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Com medo de assaltos, moradores aguardam ônibus no quintal de casa

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Comunidade do Jardim Oratório, em Mauá, denuncia ação de criminosos nos pontos


Bianca Barbosa

09/05/2018 | 07:00


O medo faz parte da vida dos moradores do Jardim Oratório, em Mauá, que utilizam transporte público. Na Rua Rio de Janeiro, ponto de ônibus tem sido evitado pela vizinhança, tendo em vista o alto índice de assaltos, principalmente nas primeiras horas da manhã e à noite.

Uma das moradoras, que preferiu não se identificar, aguarda pelo coletivo na garagem de casa, devido ao receio de se tornar alvo da criminalidade pela terceira vez – a mulher foi assaltada duas vezes na mesma semana, nos dias 17 e 20 de abril. Ela, inclusive, permite que vizinhas esperem pelo transporte público ao seu lado. A rotina já é, inclusive, combinada com o motorista do ônibus, que buzina para as passageiras para avisar sua chegada. 

Apesar da grande quantidade de bares e mercados na via, o local é pouco movimentado. 

A vendedora Verônica de Oliveira, 21 anos, caminhava a passos rápidos no momento em que foi abordada pela equipe do Diário. “Nunca fui assaltada, mas ando sempre correndo. Não dou mole. O ônibus aqui passa de meia em meia hora, às vezes demora uns 40 minutos. Isso ajuda a piorar a situação”, relatou. 

Ao contrário da maioria dos vizinhos, o balconista Cândido Silveira Rios, 56, que vive na região há quase 20 anos, disse que sempre escuta boatos de assaltos, apesar de nunca ter presenciado. “Acho que é porque eu abro tarde, lá paras as 10h. Mas nos pontos de cima da ladeira eu sei que acontece direto, sempre comentam”, afirmou.

“Já nem compro mais celular, filha. Para quê? Para levarem sem eu poder fazer nada?”, revolta-se a dona de casa Maria Alice Gouveia, 65. A mulher já foi assaltada duas vezes no local. Em uma das ocasiões, há três anos, enquanto se deslocava até o médico, foi abordada por criminosos e ameaçada com uma faca. No ano passado, estava no ponto de ônibus com outras duas pessoas, por volta das 8h, quando assaltantes levaram sua bolsa e pertences. “A pior sensação foi a do segundo assalto, com a arma virada para a gente. Ninguém respeita ninguém hoje em dia”, enfatizou.

Em novembro, a Polícia Militar informou que havia intensificado o policiamento no bairro por meio de ações, como as de visibilidade, saturação e bloqueio. Questionados ontem, Prefeitura e SSP (Secretaria da Segurança Pública) não se pronunciaram até o fechamento desta edição. 



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Com medo de assaltos, moradores aguardam ônibus no quintal de casa

Comunidade do Jardim Oratório, em Mauá, denuncia ação de criminosos nos pontos

Bianca Barbosa

09/05/2018 | 07:00


O medo faz parte da vida dos moradores do Jardim Oratório, em Mauá, que utilizam transporte público. Na Rua Rio de Janeiro, ponto de ônibus tem sido evitado pela vizinhança, tendo em vista o alto índice de assaltos, principalmente nas primeiras horas da manhã e à noite.

Uma das moradoras, que preferiu não se identificar, aguarda pelo coletivo na garagem de casa, devido ao receio de se tornar alvo da criminalidade pela terceira vez – a mulher foi assaltada duas vezes na mesma semana, nos dias 17 e 20 de abril. Ela, inclusive, permite que vizinhas esperem pelo transporte público ao seu lado. A rotina já é, inclusive, combinada com o motorista do ônibus, que buzina para as passageiras para avisar sua chegada. 

Apesar da grande quantidade de bares e mercados na via, o local é pouco movimentado. 

A vendedora Verônica de Oliveira, 21 anos, caminhava a passos rápidos no momento em que foi abordada pela equipe do Diário. “Nunca fui assaltada, mas ando sempre correndo. Não dou mole. O ônibus aqui passa de meia em meia hora, às vezes demora uns 40 minutos. Isso ajuda a piorar a situação”, relatou. 

Ao contrário da maioria dos vizinhos, o balconista Cândido Silveira Rios, 56, que vive na região há quase 20 anos, disse que sempre escuta boatos de assaltos, apesar de nunca ter presenciado. “Acho que é porque eu abro tarde, lá paras as 10h. Mas nos pontos de cima da ladeira eu sei que acontece direto, sempre comentam”, afirmou.

“Já nem compro mais celular, filha. Para quê? Para levarem sem eu poder fazer nada?”, revolta-se a dona de casa Maria Alice Gouveia, 65. A mulher já foi assaltada duas vezes no local. Em uma das ocasiões, há três anos, enquanto se deslocava até o médico, foi abordada por criminosos e ameaçada com uma faca. No ano passado, estava no ponto de ônibus com outras duas pessoas, por volta das 8h, quando assaltantes levaram sua bolsa e pertences. “A pior sensação foi a do segundo assalto, com a arma virada para a gente. Ninguém respeita ninguém hoje em dia”, enfatizou.

Em novembro, a Polícia Militar informou que havia intensificado o policiamento no bairro por meio de ações, como as de visibilidade, saturação e bloqueio. Questionados ontem, Prefeitura e SSP (Secretaria da Segurança Pública) não se pronunciaram até o fechamento desta edição. 

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