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Taiwan aprova mediaçao dos EUA no conflito com a China


Do Diário do Grande ABC

22/07/1999 | 10:24


Taiwan reagiu positivamente esta quinta-feira às declaraçoes do presidente norte-americano, Bill Clinton, pedindo uma soluçao pacífica para seu contencioso com a China, ao mesmo tempo em que um enviado especial do mandatário norte-americano chegou para tentar reduzir a tensao no estreito.

``Acho que o presidente dos Estados Unidos foi muito objetivo'', afirmou o chanceler taiwanês, Jason Hu, ao ser consultado sobre a declaraçao de Clinton nesta quarta. ``Isto indica que está tentando adotar um enfoque mais equilibrado e objetivo para jpromover a paz no Estreito de Taiwan, fomentando o diálogo e enfatizando os meios pacíficos para solucionar os litígios'', acrescentou Hu.

O porta-voz do Governo taiwanês, Chen Chien-jen, disse nesta quinta aos jornalistas depois de uma reuniao do Gabinete que ``escutamos com especial interesse os comentários do presidente. E enfatizou a paz, a estabilidade e a prosperidade. Nesse sentido, os Estados Unidos e nós estamos de acordo'', assinalou.

Nesta quarta, Clinton pediu a China e Taiwán que pusessem fim à escalada verbal e reduzissem a tensao na zona, indicando que um confronto militar no Estreito de Taiwan era ``inconcebível''. Washington está a favor da política de uma única China e do diálogo entre Pequim e Taipé, adiantou Clinton.

Hu desmentiu uma informaçao do jornal Washington Times segundo a qual os Estados Unidos tinham adiado a notificaçao ao Congresso da venda de avioes de vigilância E-2 a Taipé e estava estudando a possibilidade de congelar o envio de peças para os avioes de combate taiwaneses F-16. ``Recebi o telegrama esta manha. Nossa agência de representaçao em Washington obteve garantias de que os Estados Unidos cumprirao seus compromissos e de nenhum modo porao em perigo a segurança de Taiwan'', disse Hu.

Altos funcionários norte-americanos chegarao a Pequim e Taipé esta quinta-feira para aconselhar calma e moderaçao a suas respectivas autoridades. A secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, disse que o subsecretário de Estado para o Leste da Asia e o Pacífico, Stanley Roth, chegou esta quinta em Pequim.

Richard Bush, presidente e diretor-gerente do Instituto Norte-americano de Taiwan, uma organizaçao nao governamental, chegou a Taipé esta quinta-feira. Os meios de comunicaçao locais informaram que Bush se encontrará com o presidente taiwanês, Lee Teng-hui, com o primeiro-ministro Vincent Siew e com Su Chim, o presidente do Conselho de Relaçoes com o Continente, artífice da política da ilha nacionalista com o continente.

Pequim nunca descartou o uso da força se Taiwan declarar sua independência. Os dirigentes chineses voltaram a ameaçar a ilha nacionalista depois que Lee fez declaraçoes pedindo relaçoes ``de Estado a Estado'' com Pequim.



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Taiwan aprova mediaçao dos EUA no conflito com a China

Do Diário do Grande ABC

22/07/1999 | 10:24


Taiwan reagiu positivamente esta quinta-feira às declaraçoes do presidente norte-americano, Bill Clinton, pedindo uma soluçao pacífica para seu contencioso com a China, ao mesmo tempo em que um enviado especial do mandatário norte-americano chegou para tentar reduzir a tensao no estreito.

``Acho que o presidente dos Estados Unidos foi muito objetivo'', afirmou o chanceler taiwanês, Jason Hu, ao ser consultado sobre a declaraçao de Clinton nesta quarta. ``Isto indica que está tentando adotar um enfoque mais equilibrado e objetivo para jpromover a paz no Estreito de Taiwan, fomentando o diálogo e enfatizando os meios pacíficos para solucionar os litígios'', acrescentou Hu.

O porta-voz do Governo taiwanês, Chen Chien-jen, disse nesta quinta aos jornalistas depois de uma reuniao do Gabinete que ``escutamos com especial interesse os comentários do presidente. E enfatizou a paz, a estabilidade e a prosperidade. Nesse sentido, os Estados Unidos e nós estamos de acordo'', assinalou.

Nesta quarta, Clinton pediu a China e Taiwán que pusessem fim à escalada verbal e reduzissem a tensao na zona, indicando que um confronto militar no Estreito de Taiwan era ``inconcebível''. Washington está a favor da política de uma única China e do diálogo entre Pequim e Taipé, adiantou Clinton.

Hu desmentiu uma informaçao do jornal Washington Times segundo a qual os Estados Unidos tinham adiado a notificaçao ao Congresso da venda de avioes de vigilância E-2 a Taipé e estava estudando a possibilidade de congelar o envio de peças para os avioes de combate taiwaneses F-16. ``Recebi o telegrama esta manha. Nossa agência de representaçao em Washington obteve garantias de que os Estados Unidos cumprirao seus compromissos e de nenhum modo porao em perigo a segurança de Taiwan'', disse Hu.

Altos funcionários norte-americanos chegarao a Pequim e Taipé esta quinta-feira para aconselhar calma e moderaçao a suas respectivas autoridades. A secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, disse que o subsecretário de Estado para o Leste da Asia e o Pacífico, Stanley Roth, chegou esta quinta em Pequim.

Richard Bush, presidente e diretor-gerente do Instituto Norte-americano de Taiwan, uma organizaçao nao governamental, chegou a Taipé esta quinta-feira. Os meios de comunicaçao locais informaram que Bush se encontrará com o presidente taiwanês, Lee Teng-hui, com o primeiro-ministro Vincent Siew e com Su Chim, o presidente do Conselho de Relaçoes com o Continente, artífice da política da ilha nacionalista com o continente.

Pequim nunca descartou o uso da força se Taiwan declarar sua independência. Os dirigentes chineses voltaram a ameaçar a ilha nacionalista depois que Lee fez declaraçoes pedindo relaçoes ``de Estado a Estado'' com Pequim.

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