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Família teme que residência seja ‘engolida’ por cratera


Matheus Angioleto
Especial para o Diário

24/01/2017 | 07:00


 “Dependendo da chuva que der, vai desabar tudo e a gente não tem o que fazer”. A afirmação da auxiliar administrativa Eliane dos Santos, 25 anos, moradora da Rua Macaco-Prego, no bairro Recreio da Borda do Campo, em Santo André, destaca a insegurança com que a família vive, diariamente. Tudo por causa de cratera aberta próximo à residência há alguns anos.

A família aguarda apreensiva resultado de laudo de avaliação feita pela Defesa Civil do município, previsto para ficar pronto na quinta-feira. Isso porque, conforme a auxiliar administrativa, a cratera aumenta à medida em que chove. “Nem a capacidade de interditar (o imóvel) eles tiveram. Aos olhos deles a gente não corre risco, mas para minha família, corre sim”, afirma Eliane.

A moradora revelou ainda que a Defesa Civil justificou a ela que, devido à existência de bananeiras e árvores no local, não há risco de deslizamento. A auxiliar administrativa, entretanto, afirma que a cratera se aproxima de sua residência a cada dia. Atualmente, o problema está a um metro e meio de distância da casa.

Eliane conta que não tem para onde ir se algo acontecer com a residência. Dez pessoas vivem na mesma casa, que é dividida em três partes. A auxiliar administrativa mora com a mãe, marido e sobrinho em uma das casas. Ela relata que a mãe tem dificuldades para dormir por conta do problema. “Ela se desespera e não fica sozinha em casa quando chove”, diz a moradora, que não crê em solução fácil.

Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, a Prefeitura de Santo André informou, ontem, que vai encaminhar equipe para fazer nova vistoria no local e, com isso, verificar a necessidade de intervenção na área.

O Paço ressaltou também que o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), por meio da Defesa Civil, esteve no endereço por duas vezes, uma em 2012 e outra no dia 13. Nas duas ocasiões, os moradores foram orientados a instalarem tubulações ao fundo do terreno para evitar danos futuros, no entanto, a situação permanece a mesma. Conforme a nota, os moradores foram novamente orientados.

Ainda conforme a administração, durante a vistoria mais recente foi constatado que há distância de aproximadamente 20 metros entre a parte edificada e a área onde ocorreu “pequeno deslizamento”. Além disso, a Defesa Civil diz que “não encontrou perigo iminente para o imóvel”.

 



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