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Greve em fábrica no Interior afeta montadoras da região

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Trabalhadores de empresa de autopeças ficaram parados por 19 dias; produção na Ford está suspensa desde quinta


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

01/12/2015 | 07:00


Greve de funcionários da empresa de autopeças Intertrim, localizada em Caçapava, no Interior, afetou a produção de pelo menos duas das seis montadoras com unidades no Grande ABC. A paralisação durou 19 dias e chegou ao fim ontem. Mesmo assim, o fornecimento de materiais para as indústrias automotivas só deverá ser normalizado ao longo da semana, conforme os estoques forem sendo regularizados.

A Ford, que tem fábrica em São Bernardo, interrompeu a produção na quinta-feira. A linha de montagem continuará suspensa hoje e a empresa ainda não tem previsão de retorno. A planta do Grande ABC gera cerca de 44 automóveis e 14 caminhões por hora.

Na Toyota, que também tem unidade em São Bernardo, não houve paralisação das atividades. Entretanto, a empresa reconhece que a produção do modelo Corolla sofreu atrasos em razão da falta de peças. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, nas demais montadoras da cidade – Scania, Mercedes-Benz e Volkswagen – as linhas de montagem não foram afetadas. A General Motors, de São Caetano, também funcionou normalmente ontem.

A Intertrim produz revestimento para o teto dos veículos, além de assentos, elementos utilizados nas portas e outros itens relacionados a acabamento interno. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos informa que a greve foi encerrada depois que a companhia propôs reajuste salarial de 11%. Segundo a entidade, a autopeças, que pertence ao grupo espanhol Antolin, também fornece peças para as marcas Honda e Hyundai.

FÉRIAS COLETIVAS

Para tentar reduzir os estoques, as montadoras do Grande ABC darão férias coletivas para os trabalhadores entre este mês e o início de janeiro. A Scania e a Mercedes-Benz, ambas fabricantes de ônibus e caminhões, ficarão paradas pelos maiores períodos: 36 e 35 dias corridos, respectivamente. A produção da General Motors será paralisada no dia 24 e o retorno das atividades está programado para 17 de janeiro. Na Volkswagen, os operários terão folga remunerada de 17 dezembro até o dia 5 do mês que vem. Já a Ford deixará de produzir automóveis de 9 a 19 de janeiro, enquanto a montagem de caminhões será interrompida entre os dias 9 e 27 de dezembro. A Toyota dará férias aos metalúrgicos no dia 28. A data prevista para retorno é 11 de janeiro.

O objetivo das paradas é tentar ajustar a produção de veículos em razão da baixa demanda. O último balanço da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostra que as vendas de caminhões no Brasil em 2015 tiveram queda de 45% ante o mesmo período de 2014, recuando ao patamar de 1999. Considerando a fabricação total do setor – incluindo automóveis e picapes – a produção foi 21% inferior ao que foi registrado do ano passado, chegando a 2,11 milhões de unidades nos dez primeiros meses de 2015.

A consequência da queda nas vendas é o acúmulo de veículos nos pátios: até o fim de outubro, a entidade estimava que 340,6 mil unidades estavam estocadas em todo o País, o que, em condições normais de mercado, demoraria aproximadamente 53 dias para ser comercializado. Em setembro, o volume disponível para pronta-entrega levaria 51 dias para ser desovado.

A queda nas vendas é consequência da diminuição no poder de compra da população, além das restrições ao crédito impostas pelas instituições financeiras, que temem a inadimplência. O setor também foi prejudicado com a retomada das alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), a partir de janeiro de 2015, o que diminuiu a procura por parte dos consumidores.

Apesar do fraco desempenho do mercado interno, as fabricantes de veículos registraram aumento de 17% nas exportações nos dez primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2014. Foram 333 mil unidades vendidas ao Exterior de janeiro a outubro, sendo que a maior parte (227 mil) é enviada para a Argentina. 



