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Botujuru quer mudança no Rodoanel


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

31/12/2004 | 12:10


Moradores do Botujuru, bairro de São Bernardo encravado em meio a uma reserva de mananciais, no entorno da represa Billings, se mobilizaram para alterar o traçado do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas. Orçada em R$ 2,61 bilhões, a estrada interligará a avenida Papa João XXIII, no bairro Sertãozinho, em Mauá, à rodovia Régis Bittencourt, na zona Oeste da capital, cortando de ponta a ponta o Botujuru. A previsão é que a obra comece no primeiro semestre de 2005.

A associação de moradores do bairro estima que cerca de 50 chácaras sejam desapropriadas para a passagem da rodovia. “Além disso, o bairro é uma das poucas áreas verdes que ainda restam no Estado. Com a construção da rodovia, várias árvores devem ser derrubadas e os animais que circulam por aqui serão afetados”, afirma a comerciante Augustina Cid Mascarenhas, 47 anos, vice-presidente da associação.

Na tentativa de sensibilizar o governo do Estado, que está à frente da obra, os moradores organizaram um abaixo-assinado para tentar alterar o traçado da rodovia. Já foram coletadas assinaturas de 3,5 mil pessoas. Até o próximo dia 7, a meta é obter outras 1,5 mil. Data em que termina o prazo estipulado pelo Estado para o envio de sujestões.

A intenção do grupo é encaminhar o abaixo-assinado à Assembléia Legislativa para que a alteração do traçado seja lei estadual. Ontem, o Diário tentou entrar em contato com o deputado estadual Orlando Morando, que representa São Bernardo, mas não o encontrou.

As primeiras assinaturas do documento são dos 600 moradores do Botujuru. No início da semana, a estratégia mudou e o grupo se espalhou por supermercados do Centro de São Bernardo para buscar outros adeptos à mudança de traçado da rodovia.

Chegou a ser cogitada a captação de assinaturas em estradas. Especialmente no sistema Anchieta-Imigrantes, principal corredor que interliga o Grande ABC à Baixada Santista. A intenção dos moradores era aproveitar a provável lentidão no tráfego de veículos que seguissem hoje ao litoral no início das férias para chamar a atenção do movimento e coletar assinaturas. Uma decisão da Justiça frustrou a manifestação.

O documento foi despachado pela juíza Fátima Aparecida Douverny, de São Bernardo, a pedido da Ecovias, que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, e impõe multa de R$ 5 mil aos líderes do movimento a cada hora que dure a manifestação nas rodovias. “Apesar disso, acredito que não teremos dificuldade para conseguir as assinaturas que precisamos”, afirma a vice-presidente da associação, Augustina Mascarenhas.

A Secretaria Estadual dos Transportes, que coordena o projeto do Rodoanel-Sul, garantiu que todas as críticas ao projeto que forem encaminhadas à pasta até o dia 7 de janeiro serão analisadas. No entanto, não há garantia de alteração.

Caso o projeto seja mantido, a nova estrada passará pela chácara do químico aposentado Francisco Carlos Torre, 49 anos. “Já perdi a conta do dinheiro que investi no imóvel. Estava pensando em fazer outras melhorias, mas agora minha vontade é abandonar tudo. Espero que pelo menos façam uma boa avaliação do meu imóvel, para que eu não saia prejudicado com a desapropriação.”



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