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Venda de fogos de artifício tem retração no Grande ABC


Willian Novaes
Do Diário do Grande ABC

04/01/2010 | 07:03


Os comerciantes de fogos de artifício do Grande ABC tiveram queda de venda na virada de ano. Ouvidos pelo Diário, eles atribuem o prejuízo a explosão da loja de fogos Pipas e Cia, no dia 24 de setembro, na Vila Pires, em Santo André.

A retração nas vendas chegou a 40% segundo alguns deles, como o comerciante Claudio Gil, 54 anos, dono da Gil Fogos, em Mauá. As prateleiras da loja ainda estavam cheias de rojões e bombas, na tarde de sábado. Nos anos anteriores, diz ele, isso não aconteceu. No ramo há 12 anos, Gil reclama dos estragos causados pela tragédia, como a perseguição de vizinhos e a permanente fiscalização da Prefeitura de Mauá e das polícias Militar e Civil. "Agora, toda hora passa alguém para checar se estamos produzindo fogos. As pessoas compram de clandestino e falam que compraram da gente. Além dos vizinhos desconfiados", disse Gil. "Não estamos roubando e somos a maiores prejudicados, por causa dos outros", conta Lia Gil, 53, mulher de Cláudio.

Em São Caetano, o proprietário da tradicional loja de fogos Pirata, Marco Antonio Silva, 52, o Pirata, ainda não sabe qual o prejuízo em relação ao ano de 2008 e também disse que já foi perseguido pelos vizinhos.

"A nossa dificuldade foi com os distribuidores que não queriam entregar aqui no Grande ABC com medo de represálias, com certeza vendi menos. Faltou material para trabalhar", lamenta Pirata.

PROIBIDOS DE TRABALHAR - O casal Antonio Carlos e Rosa Maria Bimbatto trabalha há 30 anos vendendo fogos de artifício em Santo André. Eles tem duas lojas, nos bairros Santa Terezinha e no Parque Novo Oratório.

Os comerciantes alegam que após a explosão da loja Pipas e Cia, mesmo com os laudos dos Bombeiros e da Polícia Civil, os fiscais da Prefeitura de Santo André não permitem que eles vendam fogos.

"A Prefeitura cassou o nosso ganha pão. O que eu tenho a ver com a explosão da Vila Pires, eu nunca produzi fogos e sempre trabalhei com todas as licenças e laudos necessários. Será que é pedir muito para trabalhar", questiona Antonio.

A Prefeitura de Santo André informou ontem que não teria condições de levantar o processo de alvará das lojas do casal no fim de semana porque não houve expediente nas repartições públicas.

Explosão causou duas mortes e deixou 15 feridos

A tragédia da Vila Pires, na Rua Américo Guazelli, ocorreu, por volta das 12h30, do dia 24 de setembro. O estoque da loja de fogos Pipas e Cia, que pertencia ao comerciante Sandro Luiz Castellani, 41 anos, explodiu e o impacto destruiu quatro casas, além de atingir parcialmente outras 30 e deixou 15 pessoas feridas e duas mortas.

Atualmente Sandro e a sua mulher Conceição Fernandes, 41, vendem pipas, linhas, ovos caipiras e, ironicamente, camisetas da grife Explosão, na garagem da residência do casal na Vila Humaitá, em Santo André. Apenas quatro famílias que tiveram as casas destruídas tiveram o imóvel reformado pela Prefeitura.



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