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Funcionário de Professor Luizinho sacou R$ 20 mil no Banco Rural


Arthur Lopez
Do Diário do Grande ABC

29/07/2005 | 08:38


As denúncias sobre o esquema Valerioduto chegam ao Grande ABC e comprometem um funcionário do mandato do deputado federal Professor Luizinho (PT). José Nilson dos Santos, que trabalha com o parlamentar petista desde os tempos de Assembléia Legislativa (1998), confirmou quinta-feira, por nota, que retirou R$ 20 mil de uma agência do Banco Rural, na avenida Paulista, em São Paulo, depois de receber orientação do ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, em 2003.

Assim que o nome de Santos surgiu na lista de sacadores das contas das agências de Marcos Valério Fernandes de Souza, entregue à CPI dos Correios, o deputado Professor Luizinho tratou de defender seu funcionário dizendo se tratar de um homônimo. Na quarta-feira, além do nome, ficou comprovado que o número do RG, expedido no Estado de São Paulo, era também de Santos, que fez um saque diretamente no caixa no valor de R$ 20 mil, no dia 23 de dezembro de 2003.

Santos, num primeiro momento, se disse surpreso com a coincidência dos números da identidade e que não conhecia nenhuma agência do Banco Rural. O deputado disse que seu funcionário esteve em Brasília apenas duas vezes naquela ano, em março e junho, e sinalizou que essa documentação deveria ser falsa. O petista prometia processar os culpados pela "armação".

Quinta-feira, no entanto, Luizinho disse em Brasília que ainda está investigando os fatos. "Ele (Santos) me garantiu que não se lembra de ter ido ao Rural. Ele nunca cuidou de finanças, nem nas campanhas, e cuida apenas do diálogo com sindicatos e municípios da minha base eleitoral", disse o deputado que confirmou o saque feito pelo seu funcionário.

Apesar de trabalhar no escritório político do Professor Luizinho em Santo André, Santos não foi localizado quinta-feira pelo Diário. Por nota à imprensa, o assessor admite que, em 2003, solicitou ajuda financeira ao então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, para a "organização das pré-candidaturas internas de cerca de 90 apoiadores do mandato". Santos disse que procurou Delúbio no final daquele ano e recebeu a orientação para retirar R$ 20 mil de uma agência bancária na avenida Paulista. "Só fui me dar conta que era Banco Rural, agora", consta da nota.

A lista com 11 pessoas indicadas pelo PT para sacar dinheiro no Banco Rural foi entregue por Marcos Valério à Procuradoria Geral da República. O documento chegou à CPI dos Correios. O empresário mineiro, que admite ter feito empréstimos ao partido atendendo pedido do ex-tesoureiro do PT, é acusado de ser o principal operador do mensalão.

Para o deputado Luizinho, não há ligação desses saques com o esquema de pagamento de mesadas a deputados da base aliada. "É um saque, não tem nada a ver com mensalão. Foi uma única vez, parece que para campanhas. Mensalão é algo periódico. Não vamos fazer essas confusões", afirmou.

José Nilson dos Santos, na nota divulgada quinta-feira, também confirma que negou ao deputado que fez o saque numa agência desse banco. Santos atua ao lado de Luizinho, que já foi vereador de Santo André, deputado estadual e federal há mais de dez anos com a tarefa de articulação política entre lideranças dos movimentos populares, sindicais, partidárias e os apoiadores do mandato "em mais de 40 municípios do Estado".



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Funcionário de Professor Luizinho sacou R$ 20 mil no Banco Rural

Arthur Lopez
Do Diário do Grande ABC

29/07/2005 | 08:38


As denúncias sobre o esquema Valerioduto chegam ao Grande ABC e comprometem um funcionário do mandato do deputado federal Professor Luizinho (PT). José Nilson dos Santos, que trabalha com o parlamentar petista desde os tempos de Assembléia Legislativa (1998), confirmou quinta-feira, por nota, que retirou R$ 20 mil de uma agência do Banco Rural, na avenida Paulista, em São Paulo, depois de receber orientação do ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, em 2003.

Assim que o nome de Santos surgiu na lista de sacadores das contas das agências de Marcos Valério Fernandes de Souza, entregue à CPI dos Correios, o deputado Professor Luizinho tratou de defender seu funcionário dizendo se tratar de um homônimo. Na quarta-feira, além do nome, ficou comprovado que o número do RG, expedido no Estado de São Paulo, era também de Santos, que fez um saque diretamente no caixa no valor de R$ 20 mil, no dia 23 de dezembro de 2003.

Santos, num primeiro momento, se disse surpreso com a coincidência dos números da identidade e que não conhecia nenhuma agência do Banco Rural. O deputado disse que seu funcionário esteve em Brasília apenas duas vezes naquela ano, em março e junho, e sinalizou que essa documentação deveria ser falsa. O petista prometia processar os culpados pela "armação".

Quinta-feira, no entanto, Luizinho disse em Brasília que ainda está investigando os fatos. "Ele (Santos) me garantiu que não se lembra de ter ido ao Rural. Ele nunca cuidou de finanças, nem nas campanhas, e cuida apenas do diálogo com sindicatos e municípios da minha base eleitoral", disse o deputado que confirmou o saque feito pelo seu funcionário.

Apesar de trabalhar no escritório político do Professor Luizinho em Santo André, Santos não foi localizado quinta-feira pelo Diário. Por nota à imprensa, o assessor admite que, em 2003, solicitou ajuda financeira ao então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, para a "organização das pré-candidaturas internas de cerca de 90 apoiadores do mandato". Santos disse que procurou Delúbio no final daquele ano e recebeu a orientação para retirar R$ 20 mil de uma agência bancária na avenida Paulista. "Só fui me dar conta que era Banco Rural, agora", consta da nota.

A lista com 11 pessoas indicadas pelo PT para sacar dinheiro no Banco Rural foi entregue por Marcos Valério à Procuradoria Geral da República. O documento chegou à CPI dos Correios. O empresário mineiro, que admite ter feito empréstimos ao partido atendendo pedido do ex-tesoureiro do PT, é acusado de ser o principal operador do mensalão.

Para o deputado Luizinho, não há ligação desses saques com o esquema de pagamento de mesadas a deputados da base aliada. "É um saque, não tem nada a ver com mensalão. Foi uma única vez, parece que para campanhas. Mensalão é algo periódico. Não vamos fazer essas confusões", afirmou.

José Nilson dos Santos, na nota divulgada quinta-feira, também confirma que negou ao deputado que fez o saque numa agência desse banco. Santos atua ao lado de Luizinho, que já foi vereador de Santo André, deputado estadual e federal há mais de dez anos com a tarefa de articulação política entre lideranças dos movimentos populares, sindicais, partidárias e os apoiadores do mandato "em mais de 40 municípios do Estado".

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