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Minha vontade é permanecer no São Caetano

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

21/10/2015 | 07:00


Até julho de 2014, Jonatas Fernandes era um ilustre desconhecido. Hoje, não há um torcedor do São Caetano ou de clubes rivais do Grande ABC que não tenha ouvido falar em Jô Fernandes, como prefere ser conhecido. Vestindo a camisa 9 do Azulão, o jovem ambidestro de 1,91 m e 23 anos fez estrondoso sucesso na Série D do Campeonato Brasileiro ao marcar 12 gols em 11 jogos, após ficar três anos afastado dos gramados por problemas extracampo. No período, jogou futsal e contou com o apoio da família, especialmente do irmão Mário Fernandes, lateral do CSKA Moscou, da Rússia, para dar a volta por cima e sonhar com Seleção Brasileira.

Que balanço você faz da sua participação no Campeonato Brasileiro da Série D?

Foi muito boa. Fiquei três anos parado... Batalhei bastante e treinei muito. Não tive a oportunidade de participar da Série A-2 (do Campeonato Paulista) e colhi os frutos de todo o período de treinamento. Voltar e fazer um campeonato no qual em 11 jogos marquei 12 gols... É difícil acontecer isso. Foi bom. Mas estou muito triste porque não conseguimos o acesso. Isso era o mais importante. Trocaria tudo pelo acesso.

Seu desempenho chamou atenção e seu nome foi ligado ao São Paulo recentemente... 

Se realmente for verdade e não for só especulação, fico feliz de o meu trabalho estar sendo reconhecido e sendo acompanhado por times grandes.

Como fica o seu futuro? (O jogador tem contrato com o São Caetano até o fim do Estadual de 2016.)

Penso que voltei agora depois de três anos. Tenho muito a trabalhar e a evoluir ainda. Foram apenas 11 jogos. Mas futebol é assim, quando você se destaca, as portas vão se abrindo e é difícil recusar algumas coisas. Envolve outras pessoas e não depende só de mim. Mas a minha vontade é ficar aqui no São Caetano e disputar a Série A-2 do Paulista.

Como foram esses três anos em que você ficou parado?

No tempo do Corinthians (nas categorias de base), eu era muito novo e tive meus erros, não escondo de ninguém. As festas me atrapalharam muito. Não tinha muito compromisso, a verdade é essa. Eu não queria saber de nada, só queria saber de festa e de farra. Coisas que todo garoto faz, que é normal. Mas passou. Uns amadurecem antes, outros depois. É o passado. Não coloco a culpa em ninguém. Sempre quem errou fui eu. Nesse período também fiz duas cirurgias no joelho (no menisco do direito). Agora tenho outra cabeça e penso totalmente diferente. Demonstrei neste campeonato tudo isso.

O que fez você voltar ao futebol de campo? (Jô já foi jogador de futsal.)

Quando fui para o campo não tive uma sequência grande e fiquei na dúvida se era o futsal que queria ou era o campo. Voltei porque eu tinha um contrato para cumprir com o São Caetano. E minha família conversou comigo, falaram que eu tinha potencial e que não era para desistir... Para eu jogar no campo, que tem mais visibilidade, tem a questão financeira. Foi aí que acabei voltando. E agradeço muito ao São Caetano pela paciência. O Nairo (Ferreira de Souza, presidente do clube) me ajudou muito.

Por falar em família, seu irmão Mário Fernandes é jogador de futebol. Como é o papo com ele?

É uma relação muito boa. Ele é um pai para mim. Nesse retorno, me ajudou muito, conversou comigo. Falou para eu voltar, deu conselhos, avisou que tinha que ter paciência, me esforçar e trabalhar, que as coisas iam acontecer. Só tenho a agradecer a ele por tudo. Todos os jogos ele acompanha lá da Rússia (atualmente Mário é lateral do CSKA Moscou) e manda mensagem depois. Falou comigo depois desse jogo (contra o Botafogo de Ribeirão Preto) também. Disse que as derrotas acontecem, não vai ser a primeira nem a última, mas que tem que levantar a cabeça e seguir em frente.

Tem algum jogador com quem você gostaria de atuar?

Meu irmão (risos). Ainda não deu. Só fizemos dois jogos treinos juntos na semana em que treinei no CSKA Moscou no ano passado.

Como foi essa experiência na Rússia?

Foi por uma semana. Os diretores do CSKA falaram que era difícil abrir oportunidade para um jogador que estava há muito tempo parado. E por respeito a mim eles iam deixar eu treinar uma semana. Achei muito bom, gostei bastante da experiência.

Com o que você sonha para o futuro?

Claro que todo jogador sonha jogar em um time grande, mas minha vontade, por enquanto, é ficar no São Caetano. Se pudesse escolher, iria para a Europa</CW>[/17.TXT_RESP]. Nunca pensei em time, mas escolheria jogar por lá.

Você tem 23 anos. Dá para sonhar com Seleção Brasileira?

Sonho sim. Todo jogador sonha um dia ter a oportunidade de chegar à Seleção Brasileira. Mas tenho que trabalhar muito para chegar lá. Espero um dia realizar esse sonho.



