho de pedir para desligar. Não posso pegar sereno, beber gelado. Se a garganta não está muito bem, não rola de sair para comer com os amigos", afirma. "Precisa ter disciplina porque o trabalho exige físico e mente", diz.

De tanto trabalharem juntos, a amizade entre Kiara e Saulo foi inevitável. "Ele é um querido. Transforma a coxia em lugar mais animado", conta. "Com todo respeito ao namorado dela, meu amigo, é quase um casamento. E como todo casamento, há respeito, carinho, admiração, mas também momentos ruins. Fazem parte do pacote", afirma ele.



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As vozes dos musicais

Sara Saar
Do Diário do Grande ABC

25/06/2011 | 07:07


Saulo Vasconcelos e Kiara Sasso listam entre os mais bem-sucedidos atores de musicais no Brasil. Não é à toa que dividem superproduções como 'A Bela e a Fera' (2003), 'O Fantasma da Ópera' (2005), 'A Noviça Rebelde' (2009) e 'Mamma Mia!'. O último cumpre temporada no Teatro Abril, em São Paulo.

Para os dois, que nem sempre tiveram certeza de que seguiriam a carreira, o reconhecimento é resultado da combinação de esforço e oportunidade.

Saulo, que já foi bancário e vendedor, imaginava que seria cantor de ópera. "Em 1997, fiz a minha estreia na ópera 'Madame Butterfly', de Puccini. Também participei de 'Barbeiro de Sevilha', 'Aida' e 'La Traviata', quase todas as óperas possíveis e imagináveis", conta.

Dois anos mais tarde, mudou-se de Brasília para São Paulo. Queria fazer musical por considerar uma linguagem mais dinâmica. Para conseguir o primeiro papel em produção profissional, decidiu turbinar o currículo. "Não sei se foi a mentira ou o teste que chamou a atenção, mas é fato que eu menti. Inventei que havia feito várias coisas. Nunca fui desmascarado", conta.

Saulo estreou em solos estrangeiros. Seguiu para o México para fazer o personagem-título de 'O Fantasma da Ópera'. "Eu não falava a língua, então foi muito estranho", conta. Pedir pizza, por telefone, era uma aventura. "Ali também não tinha amigos ou família. Enfrentar a pressão de estar com essa responsabilidade nas costas foi desafiador", afirma.

Em 2001, quando voltou ao Brasil, estreou 'Os Miserables'. "Eu estava bem mais tranquilo que o elenco, afinal já tinha passado por uma experiência violenta e sobrevivido com louvor". Desde então, a sua carreira no Brasil tomou rumo. "Não saio daqui por nada", diz.

Já Kiara, que se divide entre Brasil e Estados Unidos desde os 3 anos, começou a trabalhar como atriz de televisão e cinema aos 8. "Eu descobri que cantava aos 11. Como era criança, levava tudo na brincadeira. Não pensava nisso como carreira depois de adulta".

Oriunda de família que ama musicais, Kiara cresceu assistindo aos espetáculos. Aos 11 anos, ficou tão encantada com 'Phantom of the Opera' que a mãe lhe comprou o CD. E, por cantar as partes da protagonista Christine, logo teve o talento descoberto pela avó.

O destino cuidou um pouco de Kiara, como ela mesma diz. Em férias no Brasil, conheceu pessoal que fazia o musical 'Banana Split'. Com a saída de uma atriz, Kiara fez o teste e passou. "Fui procurando lugares onde teria oportunidade. Obviamente não fiquei em casa esperando acontecer. Eu deixei a maré me levar".

Já aos 17, conseguiu o primeiro papel de destaque como Luisa na produção brasileira do musical 'Off-Broadway', 'Os Fantástikos', e não parou mais.

Em cartaz, Kiara é exigente. "Se entro em lugar onde tem ar-condicionado, tenho de pedir para desligar. Não posso pegar sereno, beber gelado. Se a garganta não está muito bem, não rola de sair para comer com os amigos", afirma. "Precisa ter disciplina porque o trabalho exige físico e mente", diz.

De tanto trabalharem juntos, a amizade entre Kiara e Saulo foi inevitável. "Ele é um querido. Transforma a coxia em lugar mais animado", conta. "Com todo respeito ao namorado dela, meu amigo, é quase um casamento. E como todo casamento, há respeito, carinho, admiração, mas também momentos ruins. Fazem parte do pacote", afirma ele.

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