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Albright adia viagem ao Oriente Médio


Do Diário do Grande ABC

09/08/1999 | 16:59


O adiamento da viagem pelo Oriente Médio, planejada para meados de agosto pela secretária de Estado, Madeleine Albright, representa uma concessao aos israelenses e um fracasso para os palestinos, segundo os analistas.

O departamento de Estado confirmou nesta segunda-feira o adiamento, anunciado antes por fontes palestinas e israelenses, precisando que a decisao foi tomada a pedido do premier israelense Ehud Barak.

``Como resultado do pedido do premier Barak, a secretária Albright decidiu realizar sua viagem no final do mês em vez do início'', disse o porta-voz do departamento de Estado, James Rubin.

Os palestinos viram no adiamento uma ``pressao'' israelense-americana contra eles. ``É um indicador da resposta favorável dos Estados Unidos à exigência (de Barak) de nos pressionar'', afirmou na rádio oficial palestina o chefe dos negociadores palestinos, Saeb Erakat.

``A causa do adiamento da visita de Albright é porque queremos - enquanto isso - restabelecer um clima de confiança com Yasser Arafat'', presidente da Autoridade Palestina, disse à rádio pública o ministro israelense da segurança interna, Shlomo Ben Ami.

Por sua vez, analistas disseram que o adiamento até o início de setembro era um indício da vontade de Washington de se mostrar paciente com o Estado hebreu.

``Eles precisam de tempo para pôr em ordem'' a instrumentalizaçao do acordo de Wye sobre a retirada do exército israelense de 13% da Cisjordânia, segundo um dirigente do departamento de Estado.

Arafat aparece como perdedor nesta situaçao, segundo observadores de Washington.

``Arafat precisa de alguém que diga: 'um acordo é um acordo','' segundo Jonathan Paris, especialista em Oriente Médio de Nova York. ``Ele precisa de alguém que diga aos israelenses: 'eu estava lá (...) fizemos um acordo e vocês nao o respeitam'', disse Paris, referindo-se ao acordo de Wye Plantation, concluído em outubro do ano passado perto de Washington, na presença de Bill Clinton, entre o premier Benjamin Netanyahu e Yasser Arafat.

O adiamento da visita quer dizer que Washington ``simplesmente decidiu apoiar a posiçao de Barak sobre a questao'', disse um ex-dirigente do departamento de Estado que participou do processo de paz.

Segundo ele, isso significa que ``os palestinos nao gozam automaticamente do favor da administraçao (norte-americana) como era o caso ultimamente'', referindo-se às tensas relaçoes entre Clinton e Netanyahu depois que este suspendeu a aplicaçao do acordo de Wye.

Para os analistas, adiando a visita, Albright cede à solicitaçao israelense de nao oferecer aos palestinos um meio de pressionar imediatamente a aplicaçao do acordo de Wye.



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