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EUA não ligam acidente a atentado terrorista


Tatiana Freitas
Do Diário OnLine

13/11/2001 | 00:30


"Foi um acidente." Embora as autoridades norte-americanas admitam que ainda é cedo para tirar conclusões sobre o que aconteceu com o Airbus A-300 da American Airlines, nesta segunda-feira, em Nova York, elas afirmam que, até agora, tudo leva a crer que a queda da aeronave foi provocada por um problema técnico. Assim, a possibilidade de um novo ataque terrorista fica cada vez mais afastada, apesar das ameaças da Al Qaeda sobre incessantes ataques a vôos comerciais.

O governador de Nova York, George Pataki, afirmou que investigadores acreditam que o piloto sabia que havia alguma coisa errada antes da queda. Segundo Pataki, ele fez vôos sobre a Baía da Jamaica — próxima a Qeens — antes da explosão para jogar gasolina fora, o que significa que havia algum problema mecânico na aeronave. “Fomos avisados de que o piloto jogou combustível fora antes da queda, o que leva a crer que sabia que havia uma significativa falha no avião”.

No entanto, o Conselho Nacional de Segurança de Transportes informou que o piloto não fez comunicação emergencial com a torre do aeroporto John Fitzgerald Kennedy, de onde partiu a aeronave. Logo após o acidente, surgiram informações de que o contato entre a torre e o piloto foi cortado quatro minutos após a decolagem. Mais tarde, porém, as autoridades não confirmaram a informação.

O prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, foi até o bairro de Queens para conferir de perto a situação. Segundo Giuliani, não há indícios de que o caso seja mais um atentado terrorsta. Ele contou que ouviu depoimento de testemunhas, e que eles foram contraditórios. Ele ressaltou, porém, que a maioria disse que houve explosão antes do avião cair. Os moradores do bairro disseram que o motor se soltou da fuzilagem antes de cair e que a aeronave tinha dificuldade de subir.

O FBI, a Polícia Federal norte-americana, não descarta qualquer hipótese e prosseguirá com investigações para descobrir se a queda foi provocada somente por uma falha técnica. O secretário de Estado americano, Collin Powell, também afirmou que, aparentemente, a queda do Airbus foi um acidente.

A Casa Branca preferiu não dar palpite sobre a causa da queda. O porta-voz da presidência americana, Ari Fleisher, afirmou que ainda é muito cedo para concluir algo e que tudo indica que o caso trata-se de uma fatalidade. Ele disse ainda que as autoridades não receberam qualquer tipo de ameaça nos últimos dias.

Só será possível descobrir a causa do acidente com a análise das caixas-pretas. Na noite desta segunda-feira as duas foram encontradas. Primeiro foi localizada a caixa que registra a utilização dos instrumentos de bordo. No final da noite, a segunda — que registra a conversa entre os pilotos — foi encontrada e enviada a Washington, onde será analisada pela Agência Nacional de Segurança nos Transportes.



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