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Chinês é condenado por defender a democracia pela Internet


Da EFE

08/12/2003 | 08:43


Um antigo professor de escola da cidade de Xian, no centro da China, foi condenado a dois anos de prisão por publicar na Internet artigos em defesa dos protestos da praça da Paz Celestial. A informação foi divulgada, nesta segunda-feira, por um grupo pró-democracia na China.

Segundo uma nota de imprensa do Centro de Informação para os Direitos Humanos e a Democracia na China, Yan Jun, 32 anos, foi detido em abril por pedir através de um site uma revisão dos veredictos contra os estudantes condenados pelos protestos de Tiananmen, em 1989.

Yan pedia, entre outras coisas, a libertação do ex-líder chinês Zhao Ziyang, antigo secretário-geral do Partido Comunista e que caiu em desgraça por seu apoio aos estudantes. Zhao foi desempossado de seus cargos governamentais e atualmente está sob prisão domiciliar.

O professor também exigia através da Internet a aprovação da liberdade de imprensa e a de associação sindical na China.

Yan é um expoente da dissidência pela Internet na China, que ficou em moda nos últimos meses devido à perseguição do Governo chinês a pessoas que tentam aproveitar a maior liberdade que oferece a rede para expressar seu desacordo com o regime comunista.

A dissidente pela Internet mais célebre do país é a jovem Liu Di, 23 anos, conhecida na rede como "Rato de Aço Inoxidável", e que foi liberada no final de novembro depois de passar um ano detida sem ter sido julgada.

A China é o segundo país do mundo em número de internautas, com 78 milhões, em sua maioria jovens que adotaram um meio de comunicação mais livre que os convencionais, totalmente controlados por Pequim.

No entanto, o Governo chinês está aumentando o controle da Internet utilizando avançada tecnologia ajudado, segundo a Anistia Internacional (AI), por grandes multinacionais do setor, como a Microsoft e a Cisco.



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