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Marido de paciente reage à crítica do Estado


Adriana Gomes
Do Diário do Grande ABC

29/10/2005 | 08:30


O marido da paciente de São Bernardo que causa polêmica pelo fato de ter recebido fígado na frente de 634 pessoas que estão na fila do Estado, por conta de uma liminar conseguida na Justiça, disse sexta-feira ao Diário que o secretário da Saúde Estadual, Luiz Roberto Barradas Barata, "está manipulando informações para defender a ordem cronológica dos transplantes". "A maioria dos pacientes e médicos não defende mais esse critério. A prova de que todos querem passar a priorizar a gravidade é que a Câmara Técnica do Fígado, formada pelo próprio governo do Estado, aprovou desde março a mudança do critério. Só não sei o porquê disso não ter entrado em vigor ainda", afirma o comerciante Vagner Jimenes, 40 anos, marido de Eliane Jimenes, 39, que passou pelo transplante no início da semana.

A Secretaria de Estado da Saúde não funcionou sexta-feira, devido ao feriado do funcionalismo público, assim, não foi possível expor ao secretário Barradas Barata a denúncia de Jimenes. Em entrevista à reportagem quinta-feira, ele afirmou que o atual critério funciona, apesar de 455 pacientes terem morrido, apenas neste ano, esperando na fila pelo transplante. "Muitas dessas pessoas vêm de outros Estados para morar em São Paulo e receber o órgão. A fila é um problema em todo o mundo. Estamos trabalhando na conscientização da população. Já distribuimos 40 mil adesivos de incentivo à doação e mais 40 mil estão sendo confeccionados", declarou o secretário na quinta-feira.

Jimenez forneceu ao Diário a liminar da juíza Fátima Douverny, do 8º Ofício do Fórum de São Bernardo. Ela não quis dar declarações à reportagem alegando restrições relativas à Lei Orgânica da Magistratura. O teor do documento deixa claro que Eliane teria prioridade desde que à sua frente não houvesse nenhum outro paciente com estado de saúde igual ou pior. "Há pacientes reclamando que estão em estado mais grave, mas permanecem em casa. Minha esposa já estava internada em estado gravíssimo, com risco de morte iminente devido à cirrose biliar. Tanto é que, depois do transplante, teve várias complicações e já passou por outras duas cirurgias. Os médicos dizem que a chance de ela é pequena, mas acredito que ela vai sobreviver para mostrar a todos a verdade, pois se ela tivesse sido operada há 10 dias, esse quadro poderia ser diferente", diz Vagner Jimenez.



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Marido de paciente reage à crítica do Estado

Adriana Gomes
Do Diário do Grande ABC

29/10/2005 | 08:30


O marido da paciente de São Bernardo que causa polêmica pelo fato de ter recebido fígado na frente de 634 pessoas que estão na fila do Estado, por conta de uma liminar conseguida na Justiça, disse sexta-feira ao Diário que o secretário da Saúde Estadual, Luiz Roberto Barradas Barata, "está manipulando informações para defender a ordem cronológica dos transplantes". "A maioria dos pacientes e médicos não defende mais esse critério. A prova de que todos querem passar a priorizar a gravidade é que a Câmara Técnica do Fígado, formada pelo próprio governo do Estado, aprovou desde março a mudança do critério. Só não sei o porquê disso não ter entrado em vigor ainda", afirma o comerciante Vagner Jimenes, 40 anos, marido de Eliane Jimenes, 39, que passou pelo transplante no início da semana.

A Secretaria de Estado da Saúde não funcionou sexta-feira, devido ao feriado do funcionalismo público, assim, não foi possível expor ao secretário Barradas Barata a denúncia de Jimenes. Em entrevista à reportagem quinta-feira, ele afirmou que o atual critério funciona, apesar de 455 pacientes terem morrido, apenas neste ano, esperando na fila pelo transplante. "Muitas dessas pessoas vêm de outros Estados para morar em São Paulo e receber o órgão. A fila é um problema em todo o mundo. Estamos trabalhando na conscientização da população. Já distribuimos 40 mil adesivos de incentivo à doação e mais 40 mil estão sendo confeccionados", declarou o secretário na quinta-feira.

Jimenez forneceu ao Diário a liminar da juíza Fátima Douverny, do 8º Ofício do Fórum de São Bernardo. Ela não quis dar declarações à reportagem alegando restrições relativas à Lei Orgânica da Magistratura. O teor do documento deixa claro que Eliane teria prioridade desde que à sua frente não houvesse nenhum outro paciente com estado de saúde igual ou pior. "Há pacientes reclamando que estão em estado mais grave, mas permanecem em casa. Minha esposa já estava internada em estado gravíssimo, com risco de morte iminente devido à cirrose biliar. Tanto é que, depois do transplante, teve várias complicações e já passou por outras duas cirurgias. Os médicos dizem que a chance de ela é pequena, mas acredito que ela vai sobreviver para mostrar a todos a verdade, pois se ela tivesse sido operada há 10 dias, esse quadro poderia ser diferente", diz Vagner Jimenez.

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