Diarinho

Turma da Mônica de verdade


Cebolinha e Cascão têm obsessão por tentar pegar o coelhinho da Mônica. A menina é considerada a dona da rua do bairro do Limoeiro e tem como fiel companheira a comilona Magali. Além da rivalidade infantil, o quarteto demonstra o que a união de bons amigos pode alcançar se estiver sendo guiado por um plano infalível. Essa ideia é o pano de fundo para Turma da Mônica – Laços, cuja contagem regressiva para chegar aos cinemas termina na quinta-feira. Os personagens são mais do que conhecidos entre os brasileiros há gerações, mas a novidade é que esta é a primeira aventura com atores reais interpretando o grupo.

Tudo começa quando o cachorro do Cebolinha, Floquinho, desaparece enquanto as crianças dormem. Os adultos partem em busca do cãozinho e o menino fica desolado, sentindo falta do parceiro. Cascão, Mônica e Magali não vão deixar ele ficar desse jeito e decidem ajudá-lo a encontrar o pet mesmo que tenham que enfrentar dificuldades.

Durante a busca, o quarteto cruza a vizinhança. Quem lê as histórias em quadrinhos de Mauricio de Sousa pode reconhecer um monte de referências escondidas por toda a parte. A aventura faz com que os protagonistas revisitem e redescubram os laços que os une, colocando as diferenças de lado, amadurecendo e aprendendo uns com os outros como forma de fortalecer sua amizade.

Provavelmente com os personagens infantis mais conhecidos e queridos do Brasil, a Turma da Mônica acumula décadas de aventuras. “É uma responsabilidade muito grande, porque é uma história que tem mais de 50 anos e estamos representando ela de um jeito que ficou muito lindo”, comenta Kevin Vechiatto, que dá vida ao Cebolinha. “Sempre li e continuo lendo (as HQs). Na minha escola, sempre que a gente terminava de fazer uma lição, eles davam o gibi para gente ler”, conta Giulia Barreto, a Mônica.

Fora das páginas, ela já teve contos mostrados em desenho animado nos cinemas e na televisão. O longa A Princesa e o Robô (1984) é marco da animação nacional e A Estrelinha Mágica (1988) foi lançado diretamente em fita VHS (antepassado das tecnologias atuais de DVD e blu-ray). Esse universo voltou a ganhar as telonas com Cine Gibi (2004) e Uma Aventura no Tempo (2006). Hoje, as animações ganham sobrevida no Cartoon Network e em seu canal no YouTube.

Turma da Mônica – Laços marca nova era dessa história. Agora mais real que nunca, os personagens têm tudo para continuar atravessando gerações e encantando crianças e fãs de todas as idades.

''''Graphic novel’ é base para a história

A HQ base para a história que foi levada aos cinemas tem o mesmo nome do filme. Turma da Mônica: Laços foi a segunda graphic novel (romance gráfico com conto mais longo e completo) do selo Graphic MSP, da Mauricio de Sousa Editora. O álbum é escrito e desenhado pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi e foi publicado em maio de 2013 em versões de capa mole e capa dura. No quadrinho, Vitor desenha os personagens na sua versão mais conhecida, com 7 anos, e Lu cria o quarteto bebê, em cenas de flashback.

A trajetória até esse lançamento começou em 2009, quando Vitor criou história do Chico Bento para o livro comemorativo MSP 50 – Mauricio de Sousa por 50 Artistas. Quando Laços chegou às mãos do criador dos personagens, o próprio Mauricio disse ao editor do quadrinho, Sidney Gusman: “Essa história dá um filme!”. Seis anos depois, a afirmação virou realidade.

Após a graphic novel, os irmãos Cafaggi escreveram e publicaram mais duas continuações da história: Lições (2015) e Lembranças (2017). Segundo Daniel Rezende, diretor do filme que adapta o primeiro álbum, existem planos para continuar a saga também nas telonas nos próximos anos. “Tudo depende do público gostar e assistir ao filme quantas vezes puder”, afirmou o cineasta.

Longo processo marcou caminho dos gibis para o ‘live-action’

Foi na Comic Con Experience de 2015 que aconteceu o anúncio de que a Turma da Mônica ganharia filme live-action (que usa atores reais ao invés da animação), adaptando o quadrinho Laços. De lá até o início real da produção, foi necessário um bom tempo.

O processo passou pelo anúncio do diretor Daniel Rezendo encabeçando o projeto,em junho de 2016. Em dezembro daquele ano foi mostrado o Floquinho do filme, um cão da raça lhasa apso. O elenco das crianças foi revelado em setembro de 2017. A divulgação de teasers, trailers e vídeos promocionais só aumentou a expectativa do público.

As filmagens duraram sete semanas e foram realizadas nas cidades de Poços de Caldas, em Minas Gerais, e Holambra e Mairiporã, ambas no Interior de São Paulo. Tudo foi juntado para dar ‘vida’ ao universo por trás do bairro do Limoeiro e suas proximidades.

Cerca de 7.500 crianças de todo o Brasil foram analisadas ao longo de seis meses para fazer parte do elenco nos papéis
de Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão.

EVOLUÇÃO. Cascão, Mônica, Cebolinha e Magali surgiram pela primeira vez em tirinhas de jornal do autor Mauricio de Sousa na primeira metade dos anos 1960. Passaram por algumas mudanças até chegar aos traços atuais

CASCÃO (GABRIEL MOREIRA, 10 ANOS). “Eu gostava muito do Cascão, por vários motivos que eu prefiro não contar. Eu me sinto muito lisonjeado de representar esse personagem.”

MÔNICA (GIULIA BENITTE, 11 ANOS). “Me identifico muito com a Mônica. Minha família me deu o apelido de Limãozinho, porque eu era um pouquinho ‘azeda’, mas
estou mudando.”

CEBOLINHA (KEVIN VECHIATTO, 12 ANOS). “O Cebolinha sempre foi meu preferido. Tudo bem que eu não sou tão criativo como ele pra fazer os planos, mas sempre gostei de atormentar minha priminha junto com meu primo.”

MAGALI (LAURA RAUSSEO, 11 ANOS). “Tenho uma bisavó de 87 anos que já leu (os gibis) e uma priminha de 2 anos que assiste aos desenhos na TV. Estou representando
alguém que todo mundo conhece.” 

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