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Concorrência maior estimula APLs


Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

02/09/2006 | 19:20


A crescente concorrência no campo empresarial somada à atual crise da Volkswagen forçam as empresas ligadas à indústria automobilística, especialmente as de autopeças e ferramentaria, a procurar alternativas para sobreviver no mercado. Assim, precisam desenvolver novos produtos, investir na capacitação profissional, conquistar novos clientes e maior representatividade. Diante das novas necessidades, o APL (Arranjo Produtivo Local) do Grande ABC ganha força na região.

Os APLs são aglomerações de empresas localizadas em uma mesma região, que atuam em torno de uma atividade produtiva principal. Eles ajudam a capacitar e estimular o crescimento de médias, pequenas e microempresas. A principal diferença entre o APL e uma cooperativa é a conservação da individualidade das empresas, já que elas trocam experiências, mas não padronizam o sistema. O APL que atua nas sete cidades da região é um projeto da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, que conta com o apoio técnico e financeiro do Sebrae-SP. Implantado em 2004, atualmente o arranjo conta com cerca de 2,3 mil empresas, que estão distribuídas nos setores de autopeças, ferramentaria e plásticos.

“Existe vida além da Volkswagen, o que precisamos fazer é ajudar as empresas a desenvolver novos mercados e produtos. Agora, a tendência é que a procura pelo APL na região aumente”, destaca o secretário executivo da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, Silvio Minciotti. Para aderir ao APL, a empresa só precisa entrar em contato com a agência.

À frente há cinco anos da Jormam Usinagem Ltda., empresa de usinagem leve, Jorge de Sousa Lima, diz já sentir os reflexos da crise da Volks. “Em uma semana já esperamos a queda de 20% de nosso faturamento. Temos 110 funcionários e ainda não demitimos ninguém, mas tivemos que fechar o terceiro turno”, lamenta Lima. Segundo o empresário, como o primeiro semestre foi fraco, as empresas esperavam uma retomada no segundo.

Como a APL fornece todo o apoio necessário para tornar essas empresas aptas para expandir mercado, novas estratégias já puderam ser traçadas. “A vantagem que temos ao participar do APL é que estamos capacitados a seguir altos padrões de qualidade, exigidos pela indústria automobilísticas. Quando procuramos clientes em outros setores, ganhamos a concorrência”, ressalta o empresário, que considera como uma alternativa, em longo prazo, expandir a atuação da empresa para as linhas marrom e branca.

“Há oito anos, 70% do faturamento da empresa dependia das vendas para a Volkswagen. Hoje, o arranjo nos dá condições para trabalharmos em conjunto com outras empresas da região e conquistar, assim, clientes fora do Estado de São Paulo”, destaca Sousa Lima.

Vale lembrar, que muitos pequenos e microempresários da região são ex-funcionários ou prestavam serviços às indústrias automobilísticas. É o caso de Adriano Damas da Silva, que era consultor de sistemas de qualidade, como o ISO 9000, e hoje é diretor comercial da Fledlaz Indústria Metalúrgica Ltda., uma empresa de autopeças que emprega 60 pessoas. “Hoje, os cursos de capacitação proporcionados pelo APL nos permite desenvolver o mercado que já existe e buscar novos negócios, o que ajuda a minimizar reflexos como a queda de faturamento em função do problema da Volks”, observa Silva, que também já estuda expandir os negócios para o setor de linha branca.


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Concorrência maior estimula APLs

Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

02/09/2006 | 19:20


A crescente concorrência no campo empresarial somada à atual crise da Volkswagen forçam as empresas ligadas à indústria automobilística, especialmente as de autopeças e ferramentaria, a procurar alternativas para sobreviver no mercado. Assim, precisam desenvolver novos produtos, investir na capacitação profissional, conquistar novos clientes e maior representatividade. Diante das novas necessidades, o APL (Arranjo Produtivo Local) do Grande ABC ganha força na região.

Os APLs são aglomerações de empresas localizadas em uma mesma região, que atuam em torno de uma atividade produtiva principal. Eles ajudam a capacitar e estimular o crescimento de médias, pequenas e microempresas. A principal diferença entre o APL e uma cooperativa é a conservação da individualidade das empresas, já que elas trocam experiências, mas não padronizam o sistema. O APL que atua nas sete cidades da região é um projeto da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, que conta com o apoio técnico e financeiro do Sebrae-SP. Implantado em 2004, atualmente o arranjo conta com cerca de 2,3 mil empresas, que estão distribuídas nos setores de autopeças, ferramentaria e plásticos.

“Existe vida além da Volkswagen, o que precisamos fazer é ajudar as empresas a desenvolver novos mercados e produtos. Agora, a tendência é que a procura pelo APL na região aumente”, destaca o secretário executivo da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, Silvio Minciotti. Para aderir ao APL, a empresa só precisa entrar em contato com a agência.

À frente há cinco anos da Jormam Usinagem Ltda., empresa de usinagem leve, Jorge de Sousa Lima, diz já sentir os reflexos da crise da Volks. “Em uma semana já esperamos a queda de 20% de nosso faturamento. Temos 110 funcionários e ainda não demitimos ninguém, mas tivemos que fechar o terceiro turno”, lamenta Lima. Segundo o empresário, como o primeiro semestre foi fraco, as empresas esperavam uma retomada no segundo.

Como a APL fornece todo o apoio necessário para tornar essas empresas aptas para expandir mercado, novas estratégias já puderam ser traçadas. “A vantagem que temos ao participar do APL é que estamos capacitados a seguir altos padrões de qualidade, exigidos pela indústria automobilísticas. Quando procuramos clientes em outros setores, ganhamos a concorrência”, ressalta o empresário, que considera como uma alternativa, em longo prazo, expandir a atuação da empresa para as linhas marrom e branca.

“Há oito anos, 70% do faturamento da empresa dependia das vendas para a Volkswagen. Hoje, o arranjo nos dá condições para trabalharmos em conjunto com outras empresas da região e conquistar, assim, clientes fora do Estado de São Paulo”, destaca Sousa Lima.

Vale lembrar, que muitos pequenos e microempresários da região são ex-funcionários ou prestavam serviços às indústrias automobilísticas. É o caso de Adriano Damas da Silva, que era consultor de sistemas de qualidade, como o ISO 9000, e hoje é diretor comercial da Fledlaz Indústria Metalúrgica Ltda., uma empresa de autopeças que emprega 60 pessoas. “Hoje, os cursos de capacitação proporcionados pelo APL nos permite desenvolver o mercado que já existe e buscar novos negócios, o que ajuda a minimizar reflexos como a queda de faturamento em função do problema da Volks”, observa Silva, que também já estuda expandir os negócios para o setor de linha branca.

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