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Diagnóstico precoce evita complicações
Kelly Zucatelli
Do Diário do Grande ABC
29/03/2010 | 07:00
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A busca pelo diagnóstico preventivo contra doenças oftalmológicas é a saída, segundo especialistas, para diminuir os casos de crianças com problemas de visão. Porém, essa é uma medida que ainda não está disseminada na sociedade, pois muitos pais não são esclarecidos de que é possível a realização de exames logo que a criança nasce.

"Não existem estudos que comprovem que houve um aumento da miopia, em particular, entre as crianças. Nada é muito real. O que está acontecendo é que os pais estão começando a atentar para a necessidade e importância de ter um diagnóstico ocular de seus filhos o mais cedo possível", disse Fernandez.

O médico esclarece que se o primeiro exame é feito logo aos 2 anos de idade, é possível identificar uma série de patologias, como o glaucoma congênito e a catarata.

A analista de Recursos Humanos Marcia Ricci Caggiano, 39, de São Bernardo, já acompanha o tratamento de retinopatia que seu filho, Pedro Ricci Caggiano, 5 meses, adquiriu. "Ele nasceu prematuro e a retina não se formou direito. Quinzenalmente, trago ele aqui no Ambulatório para acompanhamento. Acho que os pais devem observar os olhos dos filhos. Fazendo isso, certa vez percebi um pontinho branco em cada pupila do meu filho e depois o médico descobriu que era catarata", explicou Márcia.

A chefe do Departamento de Oftalmologia da USP (Universidade de São Paulo) Rosa Maria Graziano, salienta que os pais devem levar seus filhos, entre 1 e 7 anos de idade, ao médico para que haja a possibilidade de salvá-los da miopia (doença em que a pessoa enxerga bem de perto e mal de longe). "A partir dos 9 anos, fica difícil", afirma a profissional.

A enfermeira Vanessa Crispin Di Stefano, 31, de Santo André. levou sua filha, Giulia, de quatro meses, pela primeira vez ao ambulatório. "No exame do olhinho, descobri que ela tem uma pequena alteração no nervo ocular. Os médicos precisam divulgar mais e encaminhar as crianças para esse exame", disse Vanessa.

Dor de cabeça e sono podem sinalizar problemas na vista

A dona de casa Simone Aparecida Queiroz, 35 anos, todo mês sai da Vila Histórica de Paranapiacaba para trazer os filhos gêmeos, Luan e Lucas, 11 anos, e a filha, Joyce,12, para a realização de exames na Faculdade de Medicina do ABC.

A mãe das crianças, que nasceram com glaucoma congênito, segue à risca as orientações médicas para evitar que seus filhos percam a visão. "Chamo a atenção deles para o uso do colírio. Já com o uso dos óculos eles são disciplinados. O caso da Joyce é mais grave que o dos meninos. Ela enxerga muito pouco", explicou a mãe.

SINTOMAS - Os médicos alertam para que os pais fiquem atentos a alguns sintomas e comportamentos das crianças.

Entre eles, muita aproximação da televisão, do computador e do caderno na hora de fazer a lição de casa. Vermelhidão nos olhos quando escreve ou lê, dor de cabeça, sonolência e baixo rendimento escolar também podem sinalizar que a criança tem problemas de visão.




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