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Candidaturas começam a ser contestadas no TRE-SP

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Jornalista pede impugnação de Kiko em Ribeirão; MP Eleitoral aponta para projeto de Auricchio


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

02/10/2020 | 00:01


Começou a leva de pedidos de impugnação de registros de candidatos do Grande ABC na eleição deste ano. Um jornalista morador de Rio Grande da Serra questionou na Justiça Eleitoral a candidatura à reeleição do prefeito de Ribeirão Pires, Adler Kiko Teixeira (PSDB). O Ministério Público Eleitoral de São Caetano, por sua vez, contestou a tentativa de reeleição do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB). As requisições de impugnação serão analisadas pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), órgão competente para avaliar a condição jurídica.

Márcio de Andrade Prado, conhecido como Peninha, citou a condenação confirmada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) de Kiko em caso que remonta a 2008, quando ele era prefeito de Rio Grande da Serra. À época, o tucano nomeou Anderson Meira Lopes, filho do então secretário de Administração, Luiz Castilho Lopes, para um cargo no governo. Como configurou-se nepotismo, ele exonerou Lopes. Porém, segundo o MP, houve realocação de Lopes indiretamente no Paço, uma vez que ele foi contratado para trabalhar na empresa BV Service Informática Ltda, prestadora de serviço da Prefeitura de Rio Grande.

No mês passado, ao Diário, Kiko assegurou ter condições jurídicas de concorrer ao segundo mandato de prefeito em Ribeirão Pires – se eleito, bate recorde ao ter quatro governos no Executivo, contabilizando os dois em Rio Grande. “Esse questionamento (jurídico) me acompanha desde 2008. Em 2014, falaram que não seria candidato a deputado federal. Fui, tive 31.720 votos. Dois anos depois, falaram que não seria candidato em Ribeirão Pires. Fui e ganhei. Recorrer a isso mostra a fragilidade dos adversários, das propostas”, disse Kiko, à ocasião. “Não fui condenado por ato doloso ou de má-fé e não posso ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Se pairasse alguma dúvida (jurídica) eu sequer seria candidato.”

Em São Caetano, o promotor eleitoral José Roberto Fumach Júnior pleiteou a impugnação de Auricchio citando a condenação eleitoral que o tucano sofreu por captação ilícita de recursos na campanha de 2016, quando retornou ao Palácio da Cerâmica. Auricchio conquistou recentemente recurso especial que o mantém na cadeira e com direitos políticos ativos. 



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Candidaturas começam a ser contestadas no TRE-SP

Jornalista pede impugnação de Kiko em Ribeirão; MP Eleitoral aponta para projeto de Auricchio

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

02/10/2020 | 00:01


Começou a leva de pedidos de impugnação de registros de candidatos do Grande ABC na eleição deste ano. Um jornalista morador de Rio Grande da Serra questionou na Justiça Eleitoral a candidatura à reeleição do prefeito de Ribeirão Pires, Adler Kiko Teixeira (PSDB). O Ministério Público Eleitoral de São Caetano, por sua vez, contestou a tentativa de reeleição do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB). As requisições de impugnação serão analisadas pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), órgão competente para avaliar a condição jurídica.

Márcio de Andrade Prado, conhecido como Peninha, citou a condenação confirmada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) de Kiko em caso que remonta a 2008, quando ele era prefeito de Rio Grande da Serra. À época, o tucano nomeou Anderson Meira Lopes, filho do então secretário de Administração, Luiz Castilho Lopes, para um cargo no governo. Como configurou-se nepotismo, ele exonerou Lopes. Porém, segundo o MP, houve realocação de Lopes indiretamente no Paço, uma vez que ele foi contratado para trabalhar na empresa BV Service Informática Ltda, prestadora de serviço da Prefeitura de Rio Grande.

No mês passado, ao Diário, Kiko assegurou ter condições jurídicas de concorrer ao segundo mandato de prefeito em Ribeirão Pires – se eleito, bate recorde ao ter quatro governos no Executivo, contabilizando os dois em Rio Grande. “Esse questionamento (jurídico) me acompanha desde 2008. Em 2014, falaram que não seria candidato a deputado federal. Fui, tive 31.720 votos. Dois anos depois, falaram que não seria candidato em Ribeirão Pires. Fui e ganhei. Recorrer a isso mostra a fragilidade dos adversários, das propostas”, disse Kiko, à ocasião. “Não fui condenado por ato doloso ou de má-fé e não posso ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Se pairasse alguma dúvida (jurídica) eu sequer seria candidato.”

Em São Caetano, o promotor eleitoral José Roberto Fumach Júnior pleiteou a impugnação de Auricchio citando a condenação eleitoral que o tucano sofreu por captação ilícita de recursos na campanha de 2016, quando retornou ao Palácio da Cerâmica. Auricchio conquistou recentemente recurso especial que o mantém na cadeira e com direitos políticos ativos. 

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