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38% dos trabalhadores temem as férias


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

04/02/2008 | 07:00


É justamente na hora de descansar que alguns executivos não conseguem se desligar do trabalho e ficam estressados. O principal motivo: insegurança. Recentemente, um estudo apontou que 38% dos trabalhadores de todos os níveis hierárquicos têm medo ou fobia de tirar férias.

A pesquisa, realizada pela psicóloga Ana Maria Rossi, presidente e pesquisadora da Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil) mostrou ainda que do total (38%), 46% apontaram que o receio é decorrente da empresa tomar alguma decisão enquanto não estão presentes.

Outros 32% citaram ter medo de que haja mudanças no próprio cargo ou nas atividades feitas; já 19% disseram que poderiam ser demitidos; e 3% restantes afirmaram que a empresa poderia não sentir falta do trabalho que era exercido.

“O medo de se ausentar por um tempo é fruto da insegurança. Os funcionários temem em não fazer falta na corporação, por isso precisam ficar presentes, marcando território”, comenta Ana Maria.

Por outro lado, ela explica que há pessoas que são viciadas no trabalho e que adoram incorporar o ambiente como sendo o seu pessoal.

Isso acontece porque se identificam com a atividade que fazem e se sentem satisfeitos, felizes.

“Nesses casos esses funcionários podem demorar uma média de dez dias para realmente se desligarem das empresas e começarem a aproveitar os dias de descanso”, disse Ana Maria.

Preocupação - O fato de não conseguir se desligar do trabalho ou até mesmo não tirar uns dias de férias pode acarretar em sérios problemas.

“A pessoa acaba prejudicando seu desempenho na própria empresa. É necessário que a ela possa dar uma parada no seu relógio interno, caso contrário ela vai ter exaustão mental devido a quantidade e ao ritmo de trabalho. A conseqüência é que, na maioria das vezes, a rentabilidade e atenção acaba diminuindo, e o funcionário não produz como antes”, explica a presidente da Isma.

De acordo com Ana Maria, as corporações necessitam de pessoas que dêem retorno e produzam.

Metodologia - O estudo foi aplicado no final do ano passado em 678 funcionários, entre homens e mulheres, nas cidades de São Paulo e Porto Alegre. A faixa etária foi entre 25 e 55 anos de idade.


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