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Empresa suíça quer processar Yeltsin por inadimplência


Do Diário do Grande ABC

19/11/1999 | 11:43


O dono da empresa suíça Mabetex, envolvida em um escândalo de corrupçao no Kremlin, quer processar o governo do presidente da Rússia, Boris Yeltsin, por inadimplência. Beghjet Pacolli disse ao jornal russo Vedomosti que o departamento encarregado de administrar as propriedades do Kremlin nao pagou os empréstimos feitos por investidores privados da Suíça e da Inglaterra.

Os empréstimos foram usados para que a Mabetex reconstruísse um hotel no centro de Moscou, o Golden Ring-Swiss Diamond, de propriedade do Kremlin. Pacolli afirmou que o Kremlin nao saldou, até o momento, quatro parcelas do empréstimo de US$ 60 milhoes obtido pela Mabetex. O empresário disse ao Vedomosti que ''ninguém planeja devolver`` o dinheiro.

Beghjet Pacolli está envolvido em denúncias sobre corrupçao em altas esferas do Kremlin. As autoridades suíças invadiram, em janeiro, a sede da Mabetex em Lugano, por suspeitar que vários funcionários russos, entre eles Pavel Borodin, chefe do departamento encarregado de administrar imóveis do Kremlin, haviam aceitado propinas em troca de ajudar a empresa a obter contratos para a reforma da sede do governo russo. Tanto Borodin como Pacolli negaram as acusaçoes.

Meios de imprensa russos e estrangeiros denunciaram que a Mabetex conseguiu cartoes de crédito para Yeltsin e sua família. O Kremlin desmentiu as acusaçoes.

Nesta quinta, o principal tribunal da Suíça revelou que a promotoria da Rússia acusou Borodin de ter recebido US$ 11 milhoes em subornos. A corte também disse que a promotoria russa havia acusado a Mabetex de cobrar do Kremlin entre 30 e 50 por cento a mais do que o estipulado originalmente, a fim de cobrir o pagamento de propinas.



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Empresa suíça quer processar Yeltsin por inadimplência

Do Diário do Grande ABC

19/11/1999 | 11:43


O dono da empresa suíça Mabetex, envolvida em um escândalo de corrupçao no Kremlin, quer processar o governo do presidente da Rússia, Boris Yeltsin, por inadimplência. Beghjet Pacolli disse ao jornal russo Vedomosti que o departamento encarregado de administrar as propriedades do Kremlin nao pagou os empréstimos feitos por investidores privados da Suíça e da Inglaterra.

Os empréstimos foram usados para que a Mabetex reconstruísse um hotel no centro de Moscou, o Golden Ring-Swiss Diamond, de propriedade do Kremlin. Pacolli afirmou que o Kremlin nao saldou, até o momento, quatro parcelas do empréstimo de US$ 60 milhoes obtido pela Mabetex. O empresário disse ao Vedomosti que ''ninguém planeja devolver`` o dinheiro.

Beghjet Pacolli está envolvido em denúncias sobre corrupçao em altas esferas do Kremlin. As autoridades suíças invadiram, em janeiro, a sede da Mabetex em Lugano, por suspeitar que vários funcionários russos, entre eles Pavel Borodin, chefe do departamento encarregado de administrar imóveis do Kremlin, haviam aceitado propinas em troca de ajudar a empresa a obter contratos para a reforma da sede do governo russo. Tanto Borodin como Pacolli negaram as acusaçoes.

Meios de imprensa russos e estrangeiros denunciaram que a Mabetex conseguiu cartoes de crédito para Yeltsin e sua família. O Kremlin desmentiu as acusaçoes.

Nesta quinta, o principal tribunal da Suíça revelou que a promotoria da Rússia acusou Borodin de ter recebido US$ 11 milhoes em subornos. A corte também disse que a promotoria russa havia acusado a Mabetex de cobrar do Kremlin entre 30 e 50 por cento a mais do que o estipulado originalmente, a fim de cobrir o pagamento de propinas.

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