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VW: greve antecipa luta pela estabilidade


Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

23/10/2005 | 07:42


Não é apenas por PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) que os metalúrgicos da Volkswagen de São Bernardo entraram em greve. Além do movimento pelo abono, a paralisação por tempo indeterminado antecipa uma queda-de-braço entre a categoria e a montadora pela renovação do acordo de estabilidade no emprego, cujo vencimento se dará em novembro de 2006. Por esse motivo, a meta de cada uma das partes é sair vitoriosa no embate.

A greve começou no último dia 29, devido ao impasse nas negociações sobre a PLR. Desde então, o desentendimento se arrasta, mesmo depois de várias conversações, algumas delas realizadas no Ministério do Trabalho e no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Nesses encontros, tanto os sindicalistas quanto a empresa se negaram a aceitar as propostas formuladas por ambas as partes. A última delas foi a de uma PLR de R$ 5 mil, mas o impasse persiste sobre a meta de produção. O sindicato quer garantir 208 mil carros até março de 2006, mas a empresa quer esse número até dezembro.

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Preparativos - Pelo lado da categoria, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT) e a Comissão de Fábrica da Volkswagen já admitem que o movimento é um preparativo para discussão futura envolvendo a renovação do acordo de estabilidade. Já a montadora prefere o silêncio e nada comenta.

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Os indicativos de um interesse a mais na greve estão presentes nas assembléias. Os sindicalistas chamam os trabalhadores para a "guerra" contra a Volks, alegando que a empresa quer derrotar a categoria e deixá-la enfraquecida no início das negociações sobre a estabilidade no emprego.

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"A gente não quer ficar nesse tipo de embate com a montadora. Sempre queremos o diálogo, mas a empresa só dificulta as coisas. Se depender da gente, voltamos às conversações para garantia de emprego", diz o vice-presidente do Sindicato, Francisco Duarte de Lima, o Alemão.

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Para os metalúrgicos, a greve se tornou um ponto de honra após o fracasso na mobilização sobre a contratação de mais 350 funcionários - com a entrada do Fox Europa na linha de produção. Com a greve, os trabalhadores querem dar um recado à atual presidência da Volks, sinalizando o poder de mobilização dentro da unidade, destaca o coordenador da Comissão de Fábrica, Valdir Freire Dias, o Chalita.

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Na sua avaliação, a paralisação se tornou uma forma de resgatar a dignidade dos empregados. "A empresa quer que a gente se sinta derrotado e entre na negociação de cabeça baixa. Isso só foi um recado: não vamos recuar", disse.",1]);//-->

Fora a PLR, o interesse pela renovação da estabilidade de emprego é estratégico para evitar demissões em massa após seu vencimento. Firmado em 2001, o acordo prevê a flexibilização da jornada de trabalho mediante redução de salários em caso de queda da produção.

Preparativos - Pelo lado da categoria, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT) e a Comissão de Fábrica da Volkswagen já admitem que o movimento é um preparativo para discussão futura envolvendo a renovação do acordo de estabilidade. Já a montadora prefere o silêncio e nada comenta.

Os indicativos de um interesse a mais na greve estão presentes nas assembléias. Os sindicalistas chamam os trabalhadores para a "guerra" contra a Volks, alegando que a empresa quer derrotar a categoria e deixá-la enfraquecida no início das negociações sobre a estabilidade no emprego.

"A gente não quer ficar nesse tipo de embate com a montadora. Sempre queremos o diálogo, mas a empresa só dificulta as coisas. Se depender da gente, voltamos às conversações para garantia de emprego", diz o vice-presidente do Sindicato, Francisco Duarte de Lima, o Alemão.

Para os metalúrgicos, a greve se tornou um ponto de honra após o fracasso na mobilização sobre a contratação de mais 350 funcionários - com a entrada do Fox Europa na linha de produção. Com a greve, os trabalhadores querem dar um recado à atual presidência da Volks, sinalizando o poder de mobilização dentro da unidade, destaca o coordenador da Comissão de Fábrica, Valdir Freire Dias, o Chalita.

Na sua avaliação, a paralisação se tornou uma forma de resgatar a dignidade dos empregados. "A empresa quer que a gente se sinta derrotado e entre na negociação de cabeça baixa. Isso só foi um recado: não vamos recuar", disse.

Na tentativa de manter a categoria unida, o sindicato e o grupo de oposição passaram por cima das divergências e trabalham juntos na articulação da greve. "A categoria é única e precisamos esquecer as diferenças, pois temos os mesmos objetivos, que é defender os trabalhadores", diz Gervison Melão Monteiro, uma das principais lideranças do grupo de oposição.



