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Alaíde demite braço direito de Atila e abre guerra em Mauá

EBC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeita em exercício exonera Márcio de Souza da chefia de Gabinete e escancara crise com grupo do chefe do Executivo afastado da cidade


Raphael Rocha
Daniel Tossato

30/06/2018 | 07:30


A prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), exonerou ontem um dos principais aliados do prefeito afastado, Atila Jacomussi (PSB), o que representa o maior sinal de rompimento entre os grupos. Chefe de Gabinete e secretário de Comunicação desde o início da gestão, em 1º de janeiro de 2017, Márcio de Souza (PSB) foi desligado ontem da administração e deve ser o primeiro de uma série de cortes de comissionados indicados por Atila.

Desde que tomou posse interinamente, na primeira quinzena de maio, após Atila ser preso, Alaíde evitava mirar os funcionários próximos do socialista. Ela demitiu indicados do ex-genro José Carlos Orosco Júnior (PDT) e promoveu a contratação de gente próxima ao clã Damo. Essa movimentação tinha sido vista com desconfiança pelo grupo de Atila, porém, considerada justificável.

As especulações sobre a exoneração de Márcio se espalhavam pelo meio político da cidade há duas semanas, mas sem sua efetivação. Tanto que muita gente foi pega de surpresa ontem à tarde quando Alaíde assinou a portaria de desligamento do socialista.

Segundo o secretário de Governo, Antônio Carlos de Lima (PRTB), a demissão de Márcio teve “caráter técnico-administrativo”. “Não há nada que desabone o ex-secretário. Foi uma decisão administrativa.”

Márcio, por sua vez, reagiu à demissão. “Saio de cabeça erguida, com sensação de dever cumprido. O povo de Mauá está ansioso para o retorno do Atila, um prefeito filho de Mauá. Eles (Damo) querem acordo. Nosso acordo foi com o povo. Eles estão acostumados com o tapetão”, disparou o socialista, relembrando a eleição de 2004. À época, Márcio Chaves (então no PT, hoje no PSD e secretário de Saúde de Santo André) rivalizou o pleito com Leonel Damo (marido de Alaíde). A três dias do segundo turno e líder nas pesquisas de intenções de voto, Chaves teve candidatura impugnada por abuso de poder econômico. A batalha jurídica se arrastou por 11 meses até que Leonel, segundo colocado, foi declarado vencedor daquela eleição.

Nos bastidores da política local, a demissão de Márcio é encarada como certeza que o grupo dos Damo tem para que Atila não retorne ao Paço. Apesar de estar solto desde o dia 15, o socialista foi impedido pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região de exercer o cargo e até mesmo de pisar na Prefeitura. Os advogados do prefeito afastado entraram com pedido de reconsideração dessas medidas cautelares, mas até agora o TRF-3 não acatou o requerimento.

MAIS NOMES

Assim que o desligamento de Márcio de Souza foi confirmado, outros nomes ligados a Atila foram especulados para serem demitidos. O principal deles é o de Israel Aleixo, conhecido como Bel, superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá).

Advogado, Bel é assessor de Atila desde a época em que ele era vereador – entre 2005 e 2012 – e hoje preside o PSB em Mauá.

Outro nome próximo da família Jacomussi, Paulo Sérgio Pereira (PRP) também está na mira, porém, como ele hoje está à frente da Arsep (Agência Reguladora de Serviços Públicos), detém mandato – somente uma renúncia o tiraria da vaga. 



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Alaíde demite braço direito de Atila e abre guerra em Mauá

Prefeita em exercício exonera Márcio de Souza da chefia de Gabinete e escancara crise com grupo do chefe do Executivo afastado da cidade

Raphael Rocha
Daniel Tossato

30/06/2018 | 07:30


A prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), exonerou ontem um dos principais aliados do prefeito afastado, Atila Jacomussi (PSB), o que representa o maior sinal de rompimento entre os grupos. Chefe de Gabinete e secretário de Comunicação desde o início da gestão, em 1º de janeiro de 2017, Márcio de Souza (PSB) foi desligado ontem da administração e deve ser o primeiro de uma série de cortes de comissionados indicados por Atila.

Desde que tomou posse interinamente, na primeira quinzena de maio, após Atila ser preso, Alaíde evitava mirar os funcionários próximos do socialista. Ela demitiu indicados do ex-genro José Carlos Orosco Júnior (PDT) e promoveu a contratação de gente próxima ao clã Damo. Essa movimentação tinha sido vista com desconfiança pelo grupo de Atila, porém, considerada justificável.

As especulações sobre a exoneração de Márcio se espalhavam pelo meio político da cidade há duas semanas, mas sem sua efetivação. Tanto que muita gente foi pega de surpresa ontem à tarde quando Alaíde assinou a portaria de desligamento do socialista.

Segundo o secretário de Governo, Antônio Carlos de Lima (PRTB), a demissão de Márcio teve “caráter técnico-administrativo”. “Não há nada que desabone o ex-secretário. Foi uma decisão administrativa.”

Márcio, por sua vez, reagiu à demissão. “Saio de cabeça erguida, com sensação de dever cumprido. O povo de Mauá está ansioso para o retorno do Atila, um prefeito filho de Mauá. Eles (Damo) querem acordo. Nosso acordo foi com o povo. Eles estão acostumados com o tapetão”, disparou o socialista, relembrando a eleição de 2004. À época, Márcio Chaves (então no PT, hoje no PSD e secretário de Saúde de Santo André) rivalizou o pleito com Leonel Damo (marido de Alaíde). A três dias do segundo turno e líder nas pesquisas de intenções de voto, Chaves teve candidatura impugnada por abuso de poder econômico. A batalha jurídica se arrastou por 11 meses até que Leonel, segundo colocado, foi declarado vencedor daquela eleição.

Nos bastidores da política local, a demissão de Márcio é encarada como certeza que o grupo dos Damo tem para que Atila não retorne ao Paço. Apesar de estar solto desde o dia 15, o socialista foi impedido pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região de exercer o cargo e até mesmo de pisar na Prefeitura. Os advogados do prefeito afastado entraram com pedido de reconsideração dessas medidas cautelares, mas até agora o TRF-3 não acatou o requerimento.

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Assim que o desligamento de Márcio de Souza foi confirmado, outros nomes ligados a Atila foram especulados para serem demitidos. O principal deles é o de Israel Aleixo, conhecido como Bel, superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá).

Advogado, Bel é assessor de Atila desde a época em que ele era vereador – entre 2005 e 2012 – e hoje preside o PSB em Mauá.

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