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Greve em fábrica no Interior afeta montadoras da região

Trabalhadores de empresa de autopeças ficaram parados por 19 dias; produção na Ford está suspensa desde quinta

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

01/12/2015 | 07:00


Greve de funcionários da empresa de autopeças Intertrim, localizada em Caçapava, no Interior, afetou a produção de pelo menos duas das seis montadoras com unidades no Grande ABC. A paralisação durou 19 dias e chegou ao fim ontem. Mesmo assim, o fornecimento de materiais para as indústrias automotivas só deverá ser normalizado ao longo da semana, conforme os estoques forem sendo regularizados.

A Ford, que tem fábrica em São Bernardo, interrompeu a produção na quinta-feira. A linha de montagem continuará suspensa hoje e a empresa ainda não tem previsão de retorno. A planta do Grande ABC gera cerca de 44 automóveis e 14 caminhões por hora.

Na Toyota, que também tem unidade em São Bernardo, não houve paralisação das atividades. Entretanto, a empresa reconhece que a produção do modelo Corolla sofreu atrasos em razão da falta de peças. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, nas demais montadoras da cidade – Scania, Mercedes-Benz e Volkswagen – as linhas de montagem não foram afetadas. A General Motors, de São Caetano, também funcionou normalmente ontem.

A Intertrim produz revestimento para o teto dos veículos, além de assentos, elementos utilizados nas portas e outros itens relacionados a acabamento interno. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos informa que a greve foi encerrada depois que a companhia propôs reajuste salarial de 11%. Segundo a entidade, a autopeças, que pertence ao grupo espanhol Antolin, também fornece peças para as marcas Honda e Hyundai.

FÉRIAS COLETIVAS

Para tentar reduzir os estoques, as montadoras do Grande ABC darão férias coletivas para os trabalhadores entre este mês e o início de janeiro. A Scania e a Mercedes-Benz, ambas fabricantes de ônibus e caminhões, ficarão paradas pelos maiores períodos: 36 e 35 dias corridos, respectivamente. A produção da General Motors será paralisada no dia 24 e o retorno das atividades está programado para 17 de janeiro. Na Volkswagen, os operários terão folga remunerada de 17 dezembro até o dia 5 do mês que vem. Já a Ford deixará de produzir automóveis de 9 a 19 de janeiro, enquanto a montagem de caminhões será interrompida entre os dias 9 e 27 de dezembro. A Toyota dará férias aos metalúrgicos no dia 28. A data prevista para retorno é 11 de janeiro.

O objetivo das paradas é tentar ajustar a produção de veículos em razão da baixa demanda. O último balanço da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostra que as vendas de caminhões no Brasil em 2015 tiveram queda de 45% ante o mesmo período de 2014, recuando ao patamar de 1999. Considerando a fabricação total do setor – incluindo automóveis e picapes – a produção foi 21% inferior ao que foi registrado do ano passado, chegando a 2,11 milhões de unidades nos dez primeiros meses de 2015.

A consequência da queda nas vendas é o acúmulo de veículos nos pátios: até o fim de outubro, a entidade estimava que 340,6 mil unidades estavam estocadas em todo o País, o que, em condições normais de mercado, demoraria aproximadamente 53 dias para ser comercializado. Em setembro, o volume disponível para pronta-entrega levaria 51 dias para ser desovado.

A queda nas vendas é consequência da diminuição no poder de compra da população, além das restrições ao crédito impostas pelas instituições financeiras, que temem a inadimplência. O setor também foi prejudicado com a retomada das alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), a partir de janeiro de 2015, o que diminuiu a procura por parte dos consumidores.

Apesar do fraco desempenho do mercado interno, as fabricantes de veículos registraram aumento de 17% nas exportações nos dez primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2014. Foram 333 mil unidades vendidas ao Exterior de janeiro a outubro, sendo que a maior parte (227 mil) é enviada para a Argentina. 

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