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Para rir do comunismo ao som de tango


Natane Tamasauskas
Do Diário do Grande ABC

29/11/2007 | 07:18


A desconstrução de mitos. A partir de tal conceito surge o tema de um dos principais espetáculos do grupo Folias, El Día Que me Quieras, encenada em 2005. O texto do venezuelano José Ignácio Cabrujas ganha remontagem a partir de sexta-feira, na própria sede do grupo, um galpão no centro de São Paulo.

Dirigida por Marco Antonio Rodrigues e traduzido por Antonio Marcado, a peça usa o bom humor para narrar a visita de Carlos Gardel à casa dos Ancizar, uma tradicional família burguesa que, no pico de um crise financeira, tenta manter o glamour de uma era que ficou no passado. “Quisemos montar o texto pelo que a história representa. Mostramos um outro lado de dois mitos: o cantor Carlos Gardel e o comunismo”, conta o ator e diretor musical, Dagoberto Feliz.

Escrita em 1979, ano que beirava a queda do Muro de Berlim, El Día Que me Quieras fala também da época em que cidadãos passaram a ser chamados de consumidores. O humor de Cabrujas coloca um ferrenho militante comunista dentro da residência dos Ancizar. Pio Miranda seduz uma das filhas da família, que passa a desejar vender os bens para se mudar com o noivo para a Rússia.

Vencedor do Prêmio Shell 2005 de Melhor Direção Musical, o espetáculo mistura a discussão política com clássicos do tango, eternizados mundialmente na voz de Gardel. “A base é o tango, mas adaptamos ao Brasil. Existe uma brasilidade na forma de cantar, explica Dagoberto Feliz.

El Día Que me Quieras – Teatro. Dir.: Marco Antonio Rodrigues. No Galpão do Folias – Rua Ana Cintra, 213. Tel.: 3361-2223. Ingr.: R$ 30. 6ª e sáb., às 21h; dom., às 20h. Até 16 de dezembro.



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