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VW: greve antecipa luta pela estabilidade

Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

23/10/2005 | 07:42


Não é apenas por PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) que os metalúrgicos da Volkswagen de São Bernardo entraram em greve. Além do movimento pelo abono, a paralisação por tempo indeterminado antecipa uma queda-de-braço entre a categoria e a montadora pela renovação do acordo de estabilidade no emprego, cujo vencimento se dará em novembro de 2006. Por esse motivo, a meta de cada uma das partes é sair vitoriosa no embate.

A greve começou no último dia 29, devido ao impasse nas negociações sobre a PLR. Desde então, o desentendimento se arrasta, mesmo depois de várias conversações, algumas delas realizadas no Ministério do Trabalho e no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Nesses encontros, tanto os sindicalistas quanto a empresa se negaram a aceitar as propostas formuladas por ambas as partes. A última delas foi a de uma PLR de R$ 5 mil, mas o impasse persiste sobre a meta de produção. O sindicato quer garantir 208 mil carros até março de 2006, mas a empresa quer esse número até dezembro.

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Preparativos - Pelo lado da categoria, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT) e a Comissão de Fábrica da Volkswagen já admitem que o movimento é um preparativo para discussão futura envolvendo a renovação do acordo de estabilidade. Já a montadora prefere o silêncio e nada comenta.

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Os indicativos de um interesse a mais na greve estão presentes nas assembléias. Os sindicalistas chamam os trabalhadores para a "guerra" contra a Volks, alegando que a empresa quer derrotar a categoria e deixá-la enfraquecida no início das negociações sobre a estabilidade no emprego.

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"A gente não quer ficar nesse tipo de embate com a montadora. Sempre queremos o diálogo, mas a empresa só dificulta as coisas. Se depender da gente, voltamos às conversações para garantia de emprego", diz o vice-presidente do Sindicato, Francisco Duarte de Lima, o Alemão.

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Para os metalúrgicos, a greve se tornou um ponto de honra após o fracasso na mobilização sobre a contratação de mais 350 funcionários - com a entrada do Fox Europa na linha de produção. Com a greve, os trabalhadores querem dar um recado à atual presidência da Volks, sinalizando o poder de mobilização dentro da unidade, destaca o coordenador da Comissão de Fábrica, Valdir Freire Dias, o Chalita.

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Na sua avaliação, a paralisação se tornou uma forma de resgatar a dignidade dos empregados. "A empresa quer que a gente se sinta derrotado e entre na negociação de cabeça baixa. Isso só foi um recado: não vamos recuar", disse.",1]);//-->

Fora a PLR, o interesse pela renovação da estabilidade de emprego é estratégico para evitar demissões em massa após seu vencimento. Firmado em 2001, o acordo prevê a flexibilização da jornada de trabalho mediante redução de salários em caso de queda da produção.

Preparativos - Pelo lado da categoria, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT) e a Comissão de Fábrica da Volkswagen já admitem que o movimento é um preparativo para discussão futura envolvendo a renovação do acordo de estabilidade. Já a montadora prefere o silêncio e nada comenta.

Os indicativos de um interesse a mais na greve estão presentes nas assembléias. Os sindicalistas chamam os trabalhadores para a "guerra" contra a Volks, alegando que a empresa quer derrotar a categoria e deixá-la enfraquecida no início das negociações sobre a estabilidade no emprego.

"A gente não quer ficar nesse tipo de embate com a montadora. Sempre queremos o diálogo, mas a empresa só dificulta as coisas. Se depender da gente, voltamos às conversações para garantia de emprego", diz o vice-presidente do Sindicato, Francisco Duarte de Lima, o Alemão.

Para os metalúrgicos, a greve se tornou um ponto de honra após o fracasso na mobilização sobre a contratação de mais 350 funcionários - com a entrada do Fox Europa na linha de produção. Com a greve, os trabalhadores querem dar um recado à atual presidência da Volks, sinalizando o poder de mobilização dentro da unidade, destaca o coordenador da Comissão de Fábrica, Valdir Freire Dias, o Chalita.

Na sua avaliação, a paralisação se tornou uma forma de resgatar a dignidade dos empregados. "A empresa quer que a gente se sinta derrotado e entre na negociação de cabeça baixa. Isso só foi um recado: não vamos recuar", disse.

Na tentativa de manter a categoria unida, o sindicato e o grupo de oposição passaram por cima das divergências e trabalham juntos na articulação da greve. "A categoria é única e precisamos esquecer as diferenças, pois temos os mesmos objetivos, que é defender os trabalhadores", diz Gervison Melão Monteiro, uma das principais lideranças do grupo de oposição.

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