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Minha vontade é permanecer no São Caetano

Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

21/10/2015 | 07:00


Até julho de 2014, Jonatas Fernandes era um ilustre desconhecido. Hoje, não há um torcedor do São Caetano ou de clubes rivais do Grande ABC que não tenha ouvido falar em Jô Fernandes, como prefere ser conhecido. Vestindo a camisa 9 do Azulão, o jovem ambidestro de 1,91 m e 23 anos fez estrondoso sucesso na Série D do Campeonato Brasileiro ao marcar 12 gols em 11 jogos, após ficar três anos afastado dos gramados por problemas extracampo. No período, jogou futsal e contou com o apoio da família, especialmente do irmão Mário Fernandes, lateral do CSKA Moscou, da Rússia, para dar a volta por cima e sonhar com Seleção Brasileira.

Que balanço você faz da sua participação no Campeonato Brasileiro da Série D?

Foi muito boa. Fiquei três anos parado... Batalhei bastante e treinei muito. Não tive a oportunidade de participar da Série A-2 (do Campeonato Paulista) e colhi os frutos de todo o período de treinamento. Voltar e fazer um campeonato no qual em 11 jogos marquei 12 gols... É difícil acontecer isso. Foi bom. Mas estou muito triste porque não conseguimos o acesso. Isso era o mais importante. Trocaria tudo pelo acesso.

Seu desempenho chamou atenção e seu nome foi ligado ao São Paulo recentemente... 

Se realmente for verdade e não for só especulação, fico feliz de o meu trabalho estar sendo reconhecido e sendo acompanhado por times grandes.

Como fica o seu futuro? (O jogador tem contrato com o São Caetano até o fim do Estadual de 2016.)

Penso que voltei agora depois de três anos. Tenho muito a trabalhar e a evoluir ainda. Foram apenas 11 jogos. Mas futebol é assim, quando você se destaca, as portas vão se abrindo e é difícil recusar algumas coisas. Envolve outras pessoas e não depende só de mim. Mas a minha vontade é ficar aqui no São Caetano e disputar a Série A-2 do Paulista.

Como foram esses três anos em que você ficou parado?

No tempo do Corinthians (nas categorias de base), eu era muito novo e tive meus erros, não escondo de ninguém. As festas me atrapalharam muito. Não tinha muito compromisso, a verdade é essa. Eu não queria saber de nada, só queria saber de festa e de farra. Coisas que todo garoto faz, que é normal. Mas passou. Uns amadurecem antes, outros depois. É o passado. Não coloco a culpa em ninguém. Sempre quem errou fui eu. Nesse período também fiz duas cirurgias no joelho (no menisco do direito). Agora tenho outra cabeça e penso totalmente diferente. Demonstrei neste campeonato tudo isso.

O que fez você voltar ao futebol de campo? (Jô já foi jogador de futsal.)

Quando fui para o campo não tive uma sequência grande e fiquei na dúvida se era o futsal que queria ou era o campo. Voltei porque eu tinha um contrato para cumprir com o São Caetano. E minha família conversou comigo, falaram que eu tinha potencial e que não era para desistir... Para eu jogar no campo, que tem mais visibilidade, tem a questão financeira. Foi aí que acabei voltando. E agradeço muito ao São Caetano pela paciência. O Nairo (Ferreira de Souza, presidente do clube) me ajudou muito.

Por falar em família, seu irmão Mário Fernandes é jogador de futebol. Como é o papo com ele?

É uma relação muito boa. Ele é um pai para mim. Nesse retorno, me ajudou muito, conversou comigo. Falou para eu voltar, deu conselhos, avisou que tinha que ter paciência, me esforçar e trabalhar, que as coisas iam acontecer. Só tenho a agradecer a ele por tudo. Todos os jogos ele acompanha lá da Rússia (atualmente Mário é lateral do CSKA Moscou) e manda mensagem depois. Falou comigo depois desse jogo (contra o Botafogo de Ribeirão Preto) também. Disse que as derrotas acontecem, não vai ser a primeira nem a última, mas que tem que levantar a cabeça e seguir em frente.

Tem algum jogador com quem você gostaria de atuar?

Meu irmão (risos). Ainda não deu. Só fizemos dois jogos treinos juntos na semana em que treinei no CSKA Moscou no ano passado.

Como foi essa experiência na Rússia?

Foi por uma semana. Os diretores do CSKA falaram que era difícil abrir oportunidade para um jogador que estava há muito tempo parado. E por respeito a mim eles iam deixar eu treinar uma semana. Achei muito bom, gostei bastante da experiência.

Com o que você sonha para o futuro?

Claro que todo jogador sonha jogar em um time grande, mas minha vontade, por enquanto, é ficar no São Caetano. Se pudesse escolher, iria para a Europa</CW>[/17.TXT_RESP]. Nunca pensei em time, mas escolheria jogar por lá.

Você tem 23 anos. Dá para sonhar com Seleção Brasileira?

Sonho sim. Todo jogador sonha um dia ter a oportunidade de chegar à Seleção Brasileira. Mas tenho que trabalhar muito para chegar lá. Espero um dia realizar esse sonho.

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