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Faltam remédios no Grande ABC


Valéria Cabrera
Da Redaçao

24/01/1999 | 17:44


Remédios de alto custo distribuídos gratuitamente e essenciais para combater câncer, esclerose múltipla, problemas renais e a rejeiçao a transplantes sumiram das prateleiras da Farmácia de Alto Custo, mantida em Santo André pelo Governo do Estado. O local atende pessoas de todo o Grande ABC.

Na sala de espera da farmácia está afixada uma relaçao com os nomes dos medicamentos em falta. Na última sexta-feira, 17 remédios constavam dessa lista. Sao medicamentos que garantem a sobrevivência dos que mais necessitam e chegam a custar até R$ 400 uma ampola, como os indicados para esclerose múltipla.

Os remédios começaram a faltar desde dezembro do ano passado. O diretor da DIR-2 (Direçao Regional de Saúde), Edson Antonio Pedruzzi, disse que o fornecimento deve estar normalizado até o próximo mês.

Segundo ele, a falta aconteceu devido a vários fatores. "Primeiro a quantidade adquirida pela Secretaria no mês de dezembro nao foi suficiente devido ao aumento do número de pacientes. Nao podemos fazer grandes estoques devido ao alto custo dos medicamentos", disse. "Depois vieram as férias coletivas dos fornecedores, quando nao pudemos fazer pedidos. Como se isso nao bastasse, nos primeiros dias de janeiro também nao houve como pedir os remédios porque tivemos de prestar contas antes de qualquer providência."

Pedruzzi explicou que o serviço atende atualmente uma média mensal de 2 mil pessoas, sendo necessário para isso R$ 450 mil. Quando a farmácia foi montada na regiao, eram atendidas menos da metade. "Apesar disso, esta é a primeira vez que há falta de remédios", disse.

O motorista José Rodrigues Damaceno, morador de Sao Bernardo, confirmou que esta é a primeira vez que há problemas com os medicamentos. Ele pega três tipos de remédios todo mês para sua mulher, Mindete, que tem problemas renais. Dois deles estao em falta na Farmácia de Alto Custo - Noripurun e Hemax 4.000. "O Noripurum, que custa mais barato, eu comprei, mas o Hemax 4.000 nem encontrei na farmácia."

O Diário procurou o remédio em farmácias para saber o preço, mas nenhuma tinha o medicamento. A informaçao fornecida é que esse remédio, assim como outros que constam da lista de medicamentos em falta, nao sao comercializados por farmácias.

A dona de casa Maria Ivone Moretti está há um mês procurando pelo remédio Lepron Depot 3,75, para seu pai, que tem câncer de próstata. A injeçao, que deve ser aplicada mensalmente, custa, em média, R$ 330. "No mês passado, a família se juntou para comprar o remédio."

O marido da dona de casa Elaine de Freitas precisa do medicamento Ciclosporina Neoral, usado por pessoas que fizeram transplantes de órgaos. "Nao tenho como comprar, pois cada caixa com 50 comprimidos custa R$ 260 e só dá para 12 dias."



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Faltam remédios no Grande ABC

Valéria Cabrera
Da Redaçao

24/01/1999 | 17:44


Remédios de alto custo distribuídos gratuitamente e essenciais para combater câncer, esclerose múltipla, problemas renais e a rejeiçao a transplantes sumiram das prateleiras da Farmácia de Alto Custo, mantida em Santo André pelo Governo do Estado. O local atende pessoas de todo o Grande ABC.

Na sala de espera da farmácia está afixada uma relaçao com os nomes dos medicamentos em falta. Na última sexta-feira, 17 remédios constavam dessa lista. Sao medicamentos que garantem a sobrevivência dos que mais necessitam e chegam a custar até R$ 400 uma ampola, como os indicados para esclerose múltipla.

Os remédios começaram a faltar desde dezembro do ano passado. O diretor da DIR-2 (Direçao Regional de Saúde), Edson Antonio Pedruzzi, disse que o fornecimento deve estar normalizado até o próximo mês.

Segundo ele, a falta aconteceu devido a vários fatores. "Primeiro a quantidade adquirida pela Secretaria no mês de dezembro nao foi suficiente devido ao aumento do número de pacientes. Nao podemos fazer grandes estoques devido ao alto custo dos medicamentos", disse. "Depois vieram as férias coletivas dos fornecedores, quando nao pudemos fazer pedidos. Como se isso nao bastasse, nos primeiros dias de janeiro também nao houve como pedir os remédios porque tivemos de prestar contas antes de qualquer providência."

Pedruzzi explicou que o serviço atende atualmente uma média mensal de 2 mil pessoas, sendo necessário para isso R$ 450 mil. Quando a farmácia foi montada na regiao, eram atendidas menos da metade. "Apesar disso, esta é a primeira vez que há falta de remédios", disse.

O motorista José Rodrigues Damaceno, morador de Sao Bernardo, confirmou que esta é a primeira vez que há problemas com os medicamentos. Ele pega três tipos de remédios todo mês para sua mulher, Mindete, que tem problemas renais. Dois deles estao em falta na Farmácia de Alto Custo - Noripurun e Hemax 4.000. "O Noripurum, que custa mais barato, eu comprei, mas o Hemax 4.000 nem encontrei na farmácia."

O Diário procurou o remédio em farmácias para saber o preço, mas nenhuma tinha o medicamento. A informaçao fornecida é que esse remédio, assim como outros que constam da lista de medicamentos em falta, nao sao comercializados por farmácias.

A dona de casa Maria Ivone Moretti está há um mês procurando pelo remédio Lepron Depot 3,75, para seu pai, que tem câncer de próstata. A injeçao, que deve ser aplicada mensalmente, custa, em média, R$ 330. "No mês passado, a família se juntou para comprar o remédio."

O marido da dona de casa Elaine de Freitas precisa do medicamento Ciclosporina Neoral, usado por pessoas que fizeram transplantes de órgaos. "Nao tenho como comprar, pois cada caixa com 50 comprimidos custa R$ 260 e só dá para 12 dias."

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